31 de dez de 2015

Oração do Ano Novo!

Chegou ao fim. Acabou. O ano virou a esquina. Não volta nunca mais.

Assim como as oportunidades perdidas, os beijos não dados e as palavras não ditas que nele ficaram e nele naufragaram no limbo do passado.

Para deixar saudade. Para deixar arrependimento. Para deixar alívio. Para deixar. O que foi feito, foi feito.

O que foi sentido, foi sentido.
O que foi vivido, foi vivido.
O que não foi, virou poeira.
E da poeira, virou pretérito.
E do pretérito, virou esquecimento.

Enquanto um ano dá adeus, o outro já nos atropela.
E ele chega sem pedir, ele chega sem permissão, ele chega sem bater na porta.
Ele chega sem que tenhamos tido tempo de engolir o último. Sem pausa, sem recesso, sem férias.
365 chances velhas são perdidas para que 365 novas sejam ofertadas.

E sabe o que eu espero do ano novo?
Eu não espero nada.
Eu espero muito é de mim mesma.

Eu espero doar sem me preocupar se vou receber.
Eu espero ser para o mundo sem me preocupar se o mundo me será de volta.
Eu espero ser a melhor versão de mim mesma.
Eu espero ser a pessoa que o meu cachorro acha que eu sou.


Texto enviado por: Juny Moura
Via: O Segredo

29 de dez de 2015

[Texto]: Não faças da tua vida um rascunho. Poderás não ter tempo de passá-la a limpo

Conforme o fim do ano se aproxima, um emaranhado de sentimentos se mistura dentro de nós, de modo que nos sentimentos angustiados diante da dualidade de sentimentos que acumulamos e que encontram nessa época do ano o seu principal florescimento. Diante disso, devemos, antes de tudo, considerar o que é essencial para que nos mantenhamos vivos, a felicidade.

Não existe meio de definir o que faz alguém feliz, assim sendo, as inúmeras fórmulas de felicidade que o mercado oferece constantemente através da publicidade não se aplicam ao que entendo como felicidade, uma vez que, todo ser humano carrega uma subjetividade e, portanto, a sua felicidade estará condicionada a fatores intrínsecos a sua personalidade. 

Posto isso, submeter-se a leis do mercado, apenas para enquadrar-se ao protocolo social, não é felicidade ou, pelo menos, não a toca no seu âmago. Ser feliz requer coragem para que se viva do modo que lhe apraz, isto é, do jeito que o faça verdadeiramente se sentir bem. Contemporaneamente, observamos que, ainda que se pregue ininterruptamente sobre liberdade, as pessoas estão cada vez mais automatizadas e padronizadas, de maneira que buscam atender ao protocolo social supracitado, mesmo que isso não os faça feliz.

Ao vivermos de acordo do o padrão, deixamos de ser nós mesmos e passamos a ser representações frágeis de algo que não faz o nosso coração mais forte. O grande problema é que com o passar do tempo, vamos nos afastando mais e mais de nós mesmos, até que nos tornemos estranhos do eu que outrora existiu. Mais: o tempo não volta para que possamos preencher as lacunas que deixamos ou para consertar aquilo que devíamos ter feito com mais afinco.

Esse sentimento de impotência diante do tempo, que é natural a qualquer pessoa, piora-se em relação a pessoas que vivem como verdadeiros soldados adestrados, pois, na medida em que nos damos conta de que a cada ano as areias da ampulheta diminuem, percebemos que as nossas vidas não passam de um rascunho feito como outro qualquer.

Mas, será que as nossas vidas não são mais valiosas que um simples rascunho? Será que a subjetividade que nos forma, as nossas idiossincrasias, a nossa beleza não merecem ser consideradas e mostradas nos traços do nosso existir? Parece-me que sim e por isso, devemos aproveitar cada instante que possuímos para que possamos deixar a nossa marca no mundo. Sim, cada instante, já que não sabemos quando esse instante será o último e porque o tempo, por mais que seja clichê, passa muito depressa.

De repente a gente acorda, as marcas de expressão já são mais difíceis de serem escondidas, os cabelos brancos se misturam aos pretos e nós somos apenas o acúmulo de uma vida vazia. Vidas que não vibraram, porque preferiram se “adequar”. Vidas que sorriram pouco, porque só sorriam quando outros sorriam. Vidas secas, porque não foram molhadas por lágrimas de amor.

Para que seja mais que um simples rascunho, não se mantenha em silencioso desespero. Grite a pessoa que há dentro de você. Não se preocupe tanto com as opiniões alheias, para que não se torne alheio a si próprio. Sê inteiro em tudo que faz, sem máscaras, para que seja terno tudo que toques. A brevidade da vida é o que a torna valiosa, assim, aproveite-a, sendo você e não o que querem que você seja. Somente, dessa forma, terá colorido suficiente para fazer da tua vida um belo quadro, com traços que somente serão encontrados nele, pois um ano que se encerra é um ano que se vai, sobretudo, quando voltamos e nada conseguimos enxergar.

A felicidade está para aqueles que saem da vida, mas deixam sua história, contada em primeira pessoa, em alto e bom som. Sê corajoso para dar traços fortes a tua vida, porque se fizeres da tua via apenas um rascunho, como disse um tal de Mario – “Poderás não ter tempo de passá-la a limpo”.

Texto de: Erick Morais
Via: Blog Genialmente Louco

28 de dez de 2015

[TOP 10]: Livros 2015 — por Simone Pesci

Eis uma postagem muito especial... Trata-se do TOP 10 em livros, ou seja, aqueles que me tocaram de forma única durante 2015. Antes de mais nada, quero dizer que muitos outros livros poderiam estar inclusos aqui. Porém, para simplificar, resolvi fazer um TOP 10.

Eu não tenho hábito de contar ou até mesmo colocar uma meta de leitura anual, gosto de ler por prazer, o que decerto eu não faria se tivesse que colocar uma meta, pois tornaria a meta um desafio calculado em números. Sendo assim, deixaria de apreciar a leitura. Aliás, tiro o chapéu para quem consegue levar metas numa boa. No entanto, eu tenho sérios problemas com isso. Eu só posso afirmar que foram muitos títulos que tive o imenso prazer de viajar em páginas este ano... S2

Para dar continuidade e apresentar o meu TOP 10, tenho que dizer que as minhas leituras foram 95% enveredadas por enredos nacionais, muitas delas de amigos queridos, alguns estão inclusos aqui, outros não... Isso não quer dizer que se a sua obra não estiver por aqui é porque eu não curti, mas sim porque eu quis apenas simplificar me restringindo a 10 títulos. E desde já deixo claro que o gênero que eu mais curto é romance/drama. Portanto, é claro que o predominante foram estes gêneros. Agora convido a todos para conferir o meu TOP 10 de 2015. Bem-vindos! \o/\o/\o/


1º LUGAR - O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini
(confira a resenha, clicando AQUI)
Eu não tenho palavras para expressar o quão essa leitura me tocou, tornando-se até mesmo a melhor leitura da minha vida. S2
Eu já havia lido os três primeiros capítulos tempos atrás, porém, como era um livro emprestado, tive que devolvê-lo com certa urgência, o que me fez estacionar na leitura. Contudo, minha amiga do coração  a "Juny Moura", me presenteou com essa lindeza de Natal. E, por sinal, eu já tinha certeza de que ele seria um dos que estariam neste tópico... Afinal, com apenas três capítulos pude sentir de forma intensa a magnitude do conteúdo.
O Caçador de Pipas me dilacerou por diversas vezes, tamanho o realismo que o enredo leva consigo, algo que admiro muito em um texto, com uma narrativa entorpecente e envolvente, ele ganhou o meu coração de forma única. Se você é admirador de dramas, daqueles que te levam ao ápice: dilacerando e remendando, cai dentro desta extraordinária trama.


2º LUGAR - O Lado Feio do Amor, de Colleen Hoover
(confira a resenha, clicando AQUI)
Uma pausa para respirar, pois essa foi uma das maiores ressacas literárias que eu tive este ano. E quem me proporcionou isso, novamente,  foi minha moréca Juny Moura. P.S: Obrigada, amiga! S2
Eu raramente releio um livro, mas este me encantou de tal forma que assim que o finalizei pela primeira vez, o reli.
Trata-se da história de um coração partido, mas engana-se quem acha que é apenas um coração partido por uma amor mal resolvido. Afinal, existem várias formas de amor, e o personagem central desta trama, ou seja, o Miles, foi um dos mais humanos em sentimentos que me deparei nos últimos tempos... Assim como Tate, que me fez sentir a própria, pois se fosse eu a vivenciar tudo, me questionaria o tempo todo exatamente como ela. Não posso deixar de mencionar Rachel, o primeiro amor de Miles, que também me ganhou de cara com o seu jeito, sendo tão humana em sentimentos quanto Tate e Miles. Agora estou contando os minutos para conferir essa lindeza nas telonas, pois SIM, teremos "O Lado Feio do Amor" em 2016 nos cinemas. \o/ S2


3º LUGAR - Os Filhos de Ítaca, de Angie Stanley
(confira a resenha, clicando AQUI)
Dizer sobre os livros da Angie pra mim é superprazeroso, pois sou fã de carteirinha e leio até mesmo a sua lista de compras. Aliás, eu adquiri essa maravilha direto com a autora (que por sinal é minha amiga), em um dos lançamentos do livro aqui em São Paulo, mais especificamente na "Galeria do Rock".
Eu me envolvi do início ao fim com "Os Filhos de Ítaca", e mesmo com suas 553 páginas, em momento algum caí no tédio, pois como sempre a Angie consegue conduzir um enredo de forma magistral. E o que mais me encantou foi o fato de me deparar com os filhos dos personagens de seus outros enredos e que, vez ou outra, fosse em breves diálogos ou na narrativa, apareceram na trama, me remetendo a lembranças maravilhosas.
O enredo leva como pano de fundo o sobrenatural e pout'sss, eu enlouqueci... Especialmente com os capítulos finais. Esse foi mais um dos que fiquei numa baita ressaca literária. \o


4º Lugar - As Batidas Perdidas do Coração, de Bianca Briones
(confira a resenha, clicando AQUI)
Eu perdi infinitas batidas do coração com essa obra. Aliás, deixa eu contar uma história... Há tempos eu ansiava em ler este livro, pois pesquisei sobre o mesmo, acabando por me deparar com muitas coisas positivas sobre ele, e também com alguns quotes que me deixaram louca. Eis que minha moréca mais que amanda, a Juny Moura, me presenteou de Natal com essa lindeza. P.S: Obrigada de novo, Juju! S2
Pois bem, eu simplesmente me apaixonei por todo o conteúdo, pois trata-se de um enredo e personagens bem construídos, e o melhor... Uma trama adornada de sentimentos adversos... Em muitos momentos me vi dentro da trama, sentindo as dores dos protagonistas e antagonistas, pois SIM, os antagonistas são tão protagonistas quanto. Eu me apaixonei por todos os personagens (sem exceção), e os senti como se os conhecesse há anos... O que me deixou, por mais uma vez, numa baita ressaca literária.


5º Lugar - Poison Heart, de Susy Ramone
(confira a resenha, clicando AQUI)
Eis mais uma grande surpresa. Aliás, há tempos tinha vontade de ler um enredo da Susy, e este me chamou atenção desde o início, pois leva como título o nome de uma canção que gosto por demais, da banda Ramones. Foi quando a Susy sugeriu um troca de exemplares, o que eu aceitei de prontidão... E PQP! Que enredo foi este? Pois bem, minha certeza se concretizou ao me envolver de forma única nessas 176 páginas, com muitos mistérios e SIM, muito terror... Tal que tornou-se uma das tramas nacionais mais bem escritas (e desenvolvidas) que li até hoje e que me deixou assim... Com o coração envenenado, tendo uma única certeza: de que sou a mais nova fã da Susy. \o Agora, além de admirá-la como pessoa, também admiro como escritora. Poison Heart é entorpecente! Foi mais um dos que me deixou numa baita ressaca literária e, por sinal, agora anseio em ler muitos outros textos da Susy. S2



6º Lugar - Verdade ou Consequência, de Matheus Frizon
(confira a resenha, clicando AQUI)
Confesso... Uma das coisas que me chamou atenção para/com este livro foi a sua linda capa e título. Porém, assim que li sua sinopse, algo mais me atraiu. Foi quando eu recebi essa lindeza como parceria da minha editora, a "Tribo das Letras". P.S: Obrigada, Nanda Gomes! S2
No entanto, a surpresa maior foi me deparar um uma trama entorpecente e bem amarrada, onde um dos protagonistas é um garoto de programa, coisa que pouco vejo por aqui.
Durante o enredo, ou seja, a cada virar de página, ficava mais envolvida com a trama que o Matheus desenvolveu divinamente,  envolta com um texto simples e instigante, deixando-me daquele jeito no final: ansiando por mais e com uma baita ressaca literária. Aliás, tenho que parabenizar o autor, pois essa foi a sua primeira publicação, e o Matheus foi sensacional. \o/




7º Lugar - Nostalgia, Não Está Apenas em VHS, de Gianluca Segregio
(confira a resenha, clicando AQUI)
Eu recebi este livro também como parceria da "Tribo das Letras". P.S: Obrigada, Nanda Gomes! S2
Nostalgia foi mais um daqueles enredos que me fez suspirar. Afinal de contas, falar do coração é para poucos, ainda mais quando o coração é descrito de forma sensível... E Gianluca conseguiu transpor emoções como ninguém, num enredo entorpecente e lindo, narrado em primeira pessoa. Conforme eu avançava algumas páginas, me surpreendia ainda mais, pois  até então  tinha me encantado com a capa e o título do enredo. Mas, confesso, eu não esperava muito do texto... O que de fato me surpreendeu, pois essa linda história se tornou uma das melhores do ano.
Quero parabenizar o Gianluca, pois mostrou-se um excelente contador de história em sua primeira obra. Lembrando que ele é um jovem de 18 anos e, pelo visto, entregou-se de corpo e alma para/com o enredo.


8º Lugar - Um Encontro Fatal, de Priscila Ferreira
(confira a resenha, clicando AQUI)
Eis mais uma surpreendente surpresa da literatura nacional. Aliás, a autora Priscila Ferreira é uma linda parceira de editora, e procurou-me na mensagem privada, perguntando se poderia enviar o seu livro para ter o meu parecer (sinto-me honrada com a confiança que todos depositam em mim). Eu, por minha vez, aceitei sem hesitar, pois se tem um gênero que eu curto demais é o policial. \o P.S: Obrigada, Pri! S2
Um Encontro Fatal foi um dos enredos que fiquei de queixo caído, tamanho realismo com uma trama bem construída, fazendo com que eu chamasse a Priscila numa conversa privada indaguei se acaso ela era conhecedora de causa, pois descreve as cenas e cenários de forma verossímil. Agora estou louca pelo livro 2, que leva consigo como protagonistas outros dois personagens que, por sinal, foram os que mais gostei no primeiro livro. S2



9º Lugar - Sangue & Desejo, Espelhos do Passado, de Gisele G. Garcia
(confira a resenha, clicando AQUI)
Falar sobre essa série é algo especial e contraditório, afinal, comecei a ler com o pé atrás, já que a escritora é minha amiga, e por vezes deu a entender que este não era um de seus melhores textos. Porém, fui surpreendida desde o primeiro livro, tornando-me fã de carteirinha e me entorpecendo com a trama, coisa difícil quando se trata de um enredo com vampiros, pois estou um pouco cheia de tramas adornadas com este conteúdo. Tal qual minha surpresa quando percebi que a trama me envolveu, fazendo especialmente deste segundo livro, o meu predileto. Afinal de contas, ele revela o passado de cada personagem, e fez eu me teletransportar para dentro do enredo, ansiando por mais... Por fim, a Gisele me enganou direitinho, e fez desta série de vampiros uma das minhas prediletas. S2





10º Lugar - Só por hoje e para sempre, O Diário do Recomeço
(confira a resenha, clicando AQUI)
Não teria como finalizar esse TOP 10 sem mencionar este diário com relatos dos 29 dias de Renato Russo na clínica de reabilitação Vila Serena.
Eu recebi esse livro da leitora/amiga (e legionária), a  Marina Rodrigues, pois resolvemos fazer uma troca de exemplares. Sendo assim, ela me enviou dias antes do Natal. P.S: Valeu pela troca, Mari! S2
De fato foi uma louca viagem em 168 páginas, apresentando o lado bom e o lado ruim do Renato, fazendo com que eu ficasse mais próxima de seus sentimentos e a par de como ele se sentia, algo que descarregava com intensidade em suas letras e canções, tornando-as únicas e inesquecíveis. Eis que eu tive que fechar esse TOP 10 com essa lindeza em forma de relatos... Uma superação diária de um ser humano como qualquer outro, com seus medos e dúvidas... Amores e desamores.


** E aí, você curtiu este TOP 10?
Então vem. \o... Me conte quais foram os seus 10 livros prediletos deste ano.

[Música]: Ira — Vivendo e não aprendendo, 15 anos

Porque a minha irmã "Sonia" finalizou a leitura de "Dezesseis - A Estrada da Morte" horas atrás e PQP... Que alegria ver ela falando com empolgação sobre o enredo e me parabenizando. Ela disse que tem um baita orgulho de mim... E eu... PQP de novo! S2 Depois de alguns minutos eufóricas e falando de algumas cenas, ela me disse:

 Você deveria ter colocado aquela música do IRA, a dos 15 anos.

Beleza! Eu nem me lembrava dessa canção. Sendo assim, rebati:

 Cara@#*, é mesmo! Tá vendo o que é que dá você não BETAR o que eu escrevo. Se você tivesse me falado, certeza que ela estaria em alguma cena.


P.S: Podemos considerar essa canção anos depois, 
se o Johnny não tivesse cometido tal loucura. 

26 de dez de 2015

[Falando em]: O Caçador de Pipas — de Khaled Hosseini

Quando eu digo que não mais confio em avaliações que vejo por aí. Afinal de contas, deparei-me com muitos abandonos no Skoob para esse que de fato tornou-se um dos melhores livros que já li. Ainda estou sem palavras. De 1 a 5, dou infinitas estrelas. S2

Eu ganhei essa lindeza de presente de Natal da minha moréca, a Juny Moura, e desde já agradeço pelo belíssimo presente. P.S: Obrigada, Juju! S2 Agora confira a sinopse, book trailer e resenha de "O Caçador de Pipas", primeiro enredo de Khaled Hosseini, uma publicação da Globo Livros.


Sinopse: O romance narra a tocante história da amizade entre Amir e Hassan, dois meninos que vivem no Afeganistão da década de 1970. Durante um campeonato de pipas, Amir perde a chance de defender Hassan, num episódio que marca a vida dos dois amigos para sempre. Vinte anos mais tarde, quando Amir está estabelecido nos Estados Unidos, após ter abandonado um Afeganistão tomado pelos soviéticos, ele retorna a seu país de origem e é obrigado a acertar as contas com o passado.


P.S: Book trailer antigo, editado pelo Grupo Ediouro.


"Por você eu faria isso mil vezes"


Verossímil! 
Dilacerante! 
Extraordinário!


Eu achava que este seria um texto do qual eu curtiria bastante. No entanto, minha surpresa foi ter a certeza de que ele tornou-se uma das minhas melhores leituras. Trata-se de um conteúdo forte, onde o perdão e a redenção caminham lado a lado. Uma leitura para pessoas providas de coração.


Afeganistão, década de 70.
Amir e Hassan são dois amigos com uma diferença mínima de idade. Contudo, Amir é o filho do patrão e, claro, o mais rico. Hassan, por outro lado, é o filho do empregado que mora num casebre ao fundo do casarão onde reside Amir e seu pai. O garoto rico perdeu a mãe logo quando nasceu, no parto; o garoto pobre foi deixado pela mãe dias depois que nasceu. Eles foram amamentados pela mesma ama de leite, e desde então criou-se um vínculo ainda maior, fazendo deles grandes e inseparáveis amigos.
Hassan e eu mamamos nos mesmos seios. Demos nossos primeiros passos no mesmo gramado do mesmo quintal. E, sob o mesmo teto, falamos nossas primeiras palavras.
A minha foi baba.
A dele foi Amir. O meu nome. 
Olhando para trás agora, acho que a base para o que aconteceu no inverno de 1975  e de tudo o que se seguiu  já estava naquelas primeiras palavras. (Livro: O Caçador de Pipas, Pág.20)


E mesmo provido de um afeto ora presente, ora distante, Hassan — o garoto pobre, dedica-se ao amigo Amir com todo o seu coração e também sua notável coragem, sendo constantemente admirado pelo pai do garoto rico.


Hassan — também conhecido como o garoto de lábio leporino — pode não ser rico, mas é muito corajoso, além de ser 'o melhor caçador de pipas', coisa que ele comprova em todos os campeonatos que são realizados na região, despertando ainda mais o apreço e admiração do pai de Amir, deixando o garoto rico ainda mais confuso e com sentimentos adversos. Tal que, em um dos campeonatos, para provar o seu apreço e carinho pelo amigo rico, Hassan passa por um momento do qual mudará a vida de todos, afastando-os por anos, deixando Amir envolto em culpa, até mesmo quando ele já está morando na América, anos depois.
Muito antes de o Exército roussi entrar no Afeganistão, muito antes de aldeias serem queimadas e escolas destruídas, muito antes de minas terem sido plantadas como sementes da morte e crianças serem enterradas em túmulos de pedras empilhadas, Cabul já tinha se tornado uma cidade fantasma para mim. Uma cidade de fantasmas de lábio leporino. (Livro: O Caçador de Pipas, Pág.133)
Amir se torna um conhecido e talentoso escritor. Ele se casa, constrói uma família. Contudo, a culpa perdura de forma intensa e solitária, pois ele guarda tudo que omitiu no passado consigo. Eis que ele tem a grande chance de se redimir, quando recebe uma ligação de um grande amigo da família, pedindo para que ele volte para o seu país de origem, para que dessa forma consiga provar sua coragem e apreço pelo amigo Hassan. Será uma luta difícil da qual ele poderá perder tudo o que conquistou até então. Ele agora tem a grande chance de ter a sua redenção, e, assim, tirar o peso que insiste persistir de forma excruciante em cima de seus ombros.
Outra costela fraturada, dessa vez abaixo e à esquerda. O engraçado era que, pela primeira vez desde o inverno de 1975, eu me sentia em paz. Ria por perceber isso. Em algum recanto escondido no fundo da minha mente, eu ansiava por isso. Lembrei-me daquele dia na colina em que atirei romãs em Hassan e tentei provocá-lo. Ele ficou parado, não fez nada, o sumo vermelho molhando sua camisa como sangue. Depois pegou a romã da minha mão e esmagou na própria testa. Está satisfeito agora  sussurrou.  Está se sentindo melhor? Eu não estava satisfeito e não me sentia melhor, de jeito nenhum. Mas agora, sim. Meu corpo estava arrebentado  só mais tarde eu saberia quanto , mas eu me sentia curado. Finalmente curado. E ria. (Livro: O Caçador de Pipas. Pág.270)
Agora cesso os meus comentários para não soltar spoilers. Mas adianto, eu disse apenas uma pequena parte do MAGNÍFICO conteúdo que o enredo leva consigo. E aviso, se você não curte enredos fortes, STOP! \o Afinal, o autor descreve os cenários e cenas com  verossimilhança, deixando-o ainda mais tocante, com coisas que sabemos que acontecem até hoje, algo que ele fez de forma magistral, pois no prefácio desta nova edição feita pela editora Globo, temos um aviso do autor com a semelhança entre ficção e sua vida, pois o mesmo retornou para Cabul depois de anos, encontrando sua cidade natal destruída. 

Eu chorei por diversas vezes durante a leitura, e, confesso, tive que parar por tantas outras para respirar, tal a dimensão e proporção de sentimentos que ela causou em mim. De fato essa leitura tocou o meu âmago de forma sem igual, e olha que eu já fui tocada por tantas outras leituras. Tenho que dizer que 1 dia após finalizar a leitura, corri para assistir a adaptação feita em 2007 para as telonas, eis que deixo o meu breve parecer...

Sobre "O Caçador de Pipas" (filme): 
Pois bem, se você apenas assistiu o filme, por tudo que é mais sagrado, LEIA O LIVRO!
Se você já leu o livro e ainda não assistiu o filme, ARRISQUE-SE!
Eu, particularmente, acho que deixaram de colocar muitas emoções que o livro leva consigo na adaptação, com uma produção inferior, sem contar que as cenas principais foram alteradas e algumas explicações ficaram a ver navios. Me perdoe, eu sou uma leitora assídua e cinéfila, e por mais que eu saiba que uma adaptação na telona nunca fica igual ao livro (mesmo porque muita coisa tem que ser cortada devido ao tempo restrito para edição), há de se fazer uma excelente adaptação na telona. Prova disso foi "A Menina Que Roubava Livros" e tantos outros. No mais, és um belíssimo filme!

Finalizando sobre o livro:
O enredo é divinamente escrito, narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação é simples, com folhas e espaçamentos na medida certa, em papel em pólen (o amarelinho); a revisão está excelente e sua nova capa é linda e de perder o fôlego, estampando um Amir ainda quando criança assustado atrás de um muro, com uma linda pipa de cor vermelha se esvoaçando pelos ares. Se você (assim como eu), curte enredos dramáticos e com uma transparente carga realística, eis essa MARAVILHOSA pedida. Eu me tornei fã de Khaled Hosseini e leria até mesmo a sua lista de compras. \o S2


Livro: O Caçador de Pipas
Autor: Khaled Hosseini
Gênero: Ficção Americana/Drama
Editora: Globo Livros
Ano: 2013
Páginas: 350

25 de dez de 2015

Feliz Natal!

Pai-pai Noel nosso de cada Natal... 



Natal Santificado seja nosso presépio 
Venha a nós os vossos presentes 
De humildade, sabedoria e caridade 
Que seja feita muitas festas 
Para o maior aniversariante 
Assim com fazemos o nosso... 

O brilho da estrela guia 
Nos dai hoje, para nos guiar o ano todo. 
Perdoai pela nossa destruição das árvores 
E dos natais de quem tem fome num planeta tão cheio de alimento,
assim como a natureza nos perdoa e nos tolera. 
Que possamos ser como o anjo Gabriel Mensageiro da paz e da boa nova, 
Como Maria 

Dizendo sempre sim para Deus 
Livrai-nos das tentações da soberba 
Da intolerância da arrogância 
E do Natal consumista. 
Livrai-nos, também, Senhor Do esquecimento de seu aniversário 

FELIZ ANIVERSÁRIO, JESUS. 

(texto de: Jarbas Carvalho Marques)

24 de dez de 2015

[Texto]: "O Que Acontece No Meio"

(04 de dezembro de 2011) 


Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.









No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar para casa de mãos abanando (sem uma emoção, um reconhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo. Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade para o fim pode ser ainda melhor, se a gente aprender alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa-preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar la dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam  o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa. Que é preciso dá uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagonia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolve-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvidas  todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença. Que adultos se divertem mais que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte  mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do cartão do banco, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo ). Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opções: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

(Texto retirado do livro "A Graça da Coisa", da escritora Martha Medeiros)
Enviado por: Adriano Santos

Neste Natal...

... presenteie com lindas histórias. S2


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21 de dez de 2015

[Falando em]: Só por hoje e para sempre — Diário do Recomeço

Hoje eu trago uma resenha diferente, pois não se trata de um enredo construído, mas sim relatos de um período em que um dos grandes nomes do Rock Nacional passou. Estou falando de um dos meus ídolos, Renato Russo, e seus 29 dias internado na clínica de reabilitação Vila Serena (no Rio de Janeiro), em 1993.

Esse livro foi uma troca com outra legionária que conheci há pouco e que tenho grande apreço, a Marina Rodrigues. Ela me procurou (via facebook), assim que lancei "Dezesseis - A Estrada da Morte", este inspirado na canção Dezesseis da Legião Urbana, sugerindo a troca, o que aceitei de prontidão. P.S: Obrigada, Mari! S2 Agora vamos de sinopse, book trailer e resenha de "Só por hoje e para sempre - Diário do Recomeço", uma publicação da "Companhia das Letras".


Sinopse: Entre abril e maio de 1993, Renato Russo passou vinte e nove dias internado numa clínica de reabilitação para dependentes químicos no Rio de Janeiro. Durante esse período, o músico seguiu com total dedicação os Doze Passos, programa criado pelos fundadores dos Alcoólicos Anônimos, que incluía um diário e outros exercícios de escrita. É este material inédito que vem à tona depois de mais de vinte anos em Só por hoje e para sempre, graças ao desejo de Renato de ter sua obra publicada postumamente. Entremeando as memórias do líder da Legião Urbana com passagens de autoanálise e um olhar esperançoso para o futuro, este relato oferece a seus fãs, além de valioso documento histórico, um contato íntimo com o artista e um exemplo decisivo de superação.




Perdi vinte em vinte nove amizades, por conta de uma pedra em minhas mãos..."










Se você acha que vai viajar em páginas de uma autobiografia... PARE POR AQUI!
Em primeiro lugar, o leitor que estiver prestes a dar início nessa leitura tem que estar ciente que NÃO se trata de uma biografia, mas sim de um período de 29 dias em que Renato Russo esteve internado, para se recuperar da sua dependência química e alcoólica, e que, também, tornou-se uma luta pessoal. Portanto, as 168 páginas deste livro são relatos em cartas, adornadas de sentimentos dilacerantes e transtornados.

Assim como sou fã do Renato e da Legião, sou ainda mais fã de Kurt Cobain e do Nirvana , e já faz algum tempo que conferi a biografia "Mais Pesado Que O Céu" (essa sem resenha, pois estava no meu antigo blog que foi deletado), e também "Kurt Cobain - A Construção do Mito" (para conferir a resenha, clique AQUI), ambas autorizadas pela família e amigos e escritas por Charles R. Cross.

Foi surreal ler os sentimentos do Renato, pois me deparei com sentimentos bem parecidos com os do Kurt. Afinal, eles eram seres humanos que sentiam tudo (e todos) de forma intensa, e tanto um quanto o outro ansiavam pelo simples, contudo, tornaram-se extraordinários. O problema é que até mesmo o extraordinário caminha pela escuridão e se perde pela estrada. 

Não há mais nada a ser dito, pois como já mencionei, trata-se de relatos em cartas de um curto período de reabilitação. Por isso, não espere um enredo construído com cenas e diálogos, mas sim relatos de uma pessoa que sentia tudo de forma intensa, ora achando-se vítima, ora se achando o predador... Um homem genial que, infelizmente, desfrutou de sua genialidade descarregando sentimentos, conhecimento e pensamentos em vícios, afastando-se de muitos, assustando tantos outros... Mas que, no fim, tocava a todos com sua genialidade em forma de canção. Para aqueles que não são fãs, essa leitura pode ser um tanto insossa. Mas se você é fã, siga em frente. S2 Agora vou deixar alguns trechos/relatos citados em muitas das cartas descritas pelo Renato.
No momento minha reputação é PÉSSIMA, e isso devido a incidentes que realmente aconteceram: problemas com segurança em shows, violência física e verbal de minha parte, instabilidade emocional, escândalos públicos, e tudo por conta de drogas e álcool. Me sinto envergonhado e confuso por tudo isso e muitas vezes me questionei, por me sentir culpado de não estar sendo um bom exemplo para a juventude. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.25)
Não acredito estar sabotando meu tratamento. Se estiver, é com meu martelar nesta questão do uso da palavra "Deus" constantemente (o que me incomoda um pouco), e isso não foi tratado no vídeo, que me lembre. Talvez racionalizando demais ou não entrando firme em contato com meus sentimentos ou não trabalhando minha autoestima corretamente. Mas acredito sinceramente que estou me esforçando, que sou honesto e que já consegui meu primeiro passo! (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.39) 
Hoje remexi no baú e fantasmas ainda estão voando à minha volta, por toda parte  lidar com isso com maturidade, Renato! O bloqueio persiste, no entanto; bem, ninguém é perfeito. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.46) 
Acho que me ressentia com minha própria indiferença, que buscava desesperadamente no álcool e tranquilizantes, a cada dia com resultados mais negativos. Isso aconteceu com certeza quase todo dia, desde meados de janeiro deste ano até minha chegada à Vila Serena. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.62) 
Mesmo com altos e baixos começo a perceber que estou mais equilibrado. Me assusta um pouco perceber também uma série de coisas a meu respeito (que eu sabia mas abafava, ou então evitava completamente). Estou tranquilo  mas, sinceramente, este desabafo é maior do que eu imaginava. Parar é fácil  o difícil é continuar sem drogas, sem álcool. Mais difícil ainda (para mim) é resgatar o prazer de viver. Espero chegar lá. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.78) 
Fiz uma descoberta (algo que devo trabalhar): não estou acostumado com carinho e aceitação das pessoas! Isso tem me deixado confuso. Fiz um curso intensivo em manipulação (com meu trabalho, o marketing e a construção em cima de uma "imagem") e agora, quando percebo minha falta de autoestima (na época de minha adicção) e tento reaver esse sentimento, me sinto bloqueado. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.118) 
Qualquer pessoa que comprou um bom sistema 3x1 sabe que é difícil voltar à vitrolinha portátil do passado. O que devo trabalhar é meu incessante fantasiar (preciso definir limites p/minha imaginação) e minha dependência de pessoas. Desligamento e assertividade sempre! No mais, espero progredir como ser humano, a cada 24 horas, sempre ciente da minha doença. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.157) 

Livro: Só por hoje e para sempre - Diário do Recomeço
Por: Legião Urbana Produções Artísticas Ltda.
Índice: Músicos brasileiros - Diários
Editora: Companhia Das Letras
Ano: 2015
Páginas: 168 

20 de dez de 2015

[Quote]: Entre o Céu e o Inferno

— Alex...  Max pronunciou meu nome em tom suave e carinhoso.

Levantei minha cabeça incredulamente, fixando o olhar naquele menino que se tornara homem e que com certeza era a pessoa que eu mais amava no mundo. Max! Ele realmente estava de volta. E foi naquele exato momento, depois de anos sem ter notícias daquele que me acompanhara ao inferno e ao céu por inúmeras vezes, que pude sentir a falta que ele fizera em minha vida. De repente, o mundo parou e como em um filme, aquele cenário era só nosso. Então, ficamos nos fitando em silêncio, por segundos a fio, apenas nos comunicando pelo olhar, sabendo do risco que corríamos em viajar para o céu ou para o inferno, juntos novamente.

Aquele era um momento mágico, pois meu céu estava de volta, apenas a alguns passos de mim. E a sensação que tive ao vê-lo era indescritível. Naquele momento, pude novamente sentir a paz que tantas vezes senti ao seu lado. 

 Meu Céu... É você mesmo que está aqui?  perguntei descrente.

Seu olhar era o mesmo de sempre. Um olhar carinhoso e de compaixão. Ele realmente estava de volta e assim como eu, continuava em silêncio, apenas fitando-me dentro dos olhos, transmitindo uma calmaria que só ele conseguia. E novamente, depois de anos, estávamos nos comunicando pelo olhar. 

Eu continuava paralisada, assim como ele. Era como se alguma coisa estivesse nos prendendo naquele flerte. Um flerte que, na verdade, era um reencontro... O reencontro que eu tanto sonhara.

 Max...  falei como num sussurro.

E assim, percebi um resquício de sorriso no canto de sua boca. Em seguida, tristes lágrimas percorrendo sua linda face.

 Você voltou...  pronunciei com a voz embargada.

Ele levantou a cabeça em direção do céu, como se estivesse agradecendo por algo. E depois de um longo suspiro e voltando a encarar-me, caminhou em minha direção ficando de joelhos bem à minha frente, deixando nossas faces tão próximas que eu conseguia até sentir sua respiração quente e desgovernada. E lá estávamos nós... Olhos azuis e olhos verdes, se cruzando novamente, depois de anos, como num pedido de socorro.

Max tocou meu rosto suavemente, deslizando seus longos dedos, como se não estivesse acreditando que era eu quem estava à sua frente. Meu corpo arrepiou-se por inteiro e eu sentia como se todo aquele peso ruim de anos, se esvaecesse pelos ares. Sem pensar, também toquei sua face angelical, que eu conhecia tão bem e que em momento algum havia saído da minha mente e do meu coração. 

Assim que Max sentiu meu toque, fechou os olhos e novamente percebi novas lágrimas percorrendo sua face. E por um longo tempo ficamos nos sentindo, sem nada dizer. Ele nunca havia me tocado com tamanha intensidade, deixando-me como se estivesse flutuando no ar, libertando um choro contido.

 Shhhh, não chore meu amor... Eu voltei para lhe ajudar, e dessa vez não desistirei de você.  Max falou ainda tocando meu rosto com ternura.


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[Quote]: Dezesseis - A Estrada da Morte

— Você é bom em correr... Eu sou bom na força! Desafio você para uma queda de braço... Agora mesmo.  Samuel desafiou-me mais uma vez, deixando todos ainda mais agitados.

Encarei meus amigos, arqueando a sobrancelha direita, sabendo que aquela disputa certamente eu perderia. Olhei mais uma vez para Ana, que nos encarava com certo desprezo.

 Vocês realmente são dois imbecis!  disse o anjo, em tom amargurado.

E não querendo sair por baixo com toda a intimidação de Samuel, sem ao menos pensar nas consequências, rebati: 

 Que rufem os tambores!

O alvoroço aumentou, numa grande euforia. Foi quando, querendo apenas ganhar tempo, clamando por um milagre, perguntei:

 E se der empate, seu marombado?

 Do quê você me chamou?  Samy enfureceu-se.

 De playboy marombado!  provoquei-o.

 Opa! Vocês estão aqui para disputar ou para ficar que nem duas mariquinhas?  perguntou uma voz qualquer no meio da multidão.

Meus amigos me encararam de canto, sabendo que aquela disputa eu não venceria.

 Certeza de que haverá empate, pé na tábua!  garantiu-se o egocêntrico filho do prefeito.

Eu sabia que suas palavras tinham um fundo de verdade. No entanto, eu não me acovardaria de seu desafio.

 Se houver empate, será Ana quem decidirá com quem quer voltar!  anunciei qual seria o prêmio, tentando dessa forma tirar meu Opala da jogada.

Samuel concordou de imediato, iniciando assim nossa queda de braço. As pessoas vibravam ao presenciar outro desafio, disputado tão arduamente pelo filhinho de papai e o rebelde sem causa. O anjo, por sua vez, fitou-me nos olhos, no exato momento que estava sendo derrotado por meu oponente.

 Vença! — disse Ana.

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Inspirado na canção “Dezesseis” — da banda brasileira Legião Urbana — este é um enredo de amor recheado com muitas aventuras.

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[Falando em]: As Batidas Perdidas do Coração — de Bianca Briones

Falar sobre este livro chega a ser algo inimaginável, pois ansiava em lê-lo há mais de 1 ano  e graças a minha amiga, a Juny Mourapude apreciar desta sensacional leitura. \o/ P.S: Obrigada, Juju! S2

Há três coisas que me instigam para/com uma leitura, sendo essas: capa, título, e por último, sinopse (exatamente nessa ordem). E quando coloquei os olhos neste livro, enlouqueci e perdi uma batida do meu coração. Desta forma, procurei por resenhas... E minha surpresa maior foi me deparar com tantos pareceres positivos referente ao conteúdo, principalmente com alguns quotes que me deixavam ainda mais descompassada. Aliás, não há nada no mundo que me encante mais do que um texto simples, verossímil e que toque o meu âmago. E este tocou no fundo da minha alma, tamanha carga dramática e realística que carrega consigo. Portanto, confiram a sinopse, book trailer que eu tive o prazer em editar e a resenha de "As Batidas Perdidas do Coração", uma publicação da editora Verus



Sinopse: Viviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro. Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar.
Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre.
As batidas perdidas do coração é uma história sobre perdas e como cada um lida com elas. É o encontro atormentado entre a dor e o amor. Com uma narrativa sexy, envolvente e repleta de música, este livro traz a última tentativa de duas pessoas arruinadas que, juntas, buscam desesperadamente se encontrar.


P.S: Vídeo editado por Simone Pesci


"Porque eu perdi infinitas batidas..."




Apaixonante! 
Dilacerante! 
Verossímil!

Eu poderia adjetivá-lo de tantas outras formas, mas cito apenas três que mostram a grandiosidade do conteúdo. Trata-se de um drama/romance contemporâneo, com uma pitada new adult, onde os protagonistas são dois jovens com corações partidos, devido perdas pessoais e que encontram acalento em ambas as dores.


Viviane é uma rica garota de 18 anos. Por tempos, dedicou-se a cuidar do pai doente, pois sua mãe entrou numa profunda depressão ao saber que o marido estava condenado a óbito, deixando até mesmo de lado os dois filhos, ou seja, Vivi e Rodrigo. Aliás, Rodrigo é apenas alguns meses mais novo que a irmã  e apesar de ela parecer uma garota forte, assim que perde o pai, fica perdida, não aguentando a dor lancinante que a perda daquele que tanto amava lhe proporcionou. Ela parece ser uma típica 'patricinha', porém, perante todos os percalços que passou nos últimos tempos, demonstra ser uma guerreira, tornando-se a responsável pela casa, pela mãe e pelo irmão.
Novamente volto a pensar na conversa que tive com meu pai, e uma frase explode em meu coração, à medida que caminho com Rodrigo pelos corredores brancos e congelantes do hospital: "A vida é muito mais que uma sucessão de fatos ao acaso. Quando você acha que nada mais pode acontecer, é exatamente aí que tudo muda". (Livro: As Batidas Perdidas do Coração, Pág.9)
Rafael é um cara que apanha da vida, ele perdeu o pai assassinado anos atrás, e, agora, acabara de perder mais quatro pessoas da sua família, sendo uma dessas sua irmã mais nova. Tudo aconteceu por imprudência de um playboy riquinho, que estava tirando racha de carros, e este mesmo, provido de uma família de influência e abastada de dinheiro, sequer foi condenado. Rafa está quebrado e sente repulsa por pessoas de classe social elevada. No entanto, no dia que está no hospital, defronte aquela trágica fatalidade, ele se depara com Vivi, pois ela também está tão dilacerada quanto ele — e entre olhares e dores à parte, casualmente, os dois se conhecem.
 Meu pai dizia que, quando descobrimos que estamos apaixonados, o coração fica tão assustado que pula um batimento, como se estivesse se preparando para todas as variações de velocidade que vai ter que enfrentar a partir daí. É o que ele chama de "batidas perdidas do coração". Segundo ele, o coração nunca recupera o ritmo correto até se encontrar no peito de outra pessoa. (Livro: As Batidas Perdidas do Coração, Páginas 118 e 119)
Desta forma, é na dor que ambos começam a se relacionar, tornando-se a válvula de escape um do outro. Contudo, eles se deparam com a compreensão (e incompreensão) de muitos. Rafa é um barman, independente e com uma situação financeira estável. Ele trabalha no barzinho do amigo, Lex, e quando possível, faz algum bico por fora, para conseguir uma grana a mais. Já Vivi nunca precisou disso, pois veio de uma família rica, o que deixa o seu avô em cólera.

Muitas coisas acontecem, e o avô de Vivi ordena para que ela se afaste de Rafael, e caso ela não faça isso, perderá todas as regalias que têm. Sendo assim, o avô dá um ultimato: ou ela deixa Rafa e continua com suas regalias, ou ela fica com Rafa e passa a viver como ele, de forma mais restrita. Vivi, sem hesitar, opta pelo coração, sabendo de sua nova condição e também que, em breve, terá que passar por uma prova de fogo, pois Rafa é dependente químico e está prestes a ter uma crise de abstinência de drogas, coisa que praticamente todos, a essa altura do campeonato, já sabem. E mesmo se apavorando com tudo que está prestes a acontecer, ela acredita que o amor que um sente pelo outro será suficiente para passar por todas essas provas. Desta forma, chega o terrível dia...
 Preciso da droga, Vivi. Por favor, me deixa usar, por favor, por favor. Faço o que você quiser, mas me dá só um pouquinho  ele implora como uma criança, e seu sofrimento é tão doloroso em mim que não sei o que vou fazer se o vir assim por mais tempo.
Não consigo segurar as lágrimas, que escorrem por meu rosto e caem sobre os cabelos dele, já empapados de suor. Um nó se forma em minha garganta. Só consigo pensar em meu pai e nas primeiras crises de náusea após a quimioterapia. Imagens se sobrepõem em meus pensamentos. Mais uma vez, vejo um homem que amo se reduzir a pó, e não há nada que eu possa fazer para diminuir a dor. (Livro: As Batidas Perdidas do Coração, Pág. 273 e 274)

Rafa e Vivi conseguem vencer mais este obstáculo, e quando as coisas parecem estar entrando nos eixos, algo terrível acontece... Perdas irreversíveis, amores improváveis e futuros contratempos são o pano de fundo para este magnífico enredo. Os capítulos finais são de perder o fôlego e eu perdi as batidas do meu coração por diversas vezes. A partir daqui cesso os meus comentários, pois não quero soltar spoilers.

Este é um enredo para ser sentido... 

Bianca escreve de forma simples, e ainda assim consegue entorpecer o leitor com uma narrativa e diálogos mais que reais. Em muitos momentos me vi dentro da trama, sentindo as dores dos protagonistas e antagonistas, pois SIM, os antagonistas são tão protagonistas quanto. Eu me apaixonei por todos os personagens, sem exceção, e os senti como se os conhecesse há anos. Também tenho que dizer que o livro carrega uma playlist sensacional. S2

O enredo é narrado intercaladamente por Vivi e Rafa, sempre em primeira pessoa, tendo a narrativa e diálogos de fácil compreensão, com capítulos curtos (amo autores que não enchem linguiça no texto e ainda assim conseguem transpor tudo de forma formidável); sua diagramação é simples, com fonte e espaçamentos na medida certa, adornada por folhas em papel pólen, ou seja, o amarelinho; a capa é divina, estampando uma Viviane que sofre e também parte do Rafael com um instrumento de suma importância na trama. Por fim, para você que curte uma trama muito bem desenvolvida, adornada de sentimentos, essa é uma maravilhosa pedida. De nota 1 a 10 eu dou 1.000. Depois dessa leitura, eu leria até mesmo a lista de compras da Bianca. S2 Estou numa baita ressaca literária. \o

P.S: Agora estou ansiosa para ler os outros volumes já publicados: o segundo com Clara e Bernardo protagonizando; o terceiro temos o retorno de Vivi e Rafa; e o quarto, que será lançado em Fevereiro de 2016, teremos a Branca e o Lex... Amo todos! S2


Livro: As Batidas Perdidas do Coração (Livro 1)
Autora: Bianca Briones
Gênero: Romance brasileiro
Editora: Verus
Ano: 2014
Páginas: 402

18 de dez de 2015

[Falando em]: Sangue & Desejo, Livro 2 — de Gisele G. Garcia

Quando o enredo me encanta, é fato que concluo a leitura em um curto prazo de tempo. E assim como o primeiro volume dessa série (para conferir a resenha clique AQUI), posso dizer que as minhas expectativas superaram o entretenimento e apreço que tive com o Livro 1, fazendo deste (o Livro 2), o meu predileto. E novamente agradeço a amiga e escritora Gisele G. Garcia por me presentear com essa maravilhosa série. S2 Agora confiram a sinopse, book trailer e resenha do segundo livro da série  "Sangue & Desejo - Espelhos do Passado (livro 2)", uma publicação da editora Literata.


Sinopse: A caça aos descendentes de Isabel Sorin e o ciclo enlouquecido de vingança, após séculos de sangue inocente derramado, enfim encontrou o seu término. Andrei e Maíra viajam à Roma com a única intenção de escreverem novas páginas em suas existências. Porém a pupila reluta em aceitar sua nova condição e seu mestre parece não ter apagado todas as suas memórias, tornando-o alguém duro e impassível. O passado insiste em persegui-los, deixando claro que Isabel nunca foi destruída. Após um começo turbulento, Roma fica para trás e o casal chega à Romênia, palco de toda uma sucessão de amores e tragédias. Ruínas e espelhos do passado serão como montes e montes de entulho no caminho dos dois. Novos filhos da noite trarão quatro séculos de história de volta e transformarão, passado e presente, em um futuro terrivelmente frágil e incerto.



"Porque ruínas e espelhos podem fazer-te impiedoso." 






Dias atuais, Roma.
Andrei e Maíra, os protagonistas da trama, resolvem deixar o Brasil e seguirem para Roma. Ela, agora em sua nova condição como vampira, sente dificuldade em agir como tal, e sua adaptação com sua nova condição vem aos poucos, em doses homeopáticas, deixando-a em dúvidas e até mesmo com receio e medo.

Andrei, por sua vez, apesar de amá-la, confunde-se com tais sentimentos, pois assim que retorna para Roma, se depara com lembranças do passado, das quais Isabel, sua ex, está sempre presente. Ele sente-se irritado com a dificuldade de Maíra em aceitar sua nova condição e também fica comparando-a com Isabel a todo instante, o que de fato os deixam mais distantes.
A realidade se distanciava da ficção. Enfiar os caninos na carne de alguém era algo amedrontador, nada parecido com o prazer narrado nos livros. A cor brilhante e fascinante do sangue tornou-se suja em sua boca e mãos. (Livro: Sangue & Desejo, Espelhos do Passado, Pág.50)
Ainda em Roma, Andrei procura alguns amigos do passado, sendo dois destes Baldassare (um maquiavélico vampiro de quem já foi sócio nos negócios séculos atrás), e Bionda (braço direito de Baldassare com quem Andrei já se relacionou no passado). Ambos não são verdadeiros amigos de Andrei, tampouco anseiam em ajudá-lo com seu atual relacionamento.


Dias atuais, Romênia.
Desta forma, querendo fazer com que sua pupila Maíra aceite sua nova condição e também tentando cessar os sentimentos do passado, os dois seguem para Romênia, o lugar onde tudo começou, quando ele fora transformado, se apaixonou e, por fim, iniciou. Maíra é a última da linhagem do Clã Sorin, e mesmo sendo uma nova vampira, é vista por todos com negação, pela semelhança em características com Isabel, o passado sombrio de todos. Contudo, muitos dos vampiros percebem que ela é diferente em atitudes, com uma humanidade ainda existente.
  Frieza e imparcialidade são as únicas coisas de fato presentes na pós-vida, não é? Se Isabel era assim eu também posso ser.
Deu-lhe as costas e Andrei a agarrou firme pelo braço, fazendo-a girar o corpo e se colocar diante dele.
  Você não é Isabel.
  Ser como ela, é o único modo de ter o resto do seu amor. 
(Livro: Sangue & Desejo, Espelhos do Passado, Pág.76)


Na Romênia, Andrei e Maíra estão numa sinuca de bico, pois além de terem seus conflitos particulares, dão de cara com antigos e novos vampiros que fazem parte do Clã Eberle e que anseiam pela verdade e vingança. E, neste jogo, há também desejos incontidos de paixões avassaladoras, algumas já antigas e outras que estão se formando. Maíra acaba por ser tornar tão cruel quanto Isabel, despertando novos sentimentos e paixões.

 Una autentica principessa. E poi, chissà, la regina de Alexandre. (Uma verdadeira princesa. Ou então, quem sabe, a rainha de Alexandre).
Quando desviou para a italiana, as íris cinzas estavam escuras, demonstrando seu desprezo e raiva pelo comentário e pela situação.
 Ora, não me olhe assim. Você a tratou mal e o nobre senador soube aproveitar. Agora não reclame.
Alexandre a conduzira até a mesa com as bebidas. Enquanto servia-se de uma taça de sangue, os olhares curiosos e agitados, como um enxame de abelhas, não desviavam dela. Maíra não parecia incomodada, pelo contrário, ignorou os convidados e saciou a sua sede.
(Livro: Sangue & Desejo, Espelhos do passado, Pág.169)

Maíra passa a ter visões que à remete num passado do qual desconhece, fazendo com que ela fique transtornada, deixando a todos, especialmente Andrei, enlouquecido. O final deste segundo livro é de perder o fôlego, com lutas e promessas de amores e vingança ainda maiores, deixando uma incógnita que decerto será a trama do terceiro livro. Pois bem, só posso afirmar que amei ambos, o primeiro e o segundo livro. Porém, este, envolveu-me ainda mais com sua trama muito bem amarrada, intercalando passado e presente de forma sucinta, característica que admiro e me faz fã dos textos da Gisele, tornando o conteúdo ainda mais atrativo. Agora cesso os meus comentários para não soltar spoilers.

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; os capítulos apesar de curtos, são bem desenvolvidos e descrevem perfeitamente as cenas; a diagramação é bem bonita, com fontes maiores do que estou habituada a ler e espaçamentos na medida certa, envolta em papel pólen, ou seja, o amarelinho; sua capa estampa os olhos de uma nova Maíra, agora um ser da noite. Por fim, como é uma série com continuidade em enredo e fatos, ressalto que para que se envolva e não perca nada da trama, o certo é lê-la desde o princípio, com o primeiro livro. EM BREVE teremos resenha do Livro 3. P.S: De 1 a 10 dou nota 1.000. \o/


Livro 2: Sangue & Desejo - Espelhos do Passado
Autora: Gisele G. Garcia
Gênero: Ficção brasileira
Editora: Literata
Ano: 2013
Páginas: 188