28 de mai de 2016

[Falando em]: Baía da Esperança — de Jojo Moyes

E novamente apresento a resenha de um livro que me entorpeceu. Trata-se do texto de uma das autoras que mais AMO e que sabe tocar corações como ninguém, tamanha realidade que leva em suas histórias, um prato cheio para admiradores de um bom drama/romance. Jojo Moyes passou a ser uma referência para  mim, e muitas vezes, ao conferir plataformas de avaliações referentes aos seus livros, fico estupefata  com pareceres negativos e abandonos. Porém, respeito tais avaliações, afinal, cada qual com seu gosto.  Eu fiquei sabendo que este faz parte de uma série de três livros. Contudo, não interfere a leitura caso ela seja feita fora de ordem. Confira a sinopse e resenha de Baía da Esperança, agora pela editora Intrínseca




Sinopse: Liza nunca conseguiu fugir do passado. Mas nas praias paradisíacas da encantadora comunidade de Silver Bay ela ao menos encontrou a liberdade e a segurança que procurava se não para ela, para sua filha pequena, Hannah, até que Mike Dormer se hospeda no hotel que Liza administra com a tia. Um perfeito cavalheiro inglês, com roupas elegantes e olhar sério, Mike pode significar o fim de tudo que Liza trabalhou arduamente para proteger: não apenas o negócio da família e o lugar que tanto gosta, mas principalmente a convicção de que ela nunca amaria nem seria digna de amor outra vez.


"Porque nem sempre temos que remar contra a maré..."

Verossímil! 
Apaixonante! 
Encantador!

Mike Dormer é um homem independente, além de empresário bem-sucedido e sócio do pai da sua noiva, Vanessa. Ele mora e trabalha em Londres, porém, agora, está em sua mais nova missão: encontrar o lugar perfeito para a construção de um resort de luxo. Eis que se depara com a cidade litorânea de Silver Bay, na Austrália, um paraíso tropical, onde golfinhos, baleias e tubarões são as atrações dos poucos visitantes que passam por lá, quase sempre hospedando-se no "Hotel Baía da Esperança", onde ele acabara de se hospedar, um lugar simples e aconchegante onde todos se conhecem e se ajudam.
Meu pai costumava dizer que eu tinha o perfil ideal para o mundo dos negócios. É que, embora de algum modo eu tivesse ido parar no segundo tipo, precisava admitir que não tinha talento para correr riscos. Eu era o rei da investigação e do planejamento diligentes, criterioso e atento ao deliberar, um cara que pesquisava tudo não só até o enésimo grau, mas muitos graus além. (Livro: Baía da esperança. Pág.34)
Liza MacCullen foi casada, contudo, agora vive com sua tia Kathleen, que é dona do Hotel Baía da Esperança e com sua filha, Hannah. Ela teve outra filha, Letty, que faleceu anos atrás devido uma trágica fatalidade que ela acredita ser culpada. E por este motivo, enfrentando perturbante depressão ela segue com os dias, dedicando-se de coração com uma das coisas que tanto ama, sendo guia para turistas, onde com o seu barco, destina há muitos que anseiam ver golfinhos e baleias neste lugar paradisíaco. O problema é quando ela (e todos os outros de Silver Bay) ficam sabendo que Mike está por lá para investigar e aprovar a compra de uma área para a construção de um resort, empreendimento grandioso que certamente vai tirar o sossego de todos e colocar em risco a vida dos mamíferos aquáticos que por lá estão.  

Kathleen, tia de Liza, é conhecida por ser a famosa caçadora de um tubarão, algo que aconteceu em sua juventude e que por anos foi a grande atração de Silver Bay. Seu pai, um homem rígido, a impediu de viver um grande amor com Nino, que ainda cuida de suas vinhas e por qual ela nutre grande apreço e paixão. Ela enxerga a grande possibilidade de sua sobrinha e Mike viver um grande amor, pois apesar de opiniões adversas, ambos mostram empatia e um inicial sentimento... Sentimento este que a cada dia se torna mais verdadeiro e avassalador, e que faz com que Mike enxergue Silver Bay com os mesmos olhos dos moradores da cidade, passando a bater de frente com o seu sócio e todos os outros, até mesmo com a sua noiva. Desta forma, se engaja numa luta para que não seja construído o resort. Por tempos ele se afasta da cidade litorânea, mas como o bom homem que é, retorna para entregar-se ao amor de Liza e também para lutar com unhas e dentes contra a construção de tal lugar. Agora falando em Liza... Apaixonada, ela se entrega a um novo e verdadeiro amor... S2
Estava elétrica, como se cada fibra do seu corpo pulsasse de energia, como se ela fosse uma força da natureza indomável, um gênio libertado de uma lâmpada. Eu passara semanas imaginando isso, me visualizava fazendo amor ternamente com aquela moça triste, beijando-a até fazer sua melancolia desaparecer. Mas ali, agarrada a mim, estava alguém que eu não tinha previsto: voraz, envolvente, cheia de vida. (Livro: Baía da Esperança, Pág.217)
Muitas coisas acontecem, especialmente com Hannah, filha de Liza, que assim como a mãe, sofre calada pela morte da irmã; uma garota doce, que foi obrigada a se portar de tal forma, ou seja, ponderando-se, quando ainda morava com o pai adotivo, o terrível ex marido de Liza.  
Observe o mar por tempo suficiente, seus humores e suas exaltações, suas belezas e seus terrores, e você terá todas as histórias de que precisa, de amor e perigo e daquilo que a vida nos traz em suas redes. E do fato de que às vezes não somos nós que estamos no leme, e não podemos fazer mais do que confiar em que tudo vai dar certo. (Livro: Baía da Esperança, Pág.300)
Agora cesso os meus comentários para não soltar spoilers.


Fazer a resenha deste livro chega a ser surreal, pois sou fã incondicional da autora e fico apreensiva em não depositar na resenha tudo o que senti. Trata-se de um drama/romance contemporâneo, onde a verossimilhança dos fatos e a simplicidade das palavras me levaram para uma sucessão de sentimentos adversos. Me vi envolvida por Silver Bay, queria estar no Hotel Baía da Esperança, ao lado de todos os personagens; me comovi com o amor detido de Kathleen e Nino, um amor que depois de 50 anos ainda vive, sempre esbarrando-se em olhares desejosos e uma fagulha de esperança envolta em amizade; queria estar dentro das páginas e dar uma ajudinha para Hannah, que sofria por não ter mais a irmã ao lado, sempre cessando o seu grito de dor; senti necessidade de colocar cara a cara Liza e Mike e dizer: SE AMEM! NÃO REMEM CONTRA A MARÉ, POIS VOCÊS ESTÃO SOBRE AS MESMAS CORRENTEZAS!!! Porém, uma das coisas que mais me tocou foi o direcionamento que a autora conduziu de forma magistral, onde Liza, a mãe que sofre pela filha sente diante daqueles animais que foram a sua salvação, algo que não tem como descrever aqui, só quem ler vai entender. Se eu que não sou mãe senti tudo de forma intensa, imagino quem vive este mágico e lindo dom de ser mãe. 

E por mais uma vez me deparei com um texto de encher os olhos e o coração, onde as dores e esperanças são protagonistas, coisa que a autora consegue desempenhar em grandiosidade e verdade. Eu não posso falar mais, pois sou fadada a soltar spoilers... O que eu posso adiantar é que mais para o final houve uma grande e emocionante revelação, um final MAGNIFICAMENTE LINDO! Se eu gostei? NÃO, eu AMEI!!! S2 E afirmando o que sempre digo quando leio um texto da Jojo: eu leria até mesmo a sua lista de compras. \o

O enredo é narrado em primeira pessoa, aos olhos de alguns personagens, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; sua diagramação (assim como revisão) estão perfeitas, com espaçamentos e fontes em excelentes medidas, adornada em papel pólen (o amarelinho); e sua capa é MARAVILHOSA, no mesmo padrão em que os livros da autora, pela Intrínseca, são publicados (P.S: AMO!), estampando a protagonista em um de seus momentos de acalento e magia. Por fim, para você que curte um enredo APAIXONANTE e de encher os olhos e o coração, eis uma maravilhosa pedida. \o



Livro: Baía da Esperança
Autora: Jojo Moyes
Gênero: Romance/Drama
Editora: Intrínseca
Ano: 2016 (nova edição)
Páginas: 304

27 de mai de 2016

7 COISAS SURPREENDENTES QUE A LEITURA FAZ PARA O CORPO E A MENTE!

A leitura é praticamente universalmente reconhecida como uma fonte de inteligência. É uma atividade de lazer que parece ser colocada alguns níveis acima da maioria das outras.E, no entanto, parece ser um prazer que está se tornando cada vez mais perdido por nós devido ao sempre presente Wi-Fi e a miríade de aplicativos divertidos disponíveis para nós.Mas uma vez que você vê os benefícios comprovados de leitura, é tentado a abandonar o smartphone de vez em quando e se perder nas histórias dos livros. 



1. Ler reduz o estresse 
Os leitores da Universidade de Sussex descobriram que a leitura é mais eficaz em reduzir o estresse do que a música, caminhar e tomando café. Levou aos leitores seis minutos para reduzir seus níveis de estresse acima de dois terços. Descobriram que a leitura ainda é extremamente eficaz em ajudar as pessoas com insônia a adormecer. As luzes brilhantes de nossas telas (que são uma causa comum para insônia hoje) enganam o cérebro em pensar que precisa estar acordado, mas quando você lê um livro sob uma luz fraca, seu cérebro percebe que é noite. 

2. Leitura torna-o mais empático 
Você alguma vez encontra-se perdido em um bom romance de ficção? Isso acontece o tempo todo; você se apaixona por um personagem e é transportado. Experimentos têm mostrado que pessoas que leem e muitas vezes encontram-se nessa situação são sensitivos mais fortes. 

3. Leitura realmente pode ajudá-lo a superar a depressão 
Acha que esses livros de autoajuda são uma carga de mentiras? Uma pesquisa recente, na verdade, mostrou que a leitura é uma das melhores maneiras de combater a depressão. Os leitores que receberam um livro de autoajuda guiado mostraram níveis de depressão mais baixos após um ano do que aqueles que foram tratados com a medicina convencional e terapia da conversa sozinho. 

4. A leitura te faz mais atraente 
Está com dificuldades para encontrar sua alma gêmea? Tente pegar um livro. A leitura pode torná-lo um grande conversador, e o livro certo pode ensinar-lhe coisas incríveis. Colocando os parceiros românticos de lado, a leitura também irá torná-lo mais socialmente ativo. Um estudo realizado pelo National Endowment for the Arts sugeriu que as pessoas que leem são mais motivadas a participar em eventos sociais. 

5. Leitura melhora a sua memória 
Quando você lê, está treinando seu cérebro. Cada conjunto de novas palavras que você encontra ajuda a sua memória a longo prazo. Experimentos têm mostrado que a leitura diminui a taxa de declínio da capacidade intelectual de uma pessoa. Ler também impede a doença de Alzheimer de acordo com pesquisa realizada pela National Academy of Sciences. O que mais reduz o risco de doença de Alzheimer? Palavras cruzadas. 

6. A leitura faz-lhe um melhor escritor 
Conforme lemos, inconscientemente começamos a imitar a maneira de escrever e apresentar ideias dos autores. Se você está lendo autores altamente qualificados, clássicos, alguns aspectos de seu estilo podem acabar na sua escrita. Além disso, a leitura desenvolve a sua criatividade. 

7. Ler te torna fisicamente mais saudável 
Pesquisadores da Universidade de Auburn descobriram que as pessoas que gostam de leitura tendem a trabalhar mais frequentemente do que as pessoas que têm outros hobbies.

Via blog: Cantar em Versos

26 de mai de 2016

Sobre as dores dos rabiscos...




(...) porque hoje está difícil colocar a cabeça no travesseiro. Não se trata apenas de um estupro coletivo; se trata de estupros (coletivos ou não), pelo mundo afora, onde a faixa etária é irrelevante e o que prevalece é a cartilha do mal em que barbáries fazem questão de seguir, rabiscando vidas e impossibilitando-as de possibilidades; possibilidades essas que serão vistas com outros olhos, onde o cinza ofuscará de forma terrível o colorido que, até então, todos têm direito. E o mais triste é ver que parte da plateia faz deste trágico e terrível rabisco, uma chance partidária, mostrando o quão a humanidade é desumana, imperceptível em sentir a dor do rabisco alheio. Eu nem sei mais o que pensar ou dizer, só sei sentir a dor do rabisco. Boa noite!

25 de mai de 2016

O que as grandes editoras REALMENTE procuram (você tem?)

A Samanta Holtz está com um canal no youtube sensacional, onde dá diversas dicas, entre elas do mundo literário. Aliás, eu a conheço já faz um bom tempo virtualmente, e por uma vez, durante a Bienal de 2014, estive ao seu lado. Contudo, a minha timidez venceu, fazendo com que eu não fosse dar um olá! Já adianto que ela passou a ser uma das autoras Made in Brasil que mais sou fã, pois além de escrever divinamente, sabe tocar o coração do leitor como ninguém... Quem é fã de um texto lindo e cheio de coração, dê uma chance e leia a Samanta. S2 Agora vamos com o vídeo com dicas valiosas sobre o que as grandes editoras realmente procuram? Vem junto! \o



• Para conferir o canal da Samanta, clique AQUI.

22 de mai de 2016

[Poema]: Ritual da Ave — de Mariana Gouveia


Havia um pássaro a oscilar no vento. 
Enquanto eu costurava palavras para o diário do dia. 
O pouso era diante dos olhos e o coração alçava voos além do que se podia ver. 
Era frio, e a estação outra; 
Era hora aqui enquanto o fuso dimensionava desejos. 
No quintal cabia o ritual da ave ser pouso, canto e depois voar.


(Poema e foto  by Mariana Gouveia)

20 de mai de 2016

[AVISO]: Dezesseis, A Estrada da Morte

Olá, mores! 

Fui avisada que os links para adquirir "Dezesseis  A Estrada da Morte" nas Americanas e Submarino estão acusando não ter mais livros em estoque, apesar de o mesmo acusar que há 'últimas unidades' para venda, além do site da Tribo das Letras estar com um probleminha no cadastro e, desta forma, não ser possível concluir a compra. Bom, o livro também está a venda via Amazon, contudo, com a sinopse errada, o que também acabei de informar para a minha editora. Todos esses percalços já foram repassados. Aliás, fui informada que há em média 75 exemplares em estoque lá na editora, depois disso dificilmente haverá mais livros para a venda, pois o contrato estará se finalizando. Aos novos e antigos leitores agradeço de coração a procura e força de sempre, espero que o Johnny e sua trupe consigam tocar vossos corações. Bem-vindos à estrada da morte!

(clique em cima da imagem para maior resolução)

• Para adquirir o livro, clique AQUI.

18 de mai de 2016

[Falando em]: O Edifício — de Susy Ramone

Eu finalizei a leitura deste e tive que vir correndo fazer a resenha, tamanha ressaca literária em que me encontro —, e isso já era de se esperar, afinal, a autora em questão além de amiga é uma das que mais admiro e me espelho. Antes de tudo, agradeço a Susy Ramone por ter me enviado um exemplar desta MARAVILHA e convido a todos para conferir a resenha de outro texto de sua autoria (P.S: Para conferir a resenha de Poison Heart, clique AQUI). Agora confira a sinopse, book trailer e resenha de "O Edifício", um enredo do gênero suspense/terror com um quê sobrenatural, uma publicação da editora "Estronho."


Sinopse: Enquanto a ditadura militar arrasta acusados aos seus porões, Waldemar passa por momentos difíceis ao perder sua esposa dias depois da morte de seu filho. Um jovem ganancioso encontra na situação a oportunidade perfeita para trocar seu apartamento em São Paulo pela chácara do viúvo em Tatuí. Ele tem a intenção de fundar uma igreja evangélica no local e arrecadar dinheiro aproveitando-se da fé alheia. O castigo do falso pastor não vem do plano terreno e sim do mundo dos espíritos. Mas Waldemar, que anda na retidão e na honestidade também é assombrado, tão logo ele se muda para São Paulo e começa a trabalhar no Edifício. Qual mensagem os mortos querem passar? Até que ponto uma pessoa deve acreditar em seu semelhante? Nem sempre as coisas acontecem como vemos.


P.S: Vídeo editado por Carolina Mancini

"Porque a vingança tarda, mas não falha"





Contagiante! 
Horripilante! 
Sensacional!

Tudo se inicia com Alice, filha de um dos personagens protagonistas nos dias atuais, contando em detalhes a história do pai e de tantos outros envolvidos, algo  diga-se de passagem  tenebrosamente assustador, onde os acontecimentos se interligam a falta de caráter de um e a fé em Deus de tantos outros, acabando, por fim, sendo finalizado em um real acontecimento datado em 1 de Fevereiro de 1974 na cidade de São Paulo, onde um incêndio provocou a morte de 191 pessoas e deixou mais de 300 feridas, no edifício Joelma (P.S: Para saber mais, clique AQUI).

1973  Tatuí, São Paulo
Waldemar, 44 anos, acabara de perder o filho Wagner, de 13 anos. Ele e sua esposa, Luíza, estão desnorteados, ambos ao seu modo. Ele, entregando-se a bebida e querendo a todo custo mudar-se de Tatuí. Ela, entrando numa profunda depressão e não querendo se mudar da cidade. Desta forma, em mais uma manhã, ele resolve afundar sua dor em bebida, porém, assim que adentra o bar do Zé do Leite, se vê de frente a um novo visitante, que, por sinal, está se deliciando com um torresmo gorduroso e refrigerante. 
 Você não é daqui. Veio pra festa?
 Vim sim. Meu nome é Rogério. E o senhor se chama?
 Waldemar. Mas não me chame de senhor. Apesar da minha cara de acabado eu tenho só 44 anos.
 Ah, me desculpa, é só por educação. Satisfação, Waldemar.  Estendeu a mão.  Eu vim conhecer a cidade, soube da festa, desembarquei agorinha do trem.
 E veio de onde?
 Da capital. Eu sou pastor da Igreja Rebanho Divino e também trabalho como corretor de imóveis. E o senhor, digo, você faz o quê?
 Já fiz de tudo na vida. Hoje só bebo  queixou-se.

(Livro: O Edifício, Pág.15)

Rogério é um rapaz de 23 anos, corretor de imóveis, reside em um apartamento num conhecido prédio da Capital. Insatisfeito com sua atual situação e estratégico que só, resolve seguir para Tatuí a fim de conhecer a cidade e quem sabe, passar a perna em alguém. Ele anseia em mudar-se da Capital, pois passa por muitos perrengues por lá. Assim, segue para a "Festa do Quentão de Tatuí", conhecendo logo de cara Waldemar e encontrando nele a grande possibilidade de concretizar seus anseios e, quem sabe, fazer uma troca do seu apê com o mais que vantajoso sítio de Waldemar, além de continuar com sua mentira, dizendo ser um pastor e tão engenhosamente, lucrar com a fé alheia. Aliás, ele acaba por se convencer de que as mentiras que conta estão sendo abençoadas por Deus, e que tal ato nada mais é que um dom, ou seja, um merecimento   e perspicaz em seus feitos, Rogério ganha a quase todos com seu jeito educado, atencioso e sempre "EM NOME DE DEUS", persuadindo especialmente Luíza, esposa de Waldemar, que depois de levar a sério um falso acalento baseando-se nas palavras de Deus, decide colocar um fim na sua vida, suicidando-se e deixando o marido ainda mais transtornado e tomando a decisão de fazer a troca do seu sítio com o apartamento de Rogério, mudando-se de imediato para a Capital.
Cambaleou e bateu com as costas na parede oposta. O espelho sobre a  pia mostrava Luíza em decomposição, traçando a maldita letra Z, de baixo para cima, no vidro, como se estivesse presa do outro lado.
De maneira inexplicável, o medo deu lugar ao ódio e ele desferiu um soco no espelho, gritando para que ela o deixasse em paz. A imagem desapareceu e restou os cacos para juntar, uma mão cortada e a noite toda de rezas pela frente, além da urgência em descobrir o significado daquela maldita letra Z. (Livro: O Edifício, Páginas 84 e 85) 

Agora Waldemar  mora em São Paulo. Muitas vezes ele passa a ter visões com sua falecida esposa, onde ela sempre o deixa a par da letra Z, deixando-o assustado e consternado, ansiando por descobrir qual o propósito de tal letra? Ele acaba por conhecer Anita, sua vizinha, que também era amiga de Rogério. No entanto, ambos se envolvem. Ele, por sua vez, dedicando a ela uma atenção e amor que não dedicava a ex mulher, o que faz com que passem a morar juntos. Aliás, foi Anita que conseguiu um emprego para ele, onde faz a limpeza e tantas outras coisas do enorme estacionamento de um conhecido prédio, que carrega consigo uma assombrosa história conhecida por todos como "Crime do Poço". A partir daí, passa a ser assombrado por mais quatro fantasmas, sempre em um mesmo horário, no estacionamento do mesmo lugar que trabalha. Quanto a Rogério? Vamos lá...
Não fora a escuridão, tampouco a estranheza dos fatos que colocaram Rogério em estado de choque. Ele sentiu as garras do garoto-fantasma apertando a sua garganta e o suspendendo no ar. Com as mãos inquietas ele tentava a todo custo se libertar, os pés chacoalhavam no mar negro em que a estrada havia se tornado, estava ficando sem ar e tudo o que podia ver eram os olhos escuros, cujo brilho se destaca no breu do desespero.
 Vai consertar logo o que fez! —  trovejou o fantasma com as duas mãos se afundando com raiva no pescoço do pastor. 

(Livro: O Edifício, Pág.110) 

Não tão diferente daquele que passou para trás, Rogério passa a ser assombrado pelo filho morto de Waldemar, que exige que ele vá de encontro ao seu pai e conte toda a verdade, dizendo o quão persuasivo foi, até que sua mãe colocasse um ponto final em sua vida. Agora cesso os meus comentários para não soltar spoilers.

Bom, a meu ver, um bom texto não é aquele onde é citado frases bonitas com cunho refletivo (apesar de amar isso também). Estou falando isso porque vejo muitos ovacionarem textos neste estilo. Contudo, em sua maioria, são textos 'mais do mesmo', o que não é o caso das histórias escritas pela Susy, onde sempre há uma trama excelentemente bem escrita e amarrada, com um "que" de terror, pois SIM, este é o gênero que ela escreve. Contar histórias é pra qualquer um, agora saber contar histórias é para poucos , e a Susy sabe conduzir uma trama com maestria, o que eu já havia provado em seu livro anterior.

Em "O Edifício" me vi presa em páginas do início ao fim, ficando íntima de todo conteúdo, até mesmo dos fantasmas que ora me assustavam, ora me faziam querer pular para dentro das páginas a fim de ajudar o Waldemar. Trata-se de uma trama muito bem construída, onde má índole e fé são pano de fundo, e, por fim, um real acontecimento do passado também passa a enveredar as páginas, interligando trama, personagens e realidade numa ficção. Chego a dizer que a experiência foi surreal, pois apesar de ser uma criança quando tudo aconteceu, lembro de tais acontecimentos até hoje, pois ele fez parte da minha adolescência (em estudos), especialmente no ensino médio. 

Se tem algo que me entorpece, é quando parte dos lugares que conheço faz parte da trama. Foi algo mágico de se sentir, onde muitos lugares onde eu já estive, até mesmo um famoso e já não existente parque de diversões onde frequentei nos anos 80 e 90 está na trama, o que me teletransportou ainda mais para dentro do enredo. Os personagens, até mesmo os de má índole, são cativantes, com suas terríveis peculiaridades. ODIEI Rogério, AMEI Waldemar e Anita e me APAIXONEI por tantos outros. S2

A escritora deu vida a um enredo sem pontas soltas e de perder o fôlego, detalhando as cenas na medida certa, sem excessos, o que me deixou ainda mais entorpecida. Na metade do livro eu já estava numa baita ressaca literária e com dó de concluir a leitura, pois quando o livro realmente me pega é PHODA. As cenas finais foram de palpitar de forma descompassada o coração, onde todas as pontas interligadas são reveladas, inclusive uma grande revelação que me deixou de queixo caído e ainda mais fã da autora —, e até mesmo o prefácio foi PHODÁSTICO (P.S: Sorry, tem que ser em caixa alta mesmo). hahaha

O enredo foi elaborado em quatro extensos capítulos, que em momento algum foi insosso, narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação é simples, com espaçamentos na medida certa, porém, a fonte da leitura está muito pequena, acredito que pelo formato do livro que é menor, o que ao menos pra mim dificultou um pouco a leitura, adornada em papel pólen (páginas amarelas); a revisão está impecável e sua capa é linda de viver, estampando parte dos personagens, principalmente os fantasmas. Por fim, para você que curte um enredo MARAVILHOSO, com conteúdo e que te prenda do início ao fim, eis essa excelente pedida. Se eu gostei? NÃO, EU NÃO GOSTEI... EU AMEI! S2 E leria até mesmo a lista de compras da Susy. P.S: Agora vou ficar aqui, em frangalhos, esperando o próximo E FANTÁSTICO livro da amiga/escritora. \o


Livro: O Edifício
Autora: Susy Ramone
Gênero: Suspense /Terror
Editora: Estronho
Ano: 2016
Páginas:  260

16 de mai de 2016

[Quote]: Dezesseis, A Estrada da Morte

— O que te fez pensar que poderia me beijar desta forma?  indagou-me com fúria nos olhos. 

 Eu não pensei, apenas fiz!  sorri de canto, sendo sincero na resposta. 

Ela ainda me encarava nervosa, e com uma de suas mãos na cintura rebateu: 

 Você acha mesmo que eu tive vontade de ser beijada por você?  perguntou ainda mais alterada. 

Eu reforcei o meu sorriso de canto, e provocando-a, dando uma breve piscadela, respondi:

 Anjo, se aquilo não foi vontade, então, sinceramente, não sei qual definição para tal feito!  soltei as palavras em tom provocativo. 

 Seu abusado!  ela pegou sua mochila, em seguida empurrou-me e saiu porta afora. 

(Quote do capítulo 3) 


Inspirado na canção “Dezesseis”  da banda brasileira Legião Urbana  este é um enredo de amor recheado com muitas aventuras. Apaixone-se, retorne no tempo, relembre seus “Dezesseis”... e seja, você também, um “rebelde sem causa”... 


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Tribo das Letras, clicando AQUI.

[Texto]: Ex é para sempre — por Marcela Brafman

Em algum momento vocês vão se encontrar. Seja no meio de qualquer canto da cidade ou curtindo um mesmo status no Facebook. 

Não importa quem terminou ou porque terminaram. O fato, é que aquela pessoa que participava da sua vida na mesma frequência que você calçava chinelos, não existe mais no seu dia-a-dia e anda solta por aí. 

De amigo íntimo de todas as suas cores de calcinha, de repente, aquele cara se transformou num estranho fora do ninho. E o pior: ele já está construindo um ninho novo, que pode estar em qualquer canto do planeta terra. 

Existe a possibilidade dele surgir no meio da rua trocando de calçada ou esbarrando em você no corredor do shopping. Encare: enquanto não diminuem os preços de passagens para marte, é inevitável, você e seu ex podem se ver qualquer dia desses. 

O que esqueceram de te contar é que o mais difícil não é o término, é o pós termino. O mais difícil não é aquele primeiro momento que você fica sem. É ver algo que te pertenceu, dias, meses ou até anos depois, andando por aí, como se o passado não existisse, como se ele não soubesse mínimos detalhes bobos sobre a sua personalidade. 

Como por exemplo, que você odeia catupiry. A gente não sabe se um estranho gosta de coxinha com ou sem catupiry. Mas se ele tem uma memória boa, ele sabe isso de você. Então é mais ou menos isso: você virou uma estranha muito conhecida. E ele também. 

Você vai ter que cumprimentar, sorrir, dar dois beijinhos (evitem isso, vai que acontece um lapso de “onde eu beijo mesmo?”), dizer que está ótima  mesmo que não esteja  e em casos extremos, caso der de cara com figura na farmácia, se esconder atrás da prateleira de absorventes. 

O reencontro, que você imaginou por meses como seria, provavelmente sairá de uma forma totalmente diferente. É que momentos constrangedores, estranhos e que nos fazem agir como robôs, nunca saem como o planejado. 

Namorado é passageiro, ex é para sempre. Então, por via das dúvidas, não esqueça de sair de casa com um pouco de blush. Vai que, né? 


Autora: Marcela Brafman, site Verdade feminina 

[Falando em]: In Nomine Patris (Livro 2) — de Décio Gomes

Apresento-lhes a resenha do segundo volume desta fantástica quadrilogia, um enredo sobrenatural muito bom e que me conquistou desde o primeiro instante. Aliás, agradeço o amigo de casa editorial e autor Décio Gomes por tê-lo enviado. S2 Antes de iniciar a resenha, convido a todos para conferir a resenha do primeiro livro, clicando AQUI. Depois de conferida, vem junto saber um pouco mais de "In Nomine Patris, Sanguinis Sigillum (Livro 2)", uma publicação da editora Tribo das Letras.


Sinopse: Ao receber uma carta de urgência, lacrada pelo selo da Ordem Mundial de Venatores, Jullian Bergamo é levado até Bedford, uma pequenina cidade longínqua cercada por uma vasta floresta. Lá, reencontra-se com o velho Mills, um venator aposentado que precisava de sua ajuda para conter um mal iminente: um ser encapuzado que estava a misteriosamente sequestrar crianças durante as madrugadas. Estudando a cidade e seus moradores, Jullian vê-se cercado por novos aliados, mas também por novos e perigosos inimigos. Pelas ruelas escuras e pelas entranhas da floresta surge, assim, uma trama onde nada é o que parece, e que pouco a pouco leva o jovem padre a descobrir sobre um terrível mal secular que, com a ajuda de uma poderosa feiticeira, de tudo fará para libertar-se das mais obscuras profundezas.




"Porque o sangue que liberta também pode matar..."


Instigante!
Envolvente!
Assustador!

Diferente do primeiro livro, onde a trama é narrada em meio à caça de um Mormo, um demônio necromante que faz o pandemônio em uma cidade, neste segundo livro temos o protagonista, Padre Jullian Bergamo, rumando para outra cidade, assim que recebe uma carta da Ordem Mundial de Venatores, mais especificamente do Padre Mills, que no passado foi o homem que o treinou para essa vida, onde o mesmo é destinado a caçar e eliminar demônios. Agora Jullian está em Bedford, uma cidade um pouco distante de onde reside temporariamente, adornada por muitas florestas e segredos sombrios.
Tudo dentro da construção se resumia a trevas, e não fosse a pequena lamparina, seria impossível caminhar pelo local sem esbarrar a uma das paredes. Era um lugar realmente grande, antigo e aparentemente abandonado. De fato, mais parecia um imenso túmulo frio e habitado pela mais pura escuridão. Nenhum destes fatos, porém, parecia incomodar o visitante, que ainda decidido continuou o seu caminho, escolhendo passagens provavelmente por ele já conhecidas. Seus passos ecoavam em sons aterradores, mas nada por ali parecia capaz de assustar quem quer que estivesse por debaixo do capuz. (Livro: In Nomine Patris, Sanguinis Sigillum  Pág.8)
Jullian deixa a cidadezinha de Willinghill e também o seu mais novo amigo, George, partindo ao  lado de Noah, que é um antigo morador de Bedford, o homem solicitado pelo seu antigo treinador para conduzi-lo à tal cidade e também a uma nova missão  e antes mesmo de adentrar a cidade, eles param em uma pousada para se aquecer e comer algo, acabando por conhecer Romani, uma mulher robusta e de pouca fé, vista por todos como a entregadora de leite e dona da pousada, além de ter um certo revés por Noah, algo que é recíproco. 
 O padre Mills não foi muito claro no bilhete que me enviou  Jullian continuou, apoderando-se de um pão e partindo-o ao meio.  Fico a imaginar o que possa estar acontecendo em Bedford.
 Sobre isso, fui claramente designado a não falar  Noah retrucou sem demora entre um gole e duas mastigadas.  De uma coisa, ao menos, podemos ter certeza: mesmo com essa falta de memória, o Padre Mills continua sendo um homem muito sábio, e acredito que se pediu para que eu o procurasse em terras tão distantes, sua ajuda é nada menos que muito necessária. (Livro: In Nomine Patris, Sanguinis Sigillum  Pág.23)

Agora Jullian está em seu novo e temporário lar. No entanto, ele fica confuso, pois não tem de imediato as respostas pelas quais anseia e para piorar, nota que Padre Mills está esquecendo de algumas coisas, porém, ainda se lembra de tantas outras, algo que o deixa com a pulga atrás da orelha. Assim, passa a fazer sua investigação em torno de algumas crianças que sumiram... Ele se coloca dentro de uma assombrosa e terrível floresta, onde acontecem coisas assustadoras que o deixa ainda mais intrigado, destinando-o para um saber certeiro, correndo riscos e descobrindo outras tantas coisas assustadoramente absurdas.
Pouco mais de meio minuto passou-se no desenrolar daquela incomum cena, e repentinamente, para uma esmagadora e inesperada surpresa, Jullian viu a porta da casa abrir-se, e por ela passar de maneira fantasmagórica uma criança loira: uma menina sonolenta vestida em sua comprida camisola de dormir. O fôlego do padre foi então completamente capturado pela sua inevitável descoberta:  era mais um dos sequestros de jovens meninas que estava a acontecer ali, exatamente abaixo do seu olhar que a tudo assistia, enquanto ainda refletia a luz prateada das estrelas. (Livro: In Nomine Patris, Sanguinis Sigillum  Pág.50)
Desta forma, Jullian se vê de frente com Irvini Aurish, uma figura fantasmagórica e sedenta para libertar um espírito aprisionado há mais de 100 anos. Agora restrinjo os meus comentários para não soltar spoilers.

Antes de me enviar o exemplar, o autor havia dito em mensagem particular que eu sentiria a diferença e grandiosidade tanto na trama como no texto, o que de fato aconteceu. Diferente do primeiro livro que é mais dinâmico em fatos e com uma linguagem mais simples, sem tantas formalidades, este volume 2 carrega consigo mais narrativa detalhada e formal do que diálogos, algo que ao menos para mim, veja bem, é uma opinião particular, me fez gostar mais da forma como a trama foi narrada e conduzida no livro 1, pois tenho sérios problemas com textos detalhados, nada que desabone a grandiosidade que este segundo volume leva consigo, especialmente para amantes de uma leitura bem escrita, instigante, sem pontas soltas e detalhada. 

Aos poucos me vi envolvida, tentando, assim como o meu amado Padre Jullian (P.S: AMO ELE!), desvendar os segredos sombrios que tal cidadezinha carregava, ora assustando-me, ora surpreendendo-me, pois SIM, o Décio sabe como ninguém amarrar uma trama, sempre com um "que" de terror ao fundo, o que foi provado nos capítulos finais, que me deixou  ansiando por mais, não desgrudando os olhos das páginas, ficando surpresa com alguns fatos e me comovendo com outros. E mais uma vez apaixonei-me pela garra e compaixão de Jullian, assim como fiquei feliz de ver que mais ao final, George, personagem que tem grande importância no livro 1 e grande amigo de Jullian, reaparece na trama, pois até então ele havia aparecido só nos capítulos iniciais. Também amei os novos personagens, do bem e do mal, pois assim como todo conteúdo foram bem construídos e envolventes. Trata-se de uma trama que é conduzida aos poucos, em doses homeopáticas, onde toda a questão é revelada ao final, com uma dose exata de terror e cenas de perder o fôlego. Se eu gostei? SIM, EU GOSTEI e agora, mais do que nunca, aguardo o livro 3. \o

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa mais detalhada e formal e diálogos de fácil compreensão; sua diagramação é singela e bonita, levando em cada início de capítulo imagens que condiz com o mesmo, adornada em papel pólen (o amarelinho), com espaçamentos e fontes em excelente medida; sua capa é linda, seguindo o padrão do primeiro volume, estampando o meu amado Padre Jullian em mais uma batalhada contra o mal. Por fim, para você que curte uma excelente série com conteúdo de arrepiar os cabelos, do gênero sobrenatural e adornada por suspense/terror, eis uma fantástica pedida. 



Livro: In Nomine Patris, Sanguinis Sigillum (Livro 2)
Autor: Décio Gomes
Gênero: Sobrenatural
Editora: Tribo das Letras
Páginas: 254
Ano: 2015

13 de mai de 2016

[Resenhas]: Blog Simone Pesci

Olá, amores! 
Tudo bem com vocês? 
                        Espero que SIM! S2

Vamos lá... 
Eu resolvi deletar algumas resenhas e editar tantas outras e o motivo é único e exclusivo, algumas estavam tão mal escritas e com erros que nem me arrisquei em editá-las. Afinal, para isso tenho que me recordar bem de cada enredo, não é mesmo? O que é um pouco difícil, pois sou uma leitora assídua. Pois então, ainda tem muita coisa boa para conferir, de parceiros e não parceiros (nacional e internacional), basta clicar no link abaixo. Sejam bem-vindos! S2


(clique em cima do banner para maior resolução)

• Para conferir as resenhas, clique AQUI.

12 de mai de 2016

Homenagem aos nossos escritores nacionais!

Porque eu tinha que postar essa linda homenagem feita pelo blog parceiro "Mato Por Livros". Aliás, eu havia sido convidada para participar como autora deste evento, mas, infelizmente, não pude comparecer. Porém, ainda assim, agradeço de coração pelo convite e convido a todos para conferir esse vídeo em homenagem aos escritores nacionais, nas vozes de Willian  Fernanda Braga e texto de Ana Paula Toledo. S2

• Confira a postagem original, clicando AQUI.

P.S: Vídeo editado por Fernanda Braga

10 de mai de 2016

[Falando em]: Rua do Berro, Livro 1 — de Tommy Donbavand

A resenha de hoje é muito especial, pois trata-se de um enredo juvenil, algo que pouco leio e que cada vez que me atrevo a viajar em páginas, me apaixono. S2

Este livro foi deixado aqui em casa pela minha sobrinha, o que descobri dias atrás e, sem hesitar, resolvi lê-lo. E já adianto que AMEI, mesmo não sendo este o meu gênero predileto — e, como de costume, quando uma leitura me surpreende, deixo a frase de sempre: "a partir de agora, eu leio até mesmo a lista de compras do Donbavand". \o Portanto, confira a sinopse e resenha do livro "Rua do Berro", obra de Tommy Donbavand, uma publicação da editora Moderna - Selo Salamandra. 


Sinopse: Não tem jeito: Luke já sabe que vai ter mesmo de viver neste lugar estranho chamado Rua do Berro. Mas pelo menos já encontrou dois amigos - Ressus Negativ (aspirante a vampiro) e Cleo Longg (uma múmia menina). Com eles, Luke até acha que vai se sentir em casa. O problema são seus pais, que estão aterrorizados com a nova vizinhança. Conseguirá Luke encontrar a passagem de volta para o mundo real antes que eles morram de medo?



"Porque o novo pode ser horripilante e contagiante"


Instigante! 
Envolvente!
Divertido!


Luke Watson é um garoto que acabara de sofrer uma metamorfose, pois descobriu não ser um ser humano normal, mas sim um híbrido. Desta forma, assusta-se com a sua nova condição, ou seja, um garoto/lobisomem. Ao descobrir-se diferente, ele e seus pais  o Sr. e a Sra. Watson , são capturados por seres de aspecto assustador, chamados Mudadores. Eles são enviados para um outro mundo, onde, agora, vão residir num lugar estranho, que leva como nome, Rua do Berro. 
Ouvindo as vozes de novo, Luke voltou ao hall. Abriu uma porta à direita que dava numa velha cozinha. Seus pais estavam sentados juntos nas cadeiras de uma das extremidades de uma comprida mesa de madeira.
 Mãe!  exclamou Luke ao atravessar correndo a cozinha para abraçá-la. Ela estava tremendo.  Onde estamos?

 Não sabemos  disse o pai de Luke.  Acordamos na nossa cama num quarto no andar de cima. Achamos você, mas não conseguimos acordá-lo. (Livro: Rua do Berro, Pág.21)

Os sequestradores fazem parte de uma companhia intitulada AEOHFVIN (Agência Estatal de Organização Habitacional para Formas de Vidas Incomuns). E assim que Luke e sua família são enviados ao seu novo lar, se deparam com tantas outras pessoas em situações inusitadas e diferentes. Luke dá de cara com Ressus Negativ, um aspirante a vampiro e também com Cleo Longg, uma múmia menina. E isto o faz se sentir melhor, pois percebe que além dele, existem muitos outros diferentes. Apesar de estar com medo de tantas novidades horripilantes, ele acaba por criar um grande vínculo com o aspirante a vampiro e a menina múmia. 
 O que é Sempreviva?  Luke perguntou, ao alcançar Ressus.
 Empório Sempreviva   explicou o vampiro.  Ufa Sempreviva é uma bruxa. Está tentando fabricar um feitiço para deter os ataques  de poltergeistes.

 Ataques de polter-o-quê?  perguntou Luke, empurrando Ressus para uma cerca viva quando uma lata de lixo de metal investiu na direção deles na calçada.

 Poltergeist!  gritou Ressus enquanto a lata de lixo passava toda barulhenta.  Um tipo de fantasma que pode mover coisas. São notórios pelo mau humor. (Livro: Rua do Berro, Páginas 30 e 31)

Muitos acontecimentos estranhos vão dando a cara, assim como tantos outros estranhos personagens, tais como zumbis, um professor que é uma caveira, bruxas, poltergeistes, entre tantos outros. E o que leva esse trio a seguir uma assustadora aventura é a procura de um livro, onde será possível ter as coordenadas para a caça de seis relíquias deixadas pelos fundadores da Rua do Berro e que, encontrando-as, Luke poderá reabrir o portal e ter a chance de voltar com a sua família para o seu antigo mundo, ou seja, o seu antigo lar.
Luke aproveitou a oportunidade para inclinar-se na direção de Ressus e sussurrar:  Isso é tudo muito aconchegante, mas como vai ajudar a levar meus pais para casa?
 Minha mãe disse que há um livro que mostra como abrir uma passagem para o seu mundo  respondeu o vampiro.  Contos da Rua do Berro de Pulipedra. (Livro: Rua do Berro, Pág.49)

Assim os três amigos iniciam uma árdua caça ao livro e suas seis relíquias, ora divertindo-se, ora assustando-se. Agora cesso os meus comentários para não soltar spoilers

Em primeiro lugar, afirmo que dei 5 estrelas no Skoob pois acredito que o enredo conseguiu atingir sua proposta para o público que a ele é destinado. Portanto, quem se enveredar nessas páginas, deve estar ciente que é uma história juvenil. Por isso, não queira encontrar grandes acontecimentos e uma narrativa rebuscada.

Eu fiquei entorpecida pelo enredo do início ao fim, achei todo contexto excelentemente desenvolvido e também com personagens apaixonantes. Em muitas cenas o autor ousou colocando o terror, ultrapassando até mais do que eu esperava, o que me deixou ainda mais atraída. Algumas pontas ficaram soltas, porém, creio que pelo fato de se tratar de uma série com 16 volumes. No entanto, pelo que pesquisei, aqui no Brasil, foram publicados apenas 6 destes. Eu leria a série inteira, e digo que fiquei com uma baita curiosidade do que vem pela frente. Aliás, o autor brindou os leitores com o primeiro capítulo do livro 2 no final, o que me deixou ainda mais com vontade de lê-lo. \o

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação é MARAVILHOSA,  envolta em papel pólen (o amarelinho), com espaçamentos na medida certa e fontes um pouco maiores, o que facilitou ainda mais a leitura  e o mais lindo de tudo foram as artes usadas na diagramação, com imagens dos personagens, mapas de localizações e cenas, um trabalho primordial e de encher os olhos; sua capa é linda de viver, estampando os três amigos em uma das cenas narradas na trama. O livro é curtinho e também uma leitura fruível, eu só não a concluí antes, pois tive que deixá-la de lado por duas vezes para fazer outras coisas que estavam pendentes. Por fim, se você curte uma história de cunho juvenil, cativante e envolvente, eis uma excelente pedida. Se eu gostei? NÃO! Eu não gostei... EU AMEI! S2


Livro: Rua do Berro, Dente de Vampiro (Livro 1)
Autor: Tommy Donbavand
Gênero: Literatura Juvenil
Editora: Moderna - Selo Salamandra
Páginas: 152
Ano: 2009