27 de fev de 2017

[Falando em]: O Pequeno Príncipe — de Antoine De Saint-Exupéry

Eu baixei esse PDF tempos atrás, através do "Projeto Democratização da Leitura", que faz parte da ABDR, ou seja, a "Associação Brasileira de Direitos Reprográficos" (para conferir o site da associação, clique AQUI). Por incrível que pareça, eu ainda não havia desfrutado dessa leituraConfira agora a sinopse, trailer da animação adaptada/adquirida pela Paris Filmes (em 2015), e o meu parecer de "O Pequeno Príncipe", clássico de 1940, escrito pelo francês Antoine De Saint-Exupéry, nessa edição pela editora Agir.


Sinopse: Livro de criança? Com certeza. Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi. Como explicar a adoção deste livro por povos tão variados, em tantos países de todos os continentes? Como explicar que ele seja lido sempre por tanto milhões e milhões de pessoas? Como explicar a atualidade deste livro traduzido em oitenta línguas diferentes? Como compreender que uma história aparentemente tão ingênua seja comovente para tantas pessoas? O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino.





"Porque o essencial é invisível aos olhos" 





Uma fábula transformada em parábola! 

A história é narrada por um piloto de avião que acabara de sofrer uma pane, pousando no deserto e empenhado em consertar a aeronave. O que ele não contava é que ficaria de cara com um principezinho com cabelos cor de trigo, que lhe pediu para que desenhasse um carneiro, o que ele atendeu de prontidão, dando início a uma verdadeira amizade.
Gostaria de ter começado esta história à moda dos contos de fada. Teria gostado de dizer: “Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta pouco maior que ele, e que tinha necessidade de um amigo...” Para aqueles que compreendem a vida, isto pareceria sem dúvida muito mais verdadeiro. (Livro: O Pequeno Príncipe, Pág.9)
O piloto descobrira que o pequeno príncipe veio de um planeta pequeno e distante, com dois vulcões que lhe serviam como fogão, além de uma linda rosa, a qual o principezinho muito gostava e que, por alguns questionamentos entre eles, o fez seguir viagem para outros planetas. 
— É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! (Livro: O Pequeno Príncipe, Pág. 18)
O principezinho acaba por viajar por muitos planetas e asteroides, visitando, por fim, o planeta Terra, refletindo sobre tudo que conhecera e levando consigo muitos aprendizados.
 Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. (Livro: O Pequeno Príncipe, Pág. 38)
Vamos lá... 
Eu não sei ao certo como me expressar nessa resenha, sempre tive curiosidade em ler este livro, e, de certa forma, foi uma boa surpresa. Porém, não foi impactante como eu imaginava que seria. Eu sabia que era um texto de reflexão e ensinamentos, o que até me agrada, mas não esperava que fosse tão refletivo. Eu achei a proposta sensacional e gostei muito do que o enredo passa para o leitor, mesmo com suas frases de efeito em excesso, algo que não curto muito. E aviso... A pessoa que se enveredar nessa leitura, tem que ser provida de coração e entendimento, pois não é uma leitura como qualquer outra. 

Trata-se de uma fábula transformada em parábola, onde seu contexto se reflete em ensinamentos. Fiquei feliz por meus professores não terem dado essa obra como lição de casa, pois creio que para uma criança seja mais difícil compreendê-la, ainda mais nos dias atuais, onde a interpretação de texto é uma faca de dois gumes e o mágico pode tornar-se um pesadelo. E confesso... Eu gostei muito mais do trailer com a animação do que a obra em si. Isso não quer dizer que eu não tenha gostado do livro, mas sim que ele não me tocou com tanto fervor. Eu li a obra em poucos minutos, pois ela é bem curtinha. Por fim, é um belo texto de reflexão. E para quem curte o estilo, vale a pena conferir. 

O enredo é intercalado em primeira e terceira pessoa, com narrativa e diálogos simples, porém que precisa de um pouco mais de atenção (e coração) para compreendê-lo; a diagramação está com fontes grandes e espaçamentos bons, além de ilustrações em aquarelas e coloridas, feitas pelo pelo próprio autor; e a capa estampa o tão irreal principezinho.


Livro: O Pequeno Príncipe
Autor: Antoine De Saint-Exupéry
Gênero: Juvenil
Editora: Agir
Ano: 2015
Páginas: 48

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