25 de nov de 2016

[YouTube/ Divulgação]: Simone Pesci

Estou até agora de queixo caído: são mais de 6.000 inscritos! Vem junto conferir o meu canal no YouTube: tem vídeos com traduções de canções, trecho de séries, e claro, book trailers. Inscrevam-se! Bem-vindos! S2


✔  Para conferir o canal, clique AQUI.

[Divulgação/Lançamento]: O Beijo da Serpente — de Ademilson Chaves

É um privilégio fazer parte de mais uma sensacional história escrita por amigo/autor que tanto admiro. A propósito, tive que tirar esses prints, antes mesmo da obra ser publicada em formato digital. SIM, é desta linda forma (em formato e-book), que os leitores vão adquirir EM BREVE: O Beijo da Serpente. Estou contando os segundos para que todos conheçam essa lindeza de enredo, escrito pelo Ademilson Chaves


(clique em cima das imagens para maior resolução)
 

 

Livro: O Beijo da Serpente 
Autor: Ademilson Chaves 
Gênero: Fantasia 
 Publicação independente - Formato Digital 
Lançamento: Amazon, Dezembro de 2016

24 de nov de 2016

Tenho medo de quem fala mal dos outros e pavor de quem elogia demais a si mesmo.

Eu encontrei esse artigo na rede e achei super interessante. Afinal, de lobo em pele de cordeiro eu já sou vacinada. Eis que não poderia deixar de postá-lo aqui, pois é exatamente desta forma que penso. Confiram:

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Deus nos livre de gente autorreferente. Eu, hein! Não gosto, não. Assumo. Desconfio de quem começa uma frase com a máxima “eu costumo dizer que…”, como quem tenta atribuir um valor enciclopédico a ideias repetidas, banais, verdades prontas e cansativas tungadas de todo canto. Não dá! Tal como os alérgicos a camarão e lactose, eu tenho alergia a pessoas afeitas a falar bem de si mesmas. 

Gente que não perde uma oportunidade de anunciar o quanto se preocupa com o outro, o quanto paga seus impostos corretamente, o quanto defende a liberdade, a igualdade e a fraternidade me dá coceira e me dá medo. Quem faz o que acha certo não precisa dizer o que faz. É só fazer e pronto! Quem diz maravilhas demais sobre si próprio me dá mais pavor do que quem fala horrores sobre os outros. Fujo de um tanto quanto do outro. 

Não, eu não estou defendendo a autoesculhambação sem medida. Não acho que todos os seres capazes de falar mal de si mesmos sejam poços de virtudes. Eu só tenho a impressão de que o autoelogio é um péssimo hábito. Puro e simples cabotinismo, jeito rasteiro de chamar a atenção: puxando o próprio saco. Quem se presta a elogiar os próprios feitos tenta provar a seus interlocutores que eles estão diante de um dos melhores exemplares da espécie humana. E isso, cá entre nós, é masturbação com plateia. Patético! 

Não é por nada, não. A liberdade de expressão garante a qualquer um o direito de exaltar suas próprias maravilhas. Mas eu acho que gente boa de verdade prefere investir o seu tempo em coisas boas de verdade. Não em tagarelar por aí o quanto é especial. Amor próprio é bonito. Autopropaganda é exagero. 

Ninguém devia falar bem de si mesmo para provar isso ou aquilo. Se o sujeito é pessoa boa, basta ser o que é, uma pessoa boa, e deixar os outros concluírem o que quiserem. O que há de difícil nisso? 

E como cansa essa ladainha do “ó, eu acredito num mundo melhor… ó, eu choro quando vejo uma injustiça… ó, eu divido tudo o que tenho… ó, eu distribuo cestas básicas…”. Tudo isso para nada presta se não vier acompanhado de gestos práticos, atitudes e ações que dispensam o discurso. 

Quem é bom mesmo não precisa dizer, repetir, alardear. A gente sabe. O mundo se dá conta e agradece de seu jeito. Mesmo que ninguém vá lhe oferecer a chave da cidade, um título de cidadão honorário e outros gestos tão úteis quanto distribuir capas de chuva na seca nordestina. Quem faz uma coisa boa não o faz porque espera que alguém reconheça e lhe dedique uma estátua em praça pública. Faz porque acha que deve fazer. Ou não? 

Do mesmo jeito que ninguém precisa falar mal dos outros para dizer bem de si mesmo, ninguém carece mergulhar no autoelogio para provar o seu valor. Isso é chato, enfadonho, serve apenas para fazer a vida passar mais rápido. 

Você não me leve a mal. Mas eu acho que quem precisa tanto falar bem de si mesmo tem das duas uma: ou uma imensa ignorância ou uma tremenda culpa no cartório. Deus nos livre de um e de outro.

Artigo via: Conti outra

20 de nov de 2016

[Quote]: Redenção, Capítulo 3

Para quem ainda não sabe, esse é o terceiro livro que estou escrevendo (para conferir a sinopse não-oficial, clique AQUI). Porém, como estou passando por alguns probleminhas pessoais, além do desânimo ter batido com força, não dei continuidade ao enredo, estacionando a escrita no capítulo 21. De qualquer forma, deixarei aqui um trecho do capítulo 3, que leva como título: "Prazer, Sou Lúcifer". P.S: Texto sem revisão final. Capa provisória.


 Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã preocupar-se-á consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal. — citei a ela o Evangelho de Mateus 6,34. 

De início, ela fingiu não se importar com minha presença. Contudo, instantes depois, rebateu: 

 Sendo dia ou noite, com você ao meu lado, o mal nunca bastará.  desafiou-me com palavras. 

Não fiquei surpreso com sua resposta, pois era nítida sua aversão a mim. Gostei de presenciar sua coragem, numa esquina agitada qualquer, em plena madrugada, na maior cidade do Brasil. 

 O que você quer de mim?  perguntou encarando-me. 

Desta vez eu sabia que teria que ser mais maleável, caso quisesse ela por perto. Entretanto, não me contive com as palavras. 

 Não acho uma boa ideia uma dama como você sozinha, na calada da noite, à mercê de diabos mundanos.  ansiei por sua atenção. 

 Estar rodeada de diabos, mundanos ou não, parece que tornou-se minha sina.  declarou com tristeza no olhar. 

Fiquei meio perturbado com sua nítida tristeza. Logo, perguntei: 

 Não lhe agrada saber que está sob a proteção de Lúcifer?  desferi do meu sarcasmo. 

Ela deu um passo para trás, e fitando-me com receio, bradou: 

 Pelo que aprendi, Lúcifer nunca será a melhor companhia. No entanto, acho que preferia a proteção dele do que você ao meu lado. 

Sorri de canto. Na verdade, senti vontade de mostrar-lhe a minha verdadeira face, a mesma face que outrora perpetuava de forma assustadora perturbando a vida de muitos. 

 Cuidado com o que desejas... Às vezes o diabo pode atender ao seu chamado.  por mais uma vez usei do meu sarcasmo. 

 Bom, se ele atender ao meu chamado, agradecerei, pois terei a oportunidade de pedir para que ele o leve para bem longe de mim.  ela rebateu sem hesitar. 

Dei uma singela risada com suas últimas palavras. Ela sequer sabia o quão próxima do diabo estava. Eu queria tombar o seu castelo em rudes golpes; eu ansiava em fazer dela mais um de meus fiéis escravos. 

— E se eu lhe disser que sou Lúcifer, o seu súdito.  encarei-a dentro dos olhos. 

Ela gargalhou, para logo em seguida dizer: 

 Seria muito estranho saber que Lúcifer fica pelas ruas citando provérbios bíblicos. Aliás, sei que você se chama Lucius, e pela proximidade do nome e também pela maldade que cometeu com aquela outra garçonete, acredito que você tenha algum parentesco com ele.  disse, com os olhos arregalados. 

Era entorpecedor ter uma pobre alma mortal desafiando-me sem restrições. Em outra situação, ou seja, sem interesse algum, já teria agido de forma diferente, levando-a para o meu reino. Contudo, algo nela me enternecia, deixando-me de forma nada favorável, livrando-a de todo mal. 

 Parece que estou defronte a uma pedra preciosa, Santa e conhecedora da palavra. Será que não és mesmo uma virgem, ó doce Ágata?  incitei-a a continuar o nosso diálogo. 

Às vezes eu me deparava com humanos de pouca fé em minha existência. Era neste momento que eu os despertava de tamanho disparate. Aqueles envoltos num consenso blasfêmico, me deixava em perturbante delírio; uma convicção verdadeira e definida, que se enraizava com grande repulsa e também como manifesto de ódio. No entanto, ter aquela que me despertava total interesse tendo tão pouca fé em mim, era como um bálsamo. 

 Sou católica praticante desde sempre! Acredito em Deus com todo meu coração, e apesar de minhas falhas, tento andar sempre ao seu lado. Sobre minha vida pessoal ou sexual, não tenho nada a lhe dizer, pois isto não te interessa.  bradou com odiosidade. 

Eu estava entorpecido com sua bravura, e por um curto intervalo de tempo, tive que me deter. Em verdade, eu queria levar nosso diálogo para outra direção... Uma direção que ela tomaria com espanto. 

 Aí que você se engana, minha cara! Além do mais, acho um desperdício tanto apreço pelo Ser Divino Maior, pois como bem acabou de dizer, és propícia a falhas. Portanto, acho que o Inferno já pode preparar o seu trono, quem sabe não reinarás por lá? Satanás é um bom jogador e pode trazer-lhe para o outro lado. 

Indignada e ao mesmo tempo assustada, deu dois passos para trás, afastando-se. Tentei uma nova aproximação, porém, ela se desviou. 

 Você é um louco!  disse em alto e bom som. 

 Louco não, apenas realista com os fatos! Prazer, sou Lúcifer.  aproximei-me e segurei sua mão esquerda, erguendo-a e beijando-a com querer  Ou Lucius se preferir. A propósito, para os mais chegados sou Luc.  apresentei-me dizendo a verdade. 

E por um átimo de segundo, pensei que ela seria tão recíproca quanto eu, mostrando toda sua verdade, deixando-me numa estrada com destino certo, onde anjos e demônios buscam o seu lugar ao sol, pois por mais que o mal perdure em escuridão, existe aquela outra metade que anseia por uma fresta de luz. 

[Redenção, Capítulo 3]

16 de nov de 2016

[Pré-venda]: Por trás da seriedade — de Lilly Belmount

Começou a pré-venda de "Por trás da seriedade", da moréca Lilly Belmount. Eu preciso mesmo dizer que me apaixonei de cara por essa linda capa, título e sinopse? Lembrando que a capa foi feita por uma das capistas que mais amo, ou seja, a Marina Avila. Confira agora a sinopse do livro. Deixarei também abaixo o link para adquirir a obra. 


Sinopse: O que é um amor puro e verdadeiro? É ser sincero ao estar ao lado de quem se ama profundamente? É mudar por ele na esperança de tornar o seu mundo mais colorido? Amar é arriscar tudo para fazer alguém feliz. Jared e Cindy, com certeza, se amam. Mas será que isso é o bastante? Para descobrir, eles terão que ultrapassar muitos obstáculos. Juntos, eles descobrirão que estar ao lado de quem se ama pode ser uma grande aventura para se autodescobrir e que o amor tudo pode superar.



✔ Adquira o livro na pré-venda, clicando AQUI.

15 de nov de 2016

[Falando em]: Paganus (Livro 1) — de Simone O. Marques

por mais uma vez trago o meu parecer de uma obra fantástica. Este é o segundo livro da Simone O. Marques que leio, e pela segunda vez, encantei-me. Antes de qualquer coisa, quero agradecer a autora por ter me enviado essa maravilha. Trata-se de uma trilogiaAgora convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e resenha de — Paganus, Saga As Filhas de Dana , uma publicação da editora Alfabeto.



Sinopse: Portugal, 1673. Chamadas de bruxas pela inquisição, três gerações de mulheres celtas terão que deixar tudo o que conhecem para trás e fugir em busca de um lugar onde possam viver suas crenças livremente e encontrarão um caminho repleto de pedras e flores. O nascimento de uma criança, uma missão, um grande amor, histórias que se cruzarão de encontro ao destino em uma desconhecida terra nova, chamada Brasil. Para a Igreja, eram bruxas. Para a Grande Mãe, suas herdeiras. Para os homens, sua perdição...





"Porque um coração enfeitiçado é um bem-dado" 


Envolvente! 
Surpreendente! 
Maravilhoso!

Lisboa, 1660 - 1670
Diogo e Douglas são irmãos gêmeos, filhos de Dom Mário Couto e Eugênia. Aos 8 anos a mãe vem a falecer, deixando a todos entristecidos. O marido, por sua vez, além de triste se revolta. Ele torna-se ainda mais amargo e por tempos enfrenta uma depressão.  Os garotos, apesar de aparentemente iguais, são completamente diferentes em anseios e atitudes: Diogo, assim como a mãe, sempre fora provido de um bom coração, o que causava algumas lutas corporais com o irmão Douglas, além de certa insatisfação por parte do pai. Ambos foram criados pela tia e madrinha, Carlota. Porém, ao completarem 18 anos, são destinados a seguir ao lado do pai para caçar pagãos... Algo que Diogo não concorda, mas que acaba por fazer. 

Diogo beijou a testa da tia, respirou fundo e virou as costas saindo em direção ao cavalo que o esperava. Ele não queria deixar a corte, não queria caçar hereges ou queimar bruxas, mas não havia escolha para um filho de Dom Couto. Com o coração despedaçado, Diogo seguiu o pai rumo a uma vila no meio do nada, rumo a um futuro nebuloso. Em um breve olhar para trás ele viu Carlota na varanda. Ela acenava para ele com um lenço branco... (Livro: Paganus, Pág.23)

Gleide é mãe de Adele, uma jovem linda que está esperando o seu primeiro filho, concebido também pelo jovem Alan. Todos moram em uma aldeia, no meio da floresta. A propósito, eles não são cristãos e cultuam a mãe natureza como Deus. Sendo assim, são considerados pagãos , e quando a aldeia é invadida pelos filhos de Dom Mário, a fim de caçar os hereges, Diogo informa Gleide sobre a intenção de ataque, alertando-a para que avise a todos. E no dia do ataque, algo terrível acontece: muitos não se confessam cristãos e são castigados. Diogo fica ao lado de Gleide e Adele, amparando-as da morte, o que já não consegue com Alan (pai do filho de Adele). Os três fogem para a mata e se escondem em uma caverna, onde Adele dá a luz a uma linda menina, chamada Daniele. 

 Somos pagãs sim! Talvez até essas bruxas de que nos apelidaram... Tu és um cristão! Teu Deus não tolera os nossos! Deves ficar entre os teus! És rico! Um nobre! Não podes embrenhar-te pelas matas conosco! A natureza é nossa Deusa. Com ela falamos e ela nos atende.  Gleide viu o rapaz respirar profundamente antes de erguer os olhos em sua direção. Havia um brilho especial naqueles olhos escuros que a intrigou. (Livro: Paganus, Pág.61)

Diogo deixa a corte e se embrenha em uma nova vida, ao lado de Gleide, Adele e Daniele. Desta forma sente-se feliz, além de se apaixonar por Adele, assumindo um romance com a mesma e também fazendo de Daniele sua filha. E por tempos eles fogem de uma aldeia para outra, fingindo-se cristãos, para não serem queimados pela fogueira da inquisição. Porém, mesmo sendo cuidadosos, são descobertos: Adele é capturada e sofre horrores nas mãos de Douglas (irmão de Diogo). Sendo assim, Diogo planeja o resgate, levando em consideração o fato de ambos serem idênticos e tirando vantagem sobre isso. 

Diogo se aproximou e empurrou o irmão fazendo-o cair de costas e apoiou o joelho sobre seu peito. Depois puxou a adaga, retirando-a. Seu olhar era frio, enquanto nos olhos de seu irmão, via o desespero e a agonia... Os irmãos que sempre lutaram para não serem iguais, naquele momento, compartilhavam sentimentos que lhes rasgavam a alma. (Livro: Paganus, Pág.155) 

Agora cesso os meus comentários para não soltar spoilers.  


E pela segunda vez perco o fôlego com um enredo da Simone O. Marques, uma sensacional criadora de enredos à la ficção/fantasia. Eu inicie essa leitura já fazendo ideia do que encontraria, mas como a autora é muito inteligente e sabe construir uma trama como ninguém, novamente fui pega pelo coração. Em Paganus viajei para um outro mundo, mundo este que a autora conduziu de forma entorpecedora. A propósito, o que revelei na resenha é pouco diante do conteúdo, pois depois de tudo que falei, acontecem muitas outras coisas: entram novos e importantíssimos personagens, especialmente Antônio, por quem me apaixonei. S2 

Afirmo que Gleide (a bruxa mor) não me desceu, apesar de suas boas intenções. Mas Adele e Diogo me arrebataram, mesmo depois de... Ah, deixa eu me calar para não soltar spoiler. E quando o enredo finca uma adaga em meu coração, eis um novo casal para fazer o meu miocárdio palpitar de forma descompassada. Em Paganus encontrei de tudo um pouco: romance, drama, suspense, magia, e acima de tudo, um conteúdo com conteúdo. O final foi magnífico e me deixou com um gostão de quero mais. Agora me encontro assim, louca para conferir o livro 2 (que é ambientado no Brasil), além do livro 3. 

O enredo é narrado em terceira pessoa, com diálogos um pouco rebuscados (algo que amo!), porém de fácil compreensão; a diagramação é linda, com espaçamentos e fontes na medida certa, envolta em papel pólen (o amarelinho), levando no início de cada capítulo a imagem da capa, e nas outras páginas (nas laterais), folhas esvoaçando pelos ares; sua capa é maravilhosa, estampando Adele, personagem de suma importância na trama. Por fim, para quem curte um enredo envolvente e bem escrito, eis essa deliciosa pedida. Eu finalizo essa resenha com a máxima:  Eu leio até mesmo a lista de compras da Simone O. Marques. \o



Livro: Paganus, Saga As Filhas de Dana (Livro 1)
Autora: Simone O. Marques
Gênero: Romance/Fantasia
Editora: Alfabeto
Ano: 2015
Páginas: 320

[Música]: Pais e Filhos — Legião Urbana

Eu nem preciso reafirmar o quanto amo essa banda, não é mesmo? Pois bem, sempre achei essa canção refletiva e de fundo emocional sem igual, e por tantas vezes imaginei uma história dela. Foi quando me deparei com esse vídeo lindamente editado, e não pude deixar de postá-lo aqui. Confiram:

Via canal no youtube: Cantinho da Luh

8 de nov de 2016

[MIXTAPE]: 46

Tempos atrás eu apresentei aqui no blog essa plataforma sensacional de música. Agora deixo o meu TAPE FAVORITO, ou seja, o TAPE 46. Dê o play! Vem junto conferir. \o
 

01 - Love Me Two Times (The Doors Cover) - Aerosmith 
02 - And I Love Her - Paul McCartney 
03 - Roxanne - Sting 
04 - Let's Go Bed - The Cure 
05 - Layla - Eric Clapton 
06 - Black - Pearl Jam 
07 - Plush - Stone Temple Pilots 
08 - The Dead Heart - Midnight Oil 
09 - About A Girl - Nirvana 
10 - Linger - The Cranberries 
11 - Would - Alice In Chains 
12 - One Headlight - The Wallflowers 
13 - King Of Pain - Alanis Morissette 
14 - Selling the drama - Live

7 de nov de 2016

[Fábula]: A coruja e a águia

Coruja e águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes. 
 Basta de guerra  disse a coruja. O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra. 
 Perfeitamente  respondeu a águia.  Também eu não quero outra coisa. 
 Nesse caso combinemos isso: de ora em diante não comerás nunca os meus filhotes. 
 Muito bem. Mas como vou distinguir os teus filhotes? 
 Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheio de uma graça especial que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus. 
 Está feito!  concluiu a águia. Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto. 
 Horríveis bichos!  disse ela. Vê-se logo que não são os filhos da coruja. 
E comeu-os. 
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves. 
 Quê?  disse esta, admirada. Eram teus filhos aqueles monstreguinhos? Pois, olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste... 

MORAL: Quem o feio ama, bonito lhe parece. 

6 de nov de 2016

[Dicas de Leitura]: Romances de Época

Já faz algum tempo que trago mais dicas de nacionais do que internacionais, né? E o motivo disso é que estou sendo presenteada mais com nacionais, algo que muito me alegra. \o/ Contudo, agora apresento-lhes três dicas de romances de época internacionais, ambos me marcaram em totalidade, deixando-me completamente apaixonada: O Príncipe dos Canalhas e Jogos do Prazer seguem mais a linha romance/hot; já Orgulho e Preconceito é um clássico recheado de drama/romance. Vem junto conferir as resenhas dessas MARAVILHAS. S2

(clique em cima da imagem para maior resolução)

**Clique em cima do título, para conferir a resenha:

NÃO CONTE NADA A NINGUÉM E SEJA FELIZ!

Que as grandes fortunas foram feitas em silêncio e a velha guarda dos bilionários às vezes é flagrada até viajando numa classe econômica. Não sei porquê, mas boa parte dos homens mais ricos que conheci tinham a camisa meio surrada e, quando tinham avião, sempre era em sociedade com amigos. E jamais entraram numa Ferrari ou sabem o que é um camarote de boate. A não ser que tenham sociedade na boate, é claro. 

Um dia, perguntei a um poderoso amigo Francês por que os ricos de sua terra eram discretíssimos em relação à dinheiro, a ponto de jamais tocar no assunto e levar uma vida de classe média. 

Num surto de sinceridade, meu amigo, cujas filhas só ficaram sabendo aos 30 anos que o pai tinha um avião, disse: "Tão perigosa quanto a inveja é a capacidade de o ser humano achar que chegou ao topo. Quando ele acha que pode tudo, começa o fim.” [Bruno Astuto para a GQ Brasil de dezembro, n.º 33 – Edição Especial Men Of The Year

Minha avó já dizia, contra a inveja, o silêncio. Ninguém precisa saber da sua vida, das suas conquistas, dos caminhos que pretende seguir, dos tombos, fracassos, enfim, da sua rotina. Você não deve explicação à ninguém. 

Não precisa sair por ai gritando a felicidade ou reclamando no facebook, viver a sua vida, já está de bom tamanho. Ninguém é feliz e tão bem sucedido como no facebook. 

Você não precisa fazer propaganda da sua vida em uma rede social para dizer que é melhor do quê o outro. Ninguém é melhor do quê ninguém, o dinheiro faz (de conta) que umas pessoas são melhores que as outras, quanto engano. 

Uma meta para 2016: Ficar mais em silêncio. Tenho à péssima mania de contar algumas conquistas e coisas bacanas para os outros. Mesmo sendo bem seletiva, descobri como poucas que a inveja não tem nome ou sobrenome, vem de quem a gente menos imagina. 

Além do silêncio, a outra meta é fazer coisas acontecerem, sem ninguém perceber. Como já disse e repito, não conte a sua vida para ninguém e verá como sera feliz. 

É Bruno Astuto, se tem uma frase que marcou a minha vida e vai ser levada à risca agora em diante é essa: 
Tão perigosa quanto a inveja é a capacidade de o ser humano achar que chegou ao topo. Quando ele acha que pode tudo, começa o fim.
Desejos para 2016? Pés no chão, boca fechada, olhar para frente e coração-bussola. Se a gente tem isso e saúde, não há mal que sempre vença. Que o bem prevaleça. Amém! 

Por: Juliana Manzato 
Via: O segredo

[Saúde]: AQUI TEM REMÉDIO

Eu descobri esse aplicativo dias atrás. A propósito, já consegui localizar alguns postos de distribuições de alguns medicamentos. No entanto, a maioria das buscas leva como mensagem: "Medicamento em processo de compra pela Prefeitura de São Paulo". De qualquer forma, fica a dica para quem mora aqui na terra da garoa, ou seja, em São Paulo.

 

2 de nov de 2016

[Brandi Carlile]: The Story

(...) eu não me canso de ouvir essa poesia. S2



"Eu escalei os topos das montanhas 
Nadei através de todo o oceano azul 
Atravessei todas as linhas e quebrei todas as regras 
Mas querido, eu quebrei todas por você 
Porque mesmo quando eu estava destroçada 
Você me faz sentir como um milhão de dólares 
Sim, você faz! E eu fui feita para você" 


✔ Confira a tradução da canção, clicando AQUI.

[Falando em]: De Repente Nós — Contos de Amor

Hoje apresento-lhes a resenha de uma antologia de amor que ganhou o meu coração. A propósito, tenho que agradecer a amiga e parceira Fernanda Braga, pois foi ela que me presenteou com essa fofura (P.S: Obrigada e Parabéns, Fer! S2). Aliás, o conto dela foi um dos que muito AMEI. Além disso, tive uma grata surpresa de poder conferir outros tantos contos lindos. Confiram a sinopse e resenha de "De Repente Nós - Contos de Amor", uma publicação da editora Andross.




Sinopse: Há quem espere a vida inteira pelo seu amor, e desiste de esperar. Há também aqueles que são convictos em viver casados consigo mesmos. Em ambos os casos, o destino (ou o acaso) faz uma reviravolta e, de repente, o eu vira nós, sem mais nem menos. Pode ser para sempre ou eterno enquanto dure. Mas enquanto os dois estão amarrados um no outro é difícil desatar esse nó que só o amor pode proporcionar.





"Porque amar é estar entre nós"


Doce! 
Encantador! 
Uma grata surpresa!


Quem me conhece sabe que não sou muito fã de antologias. Afinal, quando começo a me apegar num conto/personagens, ele se acaba. Eis o único motivo de eu não me enveredar tanto em antologias, independente do gênero. No entanto, acho atraente a ideia de ler algo em curto prazo de tempo. O problema é que eu não tive muita sorte com as últimas antologias que li  e, por esse motivo, fico com o pé atrás. Contudo, desta vez a história foi outra... Eu me senti satisfeita com o resultado desse conjunto de historietas adornadas em coração: todas falando de amor, ou melhor, de várias formas de amor. 

Eu notei que o organizador, tão bem como os participantes, entenderam o propósito da antologia. É aí que entra a 'grata surpresa'. Mas como se trata de contos, não há como estender essa resenha. Desta forma, deixarei três quotes de contos que eu muito curti. \o Lembrando que fiquei apaixonada pelo conteúdo em totalidade. S2

Fechei meus olhos e cantei. Cantei  com todo o sentimento que havia dentro de mim. Durante aqueles poucos segundos, eu fui outra garota. Uma garota mais corajosa, com mais atitude, uma garota que não se escondia atrás de suas histórias.
E quando eu abri meus olhos, vi que todos os meus colegas estavam mudos e me encaravam. Novamente procurei pela cratera, sem encontrá-la. E quando levantei meus olhos, me deparei com aqueles que fariam meu mundo parar de girar e meu coração saltar do meu corpo. (Conto: Um Anjo Em Minha Vida, de Fernanda Braga)

Pé ante pé, seguiu até a árvore. Com o coração disparado sentiu aquelas mesmas mãos arrumando seus cabelos bagunçados atrás das orelhas. Era ele! De Verdade! Fechou os olhos para sentir novamente aquele beijo, pelo qual tanto esperou. Foram três anos que mais pareciam uma eternidade. (Conto: Affonso, de Nana Grilli) 
 Este livro... está em Braille?! 
 Sim.
 Então quer dizer que...
 Sim. Eu entendo como você vive. Porque eu também estava na escuridão até te conhecer.
Emocionada, eu o abracei e ele retribuiu. Depois nos beijamos.
Aquela casa de portas abertas e sem luz agora tinha uma pessoa com quem eu poderia viver.
Já não estava sozinha. (Conto: O Amor É Cego, de Davi Paiva)  

Por se tratar de uma antologia, há contos narrados em primeira e terceira pessoa, todos de fácil compreensão; sua diagramação é simples, com fontes e espaçamentos em excelentes medidas, adornados em papel offset; sua capa é linda de viver, estampando um nó em formato de coração. Por fim: para quem curte uma antologia adornada em coração, eis essa linda pedida. Eu mega amei! \o


Livro: De Repente Nós  Contos de Amor
Organizador: Leandro Schulai
Gênero: Antologia/Romance
Editora: Andross
Ano: 2015
Páginas: 304

1 de nov de 2016

Falando em loucura...

Dentre todas as síndromes, a do Macaco Louco é a mais absurda. Ela induz o doente  nesse caso, mental , a gritar, principalmente quando comete atos criminosos, "ó, estou sendo oprimido" para que ativistas, ainda mais insanos, venham em seu socorro e tentem intervir no cumprimento da lei. (by Clayton De La Vie)
 

O céu é de Rock — por Simone Pesci

Naquela tarde, fiquei por horas admirando a estupenda imensidão azul. Por vezes permaneci imaginando o motivo de ainda não fazer parte dela. E num lampejo de não-lucidez, quando estava a mercê da minha loucura, viajei em pensamentos. Foi quando me deparei dentro de um céu bem particular, onde não haviam sinos e anjos. Aquele era um "céu de rock", onde os meus ídolos, aqueles que ainda impulsionam o meu coração, me chamaram para juntar-se a Eles. 

Apesar de feliz e honrada pela oportunidade, senti um desconforto. No entanto, envolta numa coragem que estava adormecida, sentei-me ao lado Deles. E por pouco não sucumbi, implorando até mesmo o inferno. Eles, por outro lado, conseguiram sentir o meu nervosismo... E acabaram por ficar tão nervosos quanto eu. Ficamos nos observando por minutos a fio, numa análise intensa. E depois de um tempo em profundo silêncio, Renato falou:

 É a verdade o que assombra, o descaso que condena, a estupidez o que destrói...

Fiquei embasbacada com suas palavras, mas, no fundo, sabia que elas faziam sentido: a verdade sempre me assombrava, levando-me ao descaso que me condenava a tomar atitudes estúpidas e destruidoras. Porém, alguns resultados não era de todo mal. E sem hesitar, quebrei o desconforto que me dominava e embrenhei-me em continuar com o dedo de prosa.

 Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que os seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém...  rebati com uma de suas letras. 

Ele encarou-me de forma intensa, deixando-me desconcertada. Por um instante pensei que ele rebateria com um longo texto adornado em poesia. Contudo, ele apenas sorriu de canto e chegou mais perto, beijando-me na testa. 

 Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu.  disse ele, voltando a sentar-se no lugar de antes.

De imediato compreendi a mensagem, e de certa forma, me senti em paz. Apesar da minha estranha e obscura particularidade, eu sabia amar. Continuei ao lado Deles, insegura com o que viria a seguir... E antes mesmo de dizer algo, ouvi outra voz conhecida... 

 Acho que ser natural e sincero é o que realmente importa.  disse Fred, esboçando um sorriso carregado de sinceridade.

E novamente senti-me em paz. E apesar de estar envolta em tormentos, ainda prezava por sinceridade e naturalidade. E sem medir as palavras, fitei seus intensos olhos e respondi com uma de suas frases:

 É tão real esse sentimento de faz de conta. We are the champions, my friends exprimi, encarando a todos.

Todos sorriram brandamente, como se compreendessem a minha resposta. Por um ínfimo e mágico instante, continuamos em silêncio, apenas nos observando. Foi quando, repentinamente, Janis balbuciou: 

 Cry baby, cry baby...  ela aproximou-se e tocou a minha cabeça.

E sem vergonha alguma, caí em pranto profundo. E por tempo indeterminado, chorei o refrão da sua canção. E com os olhos marejados, respondi:

— Honey, welcome back home! 

Notei que todos me encararam com preocupação, devido o peso do que eu acabara de dizer. Afinal, eu não estava de volta ao lar, pois ainda fazia parte da selva de pedra. Foi quando Kurt se aproximou e sentou-se ao meu lado, segurando a minha mão direita, erguendo o meu queixo e fazendo com que os nossos olhos se encontrassem. Em seguida, disse:

 A cada dia todos nós passamos pelo céu e pelo inferno!

Ele beijou-me no rosto com carinho, e vertiginosamente afastou-se. Porém, até que eu me despedisse, continuou a me observar com carinho. 

Fiquei por mais algumas horas ao lado Deles: tivemos estranhos momentos silenciosos, outros tantos compartilhados em sabores e dissabores. Eu não queria voltar, mas sabia que por lá não poderia continuar. E com o coração já saudoso, abracei a todos de uma só vez e me despedi dizendo:

 Obrigada! Paz, Amor e Empatia!

Texto por: Simone Pesci
Imagem via: Vírgula/UOL

31/10 — Dia Nacional da Poesia

Foi ontem, mas tá valendo! Afinal, o que seria de nós sem poesia. S2