30 de abr de 2015

Stand By Me (1986) Tribute

Conta comigo (Stand by Me) é um filme americano de 1986, do gênero drama, dirigido por Rob Reiner. O título vem de uma música com o mesmo nome de Ben E. King (que toca durante os créditos finais) e é baseado no conto The Body (no Brasil, "O Outono da Inocência - O Corpo", presente na coletânea "As Quatro Estações"), de Stephen King. (via: Wikipédia)

Sinopse: Gordie Lachance é um escritor que recorda de um acontecimento pessoal no verão de 1959, quando tinha doze anos. Vivia numa pequena cidade do estado americano do Oregon e possuía três amigos que em certo dia saem juntos em busca do corpo de um adolescente que estava desaparecido na mata há mais de três dias. O que eles não imaginavam é que esta aventura se transformaria em uma jornada de auto-descoberta, que os marcaria para sempre.

23 de abr de 2015

"A literatura não tem de partir dos clássicos"

Eu encontrei este artigo online e achei super válido, afinal de contas, quando criança, eu pouco me importava por literatura, pois um dos pontos-chave era esse: ler por obrigação o que não me interessava, e que por sinal, eu não entendia. Confiram:

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Há mais de dez anos, ao mediar uma oficina de leitura e escrita, um voraz leitor de Harry Potter me perguntou: “Qual é o autor menos chato: Machado de Assis ou José de Alencar?” A questão me intrigou: o que acontecia nas aulas de literatura daqueles estudantes para que os dois autores fossem considerados “chatos”? Durante oito anos investiguei, por meio de questionários e entrevistas com mais de 80 professores e 290 alunos, suas práticas de leitura literária.

O cenário é preocupante. Na maioria das aulas, o trabalho com o texto é substituído pela memorização dos períodos históricos literários e das características de época. Além disso, a leitura dos clássicos, difícil sem uma mediação adequada, dá lugar à leitura de resumos, que obviamente não dão conta dos romances estudados.

Por outro lado, a pesquisa constatou que os alunos leem! Talvez não aquilo que seus professores gostariam, mas o que lhes interessa: livros de aventura, cheios de ação, que dão origem a seriados, filmes e videogames e livros românticos, que as meninas devoram rapidamente. Essa “literatura de entretenimento” fica fora da sala de aula, sem direito a discussão ou reflexão.

Um primeiro passo para formar leitores críticos seria trazer a literatura de entretenimento para dentro da sala de aula. Trabalhar com o relato dessas leituras, debater a estrutura das narrativas, discutir seu apelo e sua recepção. É preciso partir do que os alunos leem para construir um repertório em comum. 

Depois disso, o segundo passo seria tomar espaço durante as aulas de português para a leitura de textos literários do cânone escolar. Ao contrário do que pensam muitos professores, ler em sala não significa “perda de tempo”. Diversas pesquisas indicam que a prática da leitura — tanto a conjunta, em voz alta, como a silenciosa e solitária — incentivam a formação de jovens leitores. Quando professor e alunos planejam e preparam a leitura de um livro, desvendando um texto, uma interpretação coletiva é construída e uma comunidade de leitores pode surgir. Essas comunidades são a base para o alargamento dos horizontes de seus integrantes. Talvez aí Machado e Alencar possam deixar de ser “chatos”...

Ao pensar sobre o ensino como uma prática da leitura literária, poderemos garantir a nossos alunos uma porta de entrada para a leitura de textos mais complexos e para essa nossa grande herança, o mundo da cultura escrita.

Artigo Via: Revista Galileu

[23 DE ABRIL]: DIA MUNDIAL DO LIVRO E DO DIREITO AUTORAL

O meu dia, o nosso dia!

(clique em cima da imagem para maior resolução)

22 de abr de 2015

#EOCEOI - #CAP19

Segue mais um quote de "Entre o Céu e o Inferno", minha primeira obra.

(clique em cima da imagem para maior resolução)

 Por que você ainda está aqui ao meu lado depois de tudo que lhe contei?  minha pergunta se parecia mais com um desabafo  Eu não mereço uma pessoa como você. Você sempre foi a única coisa boa que a vida me apresentou e mesmo assim, até hoje, eu consigo lhe assombrar.

Ele ainda fitava-me com emoção nos olhos. Mas, nada falou. Apenas continuou escutando meu desabafo em silêncio.

 Max... Eu não mereço seu amor, sua proteção, sua atenção... Eu me sinto feliz e ao mesmo tempo tenho medo quando penso em ser tocada, em ser amada por você. Espero que você não me entenda mal, pois foi o único homem que me tocou decentemente, com amor.

A cada palavra dita, sentia Max mais próximo de mim.

 Eu tenho medo das coisas boas... Tenho medo de que um dia acabe e eu me encontre sem destino, novamente. Uma parte de mim morreu quando você partiu anos atrás, e hoje, com você ao meu lado por inteiro, sinto-me a mulher mais feliz do mundo. Max... Eu Te Amo!  declarei meu amor fitando-o com ternura.

Assim que terminei de pronunciar as últimas palavras, notei seus olhos alagados de emoção. Era como se ele esperasse há muito tempo por aquela declaração. Foi então que aproximou-se, e com as mãos em meu rosto, disse:

 Alex, por você eu enfrento até mesmo o inferno e por quantas vezes for necessário.

(Livro: Entre o Céu e o Inferno - Cap.19)

**A VENDA, EM FORMATO EBOOK, 
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20 de abr de 2015

"E quem irá dizer que não existe razão?"

Porque me deu uma vontade de postar esse vídeo maravilhoso, com a história de uma canção que eu gosto muito, da saudosa Legião Urbana. Confiram:


"Eduardo e Monica" é uma canção composta por Renato Russo e lançada em 1986, no álbum Dois, do grupo Legião Urbana, e foi editada como o segundo single do álbum no mesmo ano. A canção, talvez uma das mais famosas da banda, narra, de forma linear, em quase cinco minutos, a história de amor de duas pessoas muito diferentes entre si. Sua letra é composta de frases bem-humoradas e humorísticas que descrevem as personagens ao mesmo tempo em que mostram a evolução de sua relação.

Via: Wikipédia

19 de abr de 2015

[Abaixo-Assinado]: Contra a pirataria literária nacional

Amores,


Estou aqui para fazer um pedido especial. Trata-se de um abaixo-assinado (a quebra do DRM  a gestão de direitos digitais), contra a pirataria literária nacional, pois é notável o quão está crescendo a distribuição ilegal de pdf. Refiro-me especialmente em formato eBook, via Amazon. Aliás, no último dia 17/04/15 houve um incidente que deixou todos mais apreensivos, pois descobrimos um site que, inicialmente, dizia estar vendendo muitos títulos nacionais e internacionais. Na curiosidade, eu pesquisei se o meu livro "Entre o Céu e o Inferno" estaria incluso nesta extensa e lastimável lista, e minha surpresa maior foi dar de cara com ele e tantos outros títulos de amigos-autores por lá. Contudo, ainda no mesmo dia, foi descoberto que tal site é apenas um subterfúgio para dar golpes, exclusivamente pegando dados de cartões de créditos. De qualquer forma, este abaixo-assinado foi criado para ser enviado a Amazon, onde eu "Simone Pesci" e tantos outros autores exigimos medidas para que este ato/crime não nos faça ter mais prejuízo, sem receber o que é nosso por direito, ou seja: os direitos autorais. Portanto, não deixem de participar... Se você é autor, leitor, enfim, apaixonado por literatura... ASSINE essa petição. O apoio de todos é de suma importância.

Abaixo-Assinado #30557: Proteção contra a quebra do DRM
Destinatário: Amazon
Autor: Cristiane Spezzaferro Komel

Desde já, agradeço.

Abraços literários,

Simone Pesci
**Para assinar, clique AQUI.

17 de abr de 2015

[Divulgando]: EQUAÇÕES DO AMOR - de Elton Queiroz Mendonça

Eu recebi dias atrás do autor Elton Queiroz Mendonça, o pdf do seu livro de poesias que será lançado EM BREVE. Desde já, agradeço pela confiança e também pelo belíssimo presente...

Como eu estava ansiando em ler algo diferente, iniciei a leitura de imediato. Aliás, eu o li em apenas alguns minutos, pois é uma leitura breve, porém, de excelente conteúdo.

Em uma conversa via facebook (inbox), o Elton me disse que trata-se de um projeto de poesias sobre as verdades positivas do amor e suas manifestações. Ele expõe o lado esperançoso do amor para a humanidade, como se ele  o amor  fosse a única salvação para o nosso mundo. E posso dizer (...) Foi isso mesmo que senti ao ler as 42 páginas, envoltas em puro sentimento. Se eu gostei? Eu adorei! Se eu indico? É claro que indico, especialmente para os apaixonados por poesias.

A obra está sendo negociada para publicação com uma editora, e por sinal, sua sinopse oficial ainda não foi divulgada. Então, deixarei abaixo uma das poesias que tanto gostei, apenas para degustação. É claro que o próprio autor permitiu que eu a publicasse aqui no blog. Também deixarei ao final do post o link do facebook e também a página online da qual o Elton é colaborador. Portanto, mais novidades sobre a obra, verificar  as redes sociais.


Intenções  por Elton Queiroz Mendonça

"Essas coisas de cuidar de você
De crescer e estar ao seu lado
De viver e aprender a ceder
São pedaços de um amor alcançado"

Links:
** Facebook do autor, clique AQUI.
**Site Recanto das Letras, clique AQUI.

15 de abr de 2015

#QUOTES #ALEX&MAX #EOCEOI

Você gosta de um romance arrebatador? Pois então, Entre o Céu e o Inferno pode parecer assustador, especialmente de início, mas trata-se de uma linda história de cumplicidade, doação e amor entre dois amigos, no caso Alessandra Toledo (Alex) e Maxwell Fonseca (Max). Se você quer saber mais um pouquinho sobre, confira as resenhas, parcerias, divulgações, dentre outros, clicando AQUI.

Eu tive como inspiração atores nacionais dos quais muito gosto, sendo estes: Marjorie Estiano e Rodrigo Hilbert. Sem contar o Inferno (Malvino Salvador), que não inclui neste post, pois estou destacando o ponto base da trama, que são Alex & Max. Agora vou deixar alguns quotes desta linda história de amor entre dois amigos de infância, que se reencontram depois de 10 anos distantes, numa situação de extrema atenção, tendo que tomar novas decisões, sabendo que sofrerão as consequências. Confiram:
Max havia voltado justamente quando eu estava à mercê de um novo inferno. Como eu deveria agir se o encontrasse cara a cara? Teria eu, coragem de contar todas as atrocidades que cometi durante todos aqueles anos em que ele ficou ausente de minha vida? (Livro: Entre o Céu e o Inferno - Capítulo 6)
Ele levantou a cabeça em direção do céu, como se estivesse agradecendo por algo. E depois de um longo suspiro e voltando a encarar-me, caminhou em minha direção ficando de joelhos bem à minha frente, deixando nossas faces tão próximas que eu conseguia até sentir sua respiração quente e desgovernada. E lá estávamos nós... Olhos azuis e olhos verdes, se cruzando novamente, depois de anos, como num pedido de socorro. (Livro: Entre o Céu e o Inferno - Capítulo 7)
Aquelas palavras foram como um calmante para o meu coração. E mesmo que ele não me dissesse nada daquilo, ainda assim, desfrutaria de tal calmaria através de seu olhar. Nós tínhamos uma conexão inexplicável. Eu pude senti-lo aproximando-se de mim e colocando uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha. E a calmaria se tornava mais forte com seu toque. (Livro: Entre o Céu e o Inferno - Capítulo 13)
O meu desejo por ela era mais que visível, e só uma pessoa com nenhuma fé no amor, não enxergaria isso. Por que ela não simplificava e permitia que as coisas acontecessem naturalmente? Eu pude senti-la de perto e meu desejo em tê-la tornou-se ainda mais intenso. Ansiava por seus lábios junto aos meus novamente. Queria tocar sua pele, oferecer-lhe prazer de uma maneira que certamente ela nunca havia sentido. Mas, para isso, ela teria que escutar seu coração... Assim como eu escutava o meu. (Livro: Entre o Céu e o Inferno - Capítulo 15)
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13 de abr de 2015

13/04 - DIA DO BEIJO

Aquele beijo... Foi como sempre imaginei. Doce e quente. E a sensação que tive ao beijá-la... Como se estivesse no paraíso. Por tantas vezes desejei aqueles lábios e por tantas outras ansiei por aquela aproximação. (Livro: Entre o Céu e o Inferno - Capítulo 15)

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11 de abr de 2015

Conhecendo Deus - por Eduardo Antonio Damasio da Silva

Zani, 23 anos, fugitivo da penitenciária do estado, havia, de carona em carona, viajando trepado nas carrocerias de caminhões, chegado àquele destino: uma zona de agricultores. Perdido, descansando à sombra de uma árvore, ao avistar um garoto passar, perguntou-lhe:

— Para onde você está indo?
 Para casa.  respondeu Gros.
 Há o que comer?  perguntou ele.
 Abacaxis.
 Abacaxis?
 É o que posso lhe servir.

Erguendo-se, demonstrando assim ter aceitado a oferta, passaram a caminhar juntos. Contando-lhe Gros que seus pais haviam sidos assassinados, esclareceu que morava sozinho e tomava conta da plantação de abacaxis, herança deixada por eles.

 Amanhã haverá colheita. A produção é vendida para uma indústria de sucos.  disse ainda Gros.
 Pagam na hora?
 Sim. Tão logo os dois caminhões estejam carregados.

A casa era de alpendre e caiada. Zani, observando a plantação, saboreava o segundo abacaxi.

— ... Qual a sua idade?  perguntou ele.
 Nove anos.  respondeu o infantil Gros.
 Amanha haverá colheita, pagam na hora e bem.
 Mantinham-nos por dois anos.

Zani, após limpar a boca, disse-lhe, malicioso, que, se desejasse, ficaria para ajudar.

 Dormiria no quarto de hóspedes.  assim o inocente Gros selou a proposta.

Às vinte e uma horas, fizeram a última refeição do dia: café preto e pão seco. Foi então que Gros, sentado à mesa, disse a Zani que não sabia distinguir o que era certo e o que era errado.

 Como assim?  quis saber Zani.

 Desde que me entendo por gente, tudo o que os meus pais fizeram foi trabalhar e juntar dinheiro. Café preto e pão pela manhã e à noite. E, ao meio-dia ,arroz com carne salgada e frita. Estou vestido no meu único short. Tenho apenas uma cueca, uma calça, duas blusas e um par de sandálias. Foram assassinados na capital por estarem sem dinheiro e o dinheiro por aqui ficou.
— ... Por aqui? Onde?  inquiriu Zani mais que curioso.
 Escondido em algum lugar da casa. Já procurei, mas não encontrei. Tenho planos em mente para ele. Um canteiro de mudas e uma bicicleta facilitariam muito as coisas.

Zani, pensativo, correu as vistas em volta da sala e, em dado momento, sorriu internamente.

Às vinte e duas horas, resolveram se deitar.


10 de abr de 2015

[Preview]: #DAEDM

Porque este é o meu próximo enredo, inspirado na canção Dezesseis da banda/grupo Legião Urbana. Ele já entrou pra revisão e se Deus permitir será publicado em algum momento do segundo semestre deste ano — em 2015. Seja BEM-VINDO a estrada da morte! Vídeo breve, com apenas 34 segundos.


**Página da obra no facebook, clique AQUI.
**Coloque a obra em sua estante no Skoob, clicando AQUI.
P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci - Via: Animoto


Sinopse: João Roberto, conhecido por todos como Johnny — O Rei dos Pegas — acabara de completar dezesseis. Estereotipado como “rebelde sem causa”, leva uma vida desregrada, ao lado dos amigos, mostrando-se o cara legal e maioral, desejado por muitas garotas, sempre vencendo os rachas dos quais participa. Porém, ele não contava com um sobressalto do destino — e assim, apaixonou-se por Ana Claudia, uma linda e doce garota, que fora sua salvação e perdição! Dentre tantos conflitos e percalços para assim ficar ao lado de seu grande amor, entra de cabeça em uma disputa, com destino para estrada da morte. Inspirado na canção DEZESSEIS da banda/grupo Legião Urbana, esse é apenas um enredo de amor.

Apaixone-se! 

E seja você também um “rebelde sem causa”. 

Título: Dezesseis - A Estrada da Morte 
Autora: Simone Pesci 
Gênero: Romance
Publicação — Independente 
Data para publicação: Ainda indefinida

9 de abr de 2015

[Fanmade]: Como eu era antes de você...

Em 2014 eu fui presenteada com este que  a meu ver  foi a melhor leitura do ano. Aliás, quem me deu essa lindeza foi minha amiga do coração Juny Moura. Obrigada, Ju! Para conferir a resenha que fiz sobre o livro, basta clicar AQUI. Pois então, haviam divulgado que o filme seria lançado ainda este ano (em 2015). No entanto, dias atrás, afirmaram que as filmagens se iniciarão em Abril deste ano,  e que o lançamento será somente em 2016. Para quem ainda não sabe, os atores que protagonizarão nas telonas Will & Lou são: Sam Claflin e Emilia Clarke. Eu, particularmente, amei! E por este motivo fiz um vídeo fanmade com os dois. Confiram:

(clique em cima da imagem para maior resolução)

P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci

8 de abr de 2015

[Playlist] - #EOCEOI: Heaven

Entre o Céu e o Inferno é o meu primeiro romance, publicado no ano passado (em 2014) como livro físico e este ano (em 2015) em formato eBook. Trata-se de um enredo contemporâneo, com uma abordagem de conteúdo forte e que leva consigo uma arrebatadora e linda mensagem.

Infelizmente não mais disponho de exemplares físicos para a venda. No entanto, ele está a venda em formato digital (eBook), por apenas R$6,99 via Amazon.

Eu resolvi postar aqui um pequeno quote deste que foi um dos capítulos mais esperados pelos leitores, quando Alex e Max se amam pela primeira vez. Aliás, me emocionei muito ao escrever isso, e fiz dele um lindo momento, narrado aos olhos de ambos protagonistas. Sua canção inspiração é "Heaven", em sua versão original composta, tocada e cantada por Bryan Adams. Porém, para os meus amados protagonistas, me inspirei na versão tocada e cantada por Boyce Avenue & Megan Nicole, que por sinal, é a versão que está no vídeo abaixo, com sua tradução. Portanto, seja BEM-VINDO ao PARAÍSO!!!

CAPÍTULO 16 
PARAÍSO 

“Meu bem você é tudo que eu quero, quando está deitada em meus braços. 
Eu acho difícil de acreditar, mas estamos no paraíso. ” 
(Boyce Avenue and Megan Nicole — Heaven) 


P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci
Repentinamente uma de suas mãos pousou em minha cintura, enquanto a outra segurava meus cabelos, deslizando em seguida pelo meu corpo, com desejo. Naquele momento, senti-me como se estivesse sendo tocada por um anjo. E pela segunda vez, literalmente, estava nas nuvens. Com ferocidade e paixão, selou seus lábios aos meus, fazendo daquele beijo o mais cruel possível. Ainda me beijando, segurou-me pelas coxas, erguendo-me sobre a gélida parede do quarto, porém meu corpo estava em uma temperatura tão ardente que o contraste entre frio e quente excitou-me ainda mais. E assim, senti o tamanho do seu desejo sendo pressionado sobre meu sexo. 

**Confira 16 capítulos online gratuitamente, clicando AQUI.
**Adquira o livro por apenas R$6,99 (em formato eBook), clicando AQUI.

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Sinopse: Alex conheceu o sofrimento desde a mais tenra idade. Foi adotada e sua nova família não era a salvação que uma criança tanto precisava. O seu próprio pai adotivo lhe apresentou o primeiro inferno. Porém, o céu decidiu resgatá-la, foi quando em plena infância, Max apareceu em sua existência. Mas a jornada era árdua e Alex cresceu vivendo no inferno e sendo amparada pelo céu... Ela precisava escolher um dos caminhos, uma estrada certa que a levasse ao destino que tanto sonhara. Mas o jogo da vida não era fácil. Juan surgiu para relembrar o seu maior inferno. E, agora, Alex vive perdida, tendo que escolher "Entre o Céu e o Inferno". Conheça a história de uma jovem garota que aprendeu a viver com o ódio, o amor, o perdão, a fé e o recomeço. Uma jornada aterrorizante e com um delírio sexy e instigante. A pureza sublime de um céu... E o fogo abrasador de um inferno.

Título: Entre o Céu e o Inferno
Autora: Simone Pesci
Gênero: Romance
Publicação — Independente
Ano: 2014

AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DIREI - POR DANILO BARBOSA

ELE: Eu não te amo… Quer dizer, acho que, na verdade, eu nunca te amei. Pelo menos não como você sonhou. Acho que ambos nos enganamos quanto a isso. Sei que deveria tê-la prevenido desde a primeira vez em que te vi, mas também me iludia, achando que você era a mulher que eu havia imaginado. Mas a quem queremos enganar?! Também estou longe de ser o seu príncipe encantado, o protagonista perfeito daquele seu romance predileto, aquele que está amassado, jogado no seu canto da cama, cheio das marcas que tantas vezes você folheou. Para ser sincero, nunca fui nada daquilo que você imaginou. Como podemos nos iludir de tal forma? Achou mesmo, em algum momento, que eu poderia protegê-la e confortá-la?

ELA: Tenho algo para desabafar: cada vez mais ando pensando se em algum momento eu te amei. Porque me casei com você? Desejava tanto provar aos outros, e a mim mesma, que poderia ser feliz? À procura da liberdade, me afundei de vez nas convenções? Olho para essa sua cara amarrotada, o cabelo em desalinho, a baba umedecendo o canto da boca e me pego a pensar: será que estava bêbada quando te escolhi? Ou estava tão tomada pela vontade de ser feliz que coloquei nesse relacionamento expectativas suficientes por nós dois? Onde vi em seu rosto o homem que eu sempre imaginara? Onde estão os gestos dóceis, a gentileza e as palavras bonitas que eu não cansava de ouvir? Será que existiram? Em que parte do passado aquele homem que eu pensava sentir algo ficou perdido?

ELE: Quer saber a verdade? Fiquei tanto tempo sendo o que você queria que me cansei de prometer coisas que não poderei cumprir, só para ver a satisfação em seu rosto. Concordar diante de ideias que acho absurdas, perder horas em coisas tolas como a cor de um sapato ou sobre qual esmalte escolher. Rezo para, por um momento, não lidar com suas crises de mau humor e insegurança. Peço todos os dias por minutos de silêncio em meio as suas queixas e necessidades incessantes. Não sou o forte dessa relação. Sinto dor, medos, anseios e dúvidas. Sofro em silêncio quando algo não dá certo e, em vez de me perguntar o que me faz mal, você me recebe com implicâncias sobre a tampa da privada que ficou levantada… Que vá para o inferno a tampa da privada! Quero saber onde foi que eu me esqueci de mim… Na verdade, em qual momento nos esquecemos daquilo que verdadeiramente sonhávamos ser, para simplesmente ser o que o outro deseja… Preciso me libertar – e libertar você. 

ELA: Quando te conheci, a vida parecia tão diferente… Cheia de promessas, expectativas, desejando sentimentos que durariam para sempre. Em seus olhos e gestos eu via as mesmas vontades e esperanças. Era como se você fosse o meu espelho, refletindo as vontades do meu coração… Por isso não canso de me perguntar: será que os nossos desejos mudaram? Ou finalmente nos despimos daquela esperança infantil de que podemos ser felizes para sempre? O amor que idealizamos é quando nos agarramos ao outro, ou quando deixamos ele caminhar sozinho, deixando que ele se preencha com suas buscas e conhecimentos? A pessoa amada deve ceder as nossas vontades ou ser admirado exatamente por ser diferente?


7 de abr de 2015

Nina Dobrev - Carta de Despedida

A linda e talentosa Nina Dobrev, protagonista da série "The Vampire Diaries", anunciou no último dia (06/04/15), em seu instagram, sua saída da série, após 6 anos interpretando Elena Gilbert. Pois bem... Eu, particularmente,  deixei de assistir a série faz tempo, pois  a meu ver  o enredo estava repetitivo e cansativo. Contudo, fiquei triste em saber que a protagonista está deixando a série, acredito que por motivos maiores, afinal de contas, estar gravando o mesmo personagem por anos deve ser cansativo. Todos precisam de novos horizontes, seja em qualquer profissão. Aliás, espero do fundo do coração que tenham o bom senso NÃO dando continuidade a série , e que façam um final plausível, dando fim a essa franquia. Por fim: Boa sorte, Nina! E que venha novos projetos... Agora confiram a carta de despedida que ela postou em seu instagram, em agradecimento aos fãs e toda Família TVD:

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Querida família TVD,


Eu passei o mais lindo dos finais de semana no Lago Lanier, na Georgia, com a minha própria Família TVD, o elenco e a equipe da série. Eu gostaria de ser a primeira a contar a vocês que esta não foi só uma festinha de feriado, mas sim uma festinha de despedida. Eu sempre disse que eu gostaria que a história da Elena fosse uma aventura de seis temporadas, e nesses seis anos, eu enfrentei a jornada de uma vida. Eu fui uma vampira, doppleganger, uma louca imortal, uma doppleganger que queria ser humana, uma humana que queria ser uma doppleganger. Eu fui sequestrada, morta, ressucitada, torturada, amaldiçoada, arrebatada, morta e viva e ainda tem muito mais até o final da temporada, em maio. Elena se apaixonou não uma, mas duas vezes, com duas almas gêmeas épicas, e eu mesma fiz alguns dos melhores amigos que eu jamais conheceria e construi uma família que eu vou amar pra sempre.

Ainda tem mais vindo por aí, e eu prometo que vocês saberão de tudo sobre as minhas experiências durante o próximo mês, conforme vamos chegando ao final da temporada. Até lá, eu convido você a pular na montanha-russa que é a vida da Elena Gilbert e curta comigo enquanto eu a celebro e me preparo para dizer adeus a ela e à minha família, enquanto me encaminho para o próximo capítulo da minha vida. Eu gostaria de dividir este adeus com todos vocês (essas fotos do final de semana são só o começo). Vocês, esse fandom incrível que me deu mais amor, suporte e paixão do que ninguém sequer poderia imaginar há sete anos, quando uma pequena garota Degrassi vinda do Canada apareceu em Los Angeles para uma audição do “Crepúsculo da TV”. Amo todos vocês! Apertem os cintos. Se vocês pensam que sabem o que vem por aí… vocês não sabem de nada.

Fonte da notícia: Livros e Citações

#EOCEOI - A VENDA, EM FORMATO EBOOK

Porque eu posso escrever 1.000 enredos, mas nenhum será como "Entre o Céu e o Inferno". Cada música escolhida para os capítulos; cada noite envolvida no texto, tentando colocar as palavras de forma que não o deixasse ainda mais pesado do que é. SIM, ele é chocante já no primeiro capítulo. Foi um tiro no pé, eu sei. Mas eu faria da mesma forma, tudo de novo.

A VENDA, EM FORMATO EBOOK, 
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P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci

6 de abr de 2015

Divagações - por Susana Silva (Portuguesa)

Quantas vezes eu pensei...


Será que vale a pena viver? Será que existe o lado de lá? E será que lá é melhor e aqui é que é suposto ser o inferno?

Será que a maldade é o melhor a fazer no mundo? Costuma-se dizer que "vaso ruim" não quebra" e que os bons vão antes dos maus. Por que será?

Às vezes sinto-me... às vezes, não. Quase sempre me sinto impotente neste mundo que é uma selva! Não... se o fosse, seria melhor. Os animais selvagens é que devem estar certos. Os errados devemos ser nós: os humanos.

Sei que nem todos os humanos estão no mesmo saco, mas, infelizmente, esses são um numero ínfimo no meio desta imensidão que é o universo."

Texto: Susana Silva (Portuguesa)

5 de abr de 2015

[Falando em]: A Mordida do Vampiro — de Laerte Verrier

Eu recebi este livro dias atrás, do autor Clayton de La Vie, pseudônimo Laerte Verrier   e desde já agradeço pelo maravilhoso presente. Aliás, eu conhecia a obra apenas virtualmente (pelo facebook), e apreciando alguns quotes da mesma, me interessei por demais. Trata-se de um enredo sobre vampiros, porém, com uma abordagem sombria, mais parecida com o que conhecemos no mundo vampirístico. Portanto, confiram a sinopse, book trailer que eu tive o prazer em editar e a resenha do livro "A Mordida do Vampiro", uma publicação independente.



Sinopse: Brian teve seu futuro escrito pelo seu próprio pai. Obrigações com os negócios da família e um casamento com alguma aristocrata qualquer estavam na lista de suas tarefas. Porém, a chegada de uma bela dama muda seu destino. O jovem rapaz deseja conhecer o lado sombrio da existência, e ela lhe mostra o caminho da morte. De repente, seu mundo é tragado, e seus olhos ganham uma nova cor... Vermelho... Sangue! Conheça a trajetória demoníaca do primogênito da família Van Dom, seus amores e temores, contados em diversas versões dos fatos.


P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

Eis que surge mais uma agradabilíssima surpresa da literatura nacional. Desta vez estou falando de um jovem autor independente, Laerte Verrier, que soube construir uma excelente trama e se preocupou em colocar as palavras de forma correta no contexto, acredito que através de talento e pesquisa, tornando-a uma trama rebuscada e que me teletransportou para a época em questão, ou seja, de 1755 à 1912.

Brian Van Dom é o personagem central... Ele é um lindo jovem londrino, herdeiro de minas de diamantes, e que tem o seu futuro determinado pelo pai. Contudo, adverso aos desejos do seu genitor, e atraído pelo lado sombrio da vida, faz um pedido para aquela que lhe trará novos horizontes, sua prima de terceiro grau, recém-chegada à Mansão Van Dom, chamada Josette  que, por fim, o eterniza como um jovem vampiro.
Enfim, eu preferia que a morte me levasse ou que o próprio Belzebu viesse e me arrancasse a alma. E ele veio. Estava na forma de uma linda dama. Seus cabelos longos caíam em círculos pelos seus ombros desnudos. Suas roupas eram de um vermelho intenso e ela segurava graciosamente um pequeno guarda-chuva. Quando descia da diligência, que parou em frente a mansão Van Dom, onde eu vivia, meu pai me informou que ela era a minha prima de terceiro grau, Josette Marie Johnson, que viera passar uns tempos na Inglaterra. (Livro: A Mordida do Vampiro, Pág.6)
Agora Brian enxerga a vida com novos olhos, envolto a regalias e restrições que somente um vampiro pode ter. E sua inclinação para o mal se faz presente, com mais força, tornando-o impiedoso, não se importanto com a humanidade alheia. E desfrutando desta nova vida (ou morte se assim preferir), ele terá ao seu lado Aaron, um servo ganancioso e impulsivo, Francis Paul, um detetive que o caça assim que percebe sua nova condição, e tantos outros personagens de suma importância para/com o enredo.
 Eu sei o que você é.  disse ele por fim. De novo essa frase surgia pelos meus ouvidos. Parecia um bordão: "Eu sei o que você é."
 Se sabe o que sou, deve saber o que irei fazer agora.  nesse momento abri a minha boca e grudei meus dentes no pescoço do homem.  Em seguida, senti a minha garganta queimando. Era uma dor que ainda não tinha sentido. O cheiro do sangue dele emanava forte.  O que você fez?  esbravejei.
 Nossa, isso dói...  disse ele, segurando a ferida.  Sopa de alho. Há meses uso esse condimento para me proteger de criaturas como você.  ele ria. (Livro: A Mordida do Vampiro, Pág.57)

Existe um instigante diferencial na trama, pois ao invés de capítulos, ela é narrada em primeira pessoa, por cartas, sendo essas de Brian Van Dom e tantos outros personagens. 
Querido Henry. Já estou em Londres. Acabei de falar com o primo Brian. Acho que deixarei essa maldição com ele. O garoto me disse que deseja a morte acima de tudo, e, talvez, isso venha a calhar. Nunca me dei bem com a família Van Dom e eles também nunca me suportaram, que tal eu deixar esse presentinho? (Livro: A Mordida do Vampiro, Pág. 145)
De início achei a trama um tanto corrida, depois caí na real, pois trata-se de uma narrativa feita por cartas. Sendo assim, obviamente, teria que ser mais corrida para chegar o mais próximo de uma carta. Porém, mesmo os acontecimentos sendo ligeiros, a trama em si é muito bem amarrada. Eu, particularmente, me apaixonei por Brian, afinal de contas, tenho uma inclinação para o lado oposto, e  diga-se de passagem, que lado oposto delicioso ele é. Agora eu cesso os meus comentários para não soltar spoilers.

Como eu já mencionei, o enredo é narrado em primeira pessoa, todo descrito por cartas, aos olhos de diversos personagens, com uma narrativa deliciosa e de fácil compreensão e diálogos breves e instigantes; eu achei a capa divina, de excelente bom gosto, pois condiz com a trama, ou seja, sombria e instigante; sua diagramação está perfeita, com espaçamentos e fontes no tamanho exato, e ao final de cada página nos deparamos com uma imagem de um tribal, sem contar as gotículas de sangue impressas na ficha técnica, sumários, entre outros.

Quero parabenizar o Clayton/Laerte pelo belíssimo trabalho no conjunto da obra, pois sei muito bem o que é ser um autor independente, e pelo que notei, assim como eu, ele entregou-se por inteiro, para agradar aos olhos dos leitores, que de fato é o mais importante. Agora só mes resta a pergunta:  Quando teremos a continuação? Eu mega necessito! \o Por fim, para apreciadores de um ótimo, instigante e sombrio texto, eis uma excelente pedida.


Livro: A Mordida do Vampiro
Autor: Laerte Verrier
Gênero: Ficção - Fantasia
Publicação - Independente
Ano: 2014
Páginas: 156

Quote - Redenção (por Simone Pesci)

Geintein,


Segue um quote de "Redenção", minha mais nova empreitada, ainda sendo escrito (nos capítulos iniciais), sem previsão de término. Aliás, trata-se de um romance sobrenatural entre Lucius Oliver (Lúcifer - O Rei das Trevas ou o Diabo se preferir), Ágata Botelho (uma humana ousada e de bom coração) e Gael Sullivan (um arcanjo de tirar o fôlego). Confiram:

(clique em cima das imagens para maior resolução)
  

 E o que o senhor espera de mim?
Dei um sorriso de canto, e notei sua curiosidade e de certa forma, uma inicial admiração. Foi quando respondi:
 Redenção!  fui direto.
 Redenção?  ela encarou-me, atônita.
 Sei que serás o meu paraíso e maior martírio, e que através de ti terei minha redenção.  apertei ainda mais o seu braço, fincando minha unha em sua carne, fazendo um mínusculo corte, entrando em contato com o seu sangue. (Livro: Redenção - Capítulo 2)

AVATARES - PERSONAGENS
Alexander Skarsgard - Lucius Oliver 
Nina Dobrev - Ágata Botelho
Steven R. McQueen - Gael Sullivan

Canção inspiração da obra:

P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci

**Confiram algumas das canções clicando AQUI e AQUI.

4 de abr de 2015

A PALAVRA É PRATA, O SILÊNCIO É OURO

foto (17).JPGSobre a nossa dificuldade de silenciar, ou simplesmente ser silêncio...

Quando eu era menina, minha mãe tinha aquele hábito do interior de dizer: "Moça boa não deve ser arroz doce de festa..." Era pra gente se resguardar, valorizar a imagem, não ser presença batida nos bailinhos, não ficar cansativa demais. Mas naquele tempo o perigo era ser enjoativa só no fim de semana; hoje a coisa debandou de vez: Toda hora no instagram, todo tempo no feed de notícias, cada segundo no whatsapp. Impossível fugir, difícil não ser encontrado, improvável desintoxicar.

A vida é barulhenta. Dentro ou fora de nós, nada se aquieta. Queremos nos comunicar, exigimos respostas na velocidade de super-hiper-mega bytes, contabilizamos "notificações", desejamos ser cutucados de volta. Sem perceber, desaprendemos a silenciar. Desaprendemos a suportar a voz que cala e sofremos com a falta de respostas. Desaprendemos a ser ausência.

De vez em quando é necessário ser silêncio. Habituar-se à própria presença, inteirar-se de sua solidão. Comunicar tudo sem dizer nada.

A gente vive certo porque errou um dia. E silencia quando entende que todas palavras foram ditas. Porque de vez em quando, aquilo que conserta é aquilo que cala ou ausenta. O nada que diz tudo. Quando o verbo é equívoco, o silêncio é corretivo.

Mas não pode ser um silêncio forçado. Daquele tipo que quer chamar a atenção. Tá cheio disso por aí... De gente que anuncia a saída. Que exclui um amigo por desconforto consigo próprio. Que usa o silêncio como arma, a fim de manipular o outro. Não é por aí; falo de silêncio pra serenizar a alma, proteger o espírito e encontrar o caminho de volta.

Preste atenção. Se você está cheio de barulho dentro de si, se seus pensamentos já não são mais seus e sim uma mistura daquilo que ouve, engole e não digere todos os dias; se seus sentimentos estão todos embaralhados e da boca só poderia sair desespero e desesperança, se seu amor-próprio ficou tão reduzido a ponto de só falar de suas carências, se tudo o que você quer é rastejar por mais uma chance, suplicar por mais uma mudança... então cale-se. Saia de cena e espaireça um pouco. Apenas respire... Conte até dez, tome um café, desligue o celular, não abra o laptop. Fácil não é. Qualquer nova escolha requer tempo para tornar-se hábito. E você precisa aprender a se resguardar. A diminuir o foco sobre si mesmo.

Porque são tempos difíceis. Todo mundo fala, todo mundo posta, todo mundo curte. Todo mundo aparece_ de frente, de perfil, de costas, sorrindo, triste, indignado. E então você percebe que ser #todomundo não é sua praia. E sente falta do tempo em que as coisas eram mais simples.


[Playlist]: Redenção - Parte II

Olá, amores!

Tempos atrás eu postei as canções/traduções dos três personagens principais + uma canção/tradução dos protagonistas (Luc & Ágata), do que estou escrevendo atualmente, intitulado como "Redenção". Para conferir, basta clicar AQUI. No entanto, agora, trago-lhes mais três canções/traduções da play. Aliás, todas elas estarão de uma forma ou de outra inclusas no enredo. Algumas como "Closer" por exemplo, chega a ser assustadora. Mas não tenham medo, sejam BEM-VINDOS a este mundo tentadoramente instigante... Confiram:

[Playlist] - Redenção: Closer


[Playlist] - Redenção: Knockin' On Heaven's Door



[Playlist] - Redenção: Save Me Now

P.S.: Vídeos editados por Simone Pesci

3 de abr de 2015

[Falando em]: O céu está em todo lugar — de Jandy Nelson

Pela segunda vez finalizo a leitura deste que é o meu livro preferido. Aliás, eu conheci essa MARAVILHA anos atrás, por intermédio de uma amiga querida, a Juny Mouraque presenteou-me com ele. P.S: Obrigada, Juju! S2 Trata-se de um romance do gênero YA, rico em sentimentos  e atrevo-me a dizer que o leitor que disser o contrário,  é desprovido de coração. 

Eu havia resenhado ele em meu antigo blog. No entanto, quando o excluí, foi-se também tudo o que estava por lá, inclusive as resenhas. Contudo, eis a oportunidade de falar sobre essa MARAVILHA novamente. Agora confira a sinopse, book trailer e resenha de "O céu está em todo lugar", obra de Jandy Nelson, uma publicação da editora Novo Conceito

Sinopse: Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida  e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda...


Falar do coração é algo um tanto complicado, ainda mais quando tal sentimento é colocado em páginas impressas. A primeira coisa que me encantou nessa narrativa, foi a delicadeza das palavras, expressada em muitos trechos de forma poética.
É como estamos desde que minha irmã Bailey faleceu, há um mês, de uma arritmia fatal, durante um ensaio para uma produção local da peça Romeu e Julieta. É como se alguém tivesse aspirado o horizonte enquanto estávamos olhando para o outro lado. (Livro: O céu está em todo lugar, Pág.12)
Lennie é a protagonista da história, tem 17 anos e foi criada por sua avó e seu tio — duas pessoas que me encantei logo de cara. Ela nunca soube quem era o seu pai, e sua mãe sumiu ainda quando ela era bebê. Desta forma, depositou seu afeto naquela família que pertence e que sempre acolheu-a com amor. Contudo, sua ligação maior sempre foi com sua irmã dois anos mais velha, chamada Bailey.

Ela é apaixonada por Heathcliff & Cathy — personagens do clássico "O Morro dos Ventos Uivantes"  toca seu tão amado clarinete, e era o oposto da irmã, que, por sinal, sempre foi muito alegre e extrovertida, com planos de um futuro ao lado do namorado, Toby. Porém, assim que Bailey morre repentinamente, Lennie se vê desesperada e entra numa profunda depressão. É neste momento, pela dor, que ela e o ex-cunhado, Toby, encontram apoio um no outro e começam a se envolver de forma mais íntima, o que os deixa transtornados e com um terrível sentimento de culpa. 
"Enquanto isso, imagino raízes nascendo dos meus pés para que eu não saia voando pela sala e me atire nos braços de Toby porque eu tenho um enorme problema: mesmo nesta casa, nesta noite, com todas essas pessoas, com o Joe Fabuloso Fontaine, que parou de agir como se fosse o meu irmão, bem ali do meu lado, ainda assim sinto uma corda invisível que me puxa para perto de Toby, e não há nada que eu possa fazer em relação a isso." (Livro: O céu está em todo lugar, Pág.149)
Contudo, o céu dá um empurrãozinho e presenteia Lennie com uma nova amizade, ou seja, um novo garoto que se chama Joe... S2

• Lennie se culpa por trair sua irmã com seu namorado;
• Lennie se culpa por estar desfrutando da vida enquanto sua irmã está presa dentro de um caixão;
• Lennie se culpa por estar amando Joe e ao mesmo tempo atraída por Toby;
• Lennie não se conforma em não ter ao seu lado aquela que tanto ama, ou seja, a sua irmã;
Era uma vez uma garota que percebeu que estava morta.
Espiou pela fresta do céu e viu que lá na Terra sua irmã sentia muito a sua falta.
Então, percorreu caminhos por onde não devia ter andado, pegou alguns momentos com a mão, chacoalhou-os e os jogou como se fossem dados por cima do mundo dos vivos.
Funcionou.
O garoto do violão colidiu com sua irmã.

"Pronto, Len", sussurrou.

"O resto é com você."

(Livro: O céu está em todo lugar, Pág.307)


No decorrer da trama, Lennie desabafa toda sua angústia escrevendo seus sentimentos em cartas e até mesmo nos lugares mais improváveis, assim como papéis de balas, copos descartáveis, entre outros, depositando-os ao léu, apenas fazendo deste o seu acalento. E no meio de toda essa tragédia, muitas coisas acontecem, especialmente entre ela e Toby... E também com ela e Joe. Agora cesso os meus comentários para não soltar spoilers.

Eu simplesmente pirei com todo conteúdo, uma narrativa envolvente e poética, cheia de sentimentos adversos, que me teletransportou de forma única e sem igual para dentro da trama, deixando-me apaixonada e ao mesmo tempo dilacerada. Os personagens, assim como a história, é de encher os olhos e o coração, levando consigo verdade e amor, omissão e dor... Amo enredos que, por fim, tem como objetivo levar uma mensagem e um propósito maior  e este, sem sombra de dúvidas, é uma dessas magníficas histórias que tanto me encanta. S2

O livro é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão, porém, em alguns trechos de forma poética; sua diagramação é uma das mais lindas que já vi, sendo esta artística, onde o leitor vai ficar de frente com as imagens dos desabafos de Lennie; as fontes e espaçamentos estão em excelente tamanho, contudo o texto está na cor azul, um diferencial que AMEI; sua capa é uma das mais belas, estampando um coração pendurado em um galho, com um céu vívido e azul ao fundo. Eu ouvi boatos que teremos a adaptação para as telonas, e estou torcendo para que isso aconteça. Por fim, para você que curte um enredo que toca o âmago de várias formas, eis uma belíssima pedida. Depois de ler esse livro, afirmo: eu leria até mesmo a lista de compras da Jandy. S2


Livro: O céu está em todo lugar
Autora: Jandy Nelson
Gênero: Romance 
Editora: Novo Conceito
Ano:2011
Páginas: 423

2 de abr de 2015

Ética na Literatura - Por Elaine Velasco

Olá, pessoal!

Eu fiquei ausente por algum tempo, sem internet em casa. No entando, estou de volta -, e por sinal, trago pra vocês um artigo super legal, escrito pela autora-editora Elaine Velasco. Confiram:

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Todas as profissões seguem um certo manual de conduta, um código de ética, que geralmente, é ensinado ao longo do curso e recitado na Colação de grau, no dia da formatura. Infelizmente, não existem faculdades para se formar escritores. Por isso, o meio literário está tão cheio de amadorismo, de erros e acertos. A gente aprende é no dia a dia mesmo, “batendo cabeça”. Porém, existem certas coisas que são óbvias, ou ao menos, deveriam ser. Uma delas é a ética.

Falo da ética na hora de lidar com os outros escritores, ao lidar com blogueiros, críticos, editores e todos os demais profissionais que compõem esse meio. O escritor deve entender que, como disse Raphael Draccon há algum tempo - e foi enxovalhado, até porque se expressou mal e foi incompreendido, na minha opinião – hoje, é difícil, senão impossível, um escritor “maldito” se firmar. O bem relacionar-se, vale tanto ou às vezes até mais, do que o bem escrever. Haja visto o caso de vlogueiros e celebridades que “estouram” em vendas, sem que sua literatura seja exatamente de alto nível.

Não quero entrar aqui no mérito de se escrever para vender, ou para ser arte, esse assunto deixo para outro post. Hoje quero tratar do assunto “Ética”. Sempre vejo na internet, barracos envolvendo escritores que não receberam bem uma crítica, ou ainda, escritores que “meteram o pau” publicamente em outros, ou ainda, autores falando mal de suas atuais ou antigas editoras. Vamos por partes.

Comecemos falando dos blogs que fazem críticas literárias. Os blogueiros, são, via de regra, adolescentes e jovens, que gostam de ler e criam blogs/sites, apenas para falar sobre sua paixão. Não possuem formação para tal, fazem o que fazem por amor, por prazer. Divulgam nossos livros sem ganhar nada em troca, dedicando a esse trabalho tempo e carinho. (Experimente cotar quanto um crítico “profissional” cobraria para fazer um trabalho semelhante. O menor valor que você encontrará serão exorbitantes R$ 30.000,00 e isso, sem garantia alguma de que isso lhe dará algum retorno.) Pois bem, acontece que às vezes, o blogueiro não gosta de um livro e o critica abertamente. O escritor há de entender que isso é um direito dele. Quantos livros você mesmo já leu e não gostou? Ou não entendeu?

Quando adolescente, li Machado de Assis e odiei. Há alguns anos, já no auge dos meus trinta anos, experimentei ler novamente e adorei. E por que? Porque desta vez eu entendi! Em minha adolescência, eu não tinha nem maturidade nem conhecimento para entende-lo. Talvez seja isso o que ocorreu com o blogueiro, talvez não. Talvez seja questão de gosto pessoal mesmo. Em todo caso, bater boca não vai fazê-lo mudar de ideia, tampouco gostar de você. Muito pelo contrário, o seu filme vai ficar queimado e ninguém mais vai querer trabalhar com você, nem blogueiro, nem editora – fica a dica, editoras ficam de olho nesse tipo de atitude!