15 de abr de 2016

[Falando em]: O diário dos trinta anos — de Joyce Xaxier

Há tempos eu queria ler um texto da Joyce Xavier, afinal, sempre gostei muito dos textos que ela posta em seu mural e também em sua fanpage no facebook. \o Foi quando ela entrou em contato para adquirir o meu livro que sugeri a troca de exemplares  e ela, sem hesitar, aceitou de prontidão. P.S: Obrigada, Joy! S2 Agora vamos de sinopse e resenha de "O diário dos trinta anos", uma publicação da editora Penalux  Selo Prosa.



Sinopse: Maria Luisa Fernandes, Malu, Maluí ou Maluca, formada em Ciências Contábeis e Psicologia, trabalha com a sua amiga de faculdade, Diana em seu próprio escritório contábil. Com a vida economicamente bem, porém depressivamente louca, Malu ganha de presente no dia seu aniversário de trinta anos, um diário  que o nomeia de Ginger  da debochada Carol Portinari, atual do seu ex, Marcelo. Protagonista de inúmeros relacionamentos fracassados pela traição, ela sofreu uma depressão quando terminou com Rafael, um relacionamento intenso e forte e preferiu jogar fora todos os seus remédios e não ir mais para a terapia. Rendeu-se a embriaguez. Com as suas noites de bebedeiras ao lado de seu amigo Brit, ela sempre é salva por Dona Dalva em seu escritório. Os dias de ressaca são normais nos dias de solidão ela ouve Spice Girls. Sempre com um jeito de menina e apaixonada por sexo, Malu não quer crescer  “É um paraíso ser criança. É um inferno ser adulto.  A mesma diz em um de seus dias melancólicos. Procura homens em redes sociais e aventura-se com Fernando, o motoboy da sua empresa e PH, o pipoqueiro do bairro, ambos relacionamentos de carência e tesão. Nos dias de TPM, ela sempre se desgasta com a sua amiga Antunieta e no seu pior dia de porre reencontra seus amigos de longa data: Amanda, Rodrigo, Thiago e Arthur. Além de ir para uma rave e descrever todas as páginas deste diário com inúmeros palavrões. Sua essência é desbocada. Neste diário, você encontrará uma mulher que faz piada da sua própria desgraçada. Você soltará gargalhadas com o jeito espontâneo e libertador de Malu, você perceberá o quanto pode perder tempo sofrendo por alguém, se ao seu redor pode ter alguém que realmente te ame.


"Porque sorrir é o melhor remédio"

Divertido!
Dramático!
Envolvente!


Maria Luisa (mais conhecida como Malu), acabara de completar trinta anos. Divorciada, trabalha ao lado da amiga, Diana; tem um amigo gay superdivertido que gosta de ser chamado como Brit, pois SIM, ele é fã da cantora Britney Spears, entre tantos outros amigos que estão ao seu redor  e ao comemorar mais um ano de vida, ela ganha de presente de uma das amigas um diário... Diário este que ela intitula como "Ginger"De início, ela fica emputecida com 'o presente'. Porém, quando começa a relatar em detalhes sua vida no diário, acaba por constatar que o presente foi de grande valia, pois é através dele que diariamente faz os seus desabafos.
Minha puta vida se embaralha cada vez mais quando quero ser a puta que jamais conseguirei ser. Às vezes quero dar o troco em alguém, mas no final quem se fode sou eu. Uma simples noite de diversão vira romance, e quando o romance pega fogo, sempre tem algo para apagá-lo. Tudo acaba e vira cinza e só com o tempo para organizar e limpar tudo. E depois vem tudo de novo, para reciclar. Nada vem pra ficar. (Livro: O diário dos trinta anos, Pág.23)
Apesar de transparecer desencanada, Malu é uma mulher que sonha com um verdadeiro amor... Amor este que ela tem como o seu ex, Rafael  e ele, na verdade, assim como outros caras com quem se envolveu, a traiu, o que a deixa com o pé atrás com qualquer novo relacionamento que venha a ter. E assim, com seu aparente jeito desencanado, ela vai levando os dias, embriagando-se, curtindo a vida e, vez ou outra, tendo uma noite 'daquelas de sexo'.
Por isso assumo-me louca. A separação destruiu a minha vida e abalou o meu emocional. E quando eu acordo com aquela frase na mente "não estou a fim", pronto. É melhor sair de perto, sumir, me esquecer ou morrer. Se preferir, eu mesmo te mato. (Livro: O diário dos trinta anos, Pág.33)
Inicialmente os relatos são um tanto quanto sarcásticos e divertidos. Contudo, com um tempo, eles se tornam mais dramáticos, aprofundando-se  e, ainda assim, mostrando as coisas de forma sarcástica. Ela fala sobre o envolvimento com um de seus funcionários; ela fala sobre o envolvimento com o pipoqueiro que fica do outro lado da rua onde mora; e todos estes a decepcionam... Desta forma, em grandeza e verdade, escreve seus diversos desabafos, envoltos em suas próprias experiências, sendo essas amorosas ou não. 
Eu não queria pipoca, eu não queria piroca e muito menos ouvir mentiras, mas tenho a carne fraca, mesmo sabendo que homem que chora é pior do que a mulher que não chora. Ouvi isso de uma amiga outro dia, mas não sei a autoria. Se eu soubesse e fosse do sexo masculino, casaria agora. Amo os poetas e suas poesias. (Livro: O diário dos trinta anos, pág.95)
Trata-se de um conteúdo onde a protagonista narra em detalhes (e num curto período de tempo), a sua vida  e sua narrativa é relativamente como se fosse um diário. Aliás, eu gostei bastante da forma como a autora conduziu estes relatos, com uma pegada sarcástica e de fundo emocional, em alguns trechos envolto em prosa e poesia, ora me fazendo cair na gargalhada, ora fazendo-me questionar sobre a vida. Confesso!... Eu vi muito da Malu em mim, e chego arriscar que a Joyce, ou seja, a autora, é a própria Malu. hahaha >>> Porém, ressalto que se você (caro leitor), não é adepto de uma leitura diferenciada, NÃO SE ARRISQUE COM ESSA LEITURA! Afinal, como eu já bem disse, não se trata de uma história com ampla abordagem, mas sim de relatos corriqueiros em curto prazo de tempo. Em verdade, eu acho que a autora deveria dar continuidade neste projeto, e além deste diário, presentar os leitores com um livro dele, com uma abordagem mais ampla, pois ficaria tão legal quanto. Se eu gostei? NÃO! Eu A-D-O-R-E-I!!! S2 

O enredo é narrado em primeira pessoa, com narrativa de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com espaçamentos e fonte de bom tamanho, adornada em papel pólen, ou seja, o amarelinho; a capa estampa uma Joyce, ops, uma Malu com seu tão querido diário em mãos. Eu li o livro em questão de horas, pois é uma leitura fruível e gostosa de se ler, além de não ser tão extensa. Por fim, para você que curte uma divertida leitura de fundo emocional e envolta em prosa e poesia, eis uma boa pedida. \o


Livro: O diário dos trinta anos
Autora: Joyce Xavier
Gênero: Prosa Ficcional
Editora: Penalux  Selo Prosa
Ano: 2015
Páginas: 116

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