22 de jul de 2017

[Falando em]: O Segredo dos Becker — de Alane Brito

A autora Alane Brito é a mais recente parceira aqui do blog. A propósito, já resenhei duas de suas obras (para conferir clique AQUI e AQUI). O meu primeiro contato com um de seus textos fez-me fã incondicional de suas histórias. Afinal de contas, ela bem sabe como prender e triturar o coração de um leitor. 💘💘💘 Agradeço a autora pelo envio do livro e convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e o meu parecer do seu novo lançamento  O Segredo dos Becker , um suspense intrigante publicado pela editora Arwen.




Sinopse: Sarah sempre acreditou que os pais mantinham Michael isolado do mundo para o seu próprio bem. Até que estranhos acontecimentos começam a perturbá-la e mostrar evidências que a levam a descobrir um passado sombrio, envolvendo seus pais e a verdadeira história por trás do sequestro de Mike. Com a ajuda das únicas pessoas em que pode confiar, ela embarcará em uma investigação perigosa e cheia de mistérios. Em O Segredo dos Becker, nada é o que parece e somos levados a uma trama complexa, onde cada passo em falso pode resultar em uma queda brusca. E você, está preparado para desvendar esse segredo? 





"Cale-se! E encare as consequências..." 





Um enredo enigmático!

A trama é dividida em duas partes: a primeira inicia-se com Sarah narrando os dias da Família Becker, no ano de 1975. A morte do irmão de dois anos, Richard, fez com que os pais cometessem um desatino, mudando-se para Sunshine Town (em Iowa), um lugar com pouco mais de 5.000 habitantes. Margaret e Benjamin Becker, ou seja, os pais de Sarah, vivem afastados de todos, causando estranheza aos olhos alheios, devido a esconderem um grande segredo.
Bom... cresci assim, tendo que aceitar que uma das pessoas que eu mais amava não existia para o resto do mundo. Temia tanto perdê-lo que fiz tudo o que meus pais orientaram para mantê-lo escondido. Então, um dia, percebi que eles não escondiam a verdade apenas das outras pessoas. Eles a escondiam de mim também. (Livro: O Segredo dos Becker, Pág.19)

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Passaram-se dezesseis anos e a família ainda reside de forma reclusa, em Sunshine Town. Sarah é impedida de levar qualquer pessoa em casa, e tem amizade com Florence, sua melhor amiga, e Noah, um novo aluno por quem pensa estar apaixonada. O grande segredo da família continua oculto: ele se Michael (ou Mike), tem dezessete anos e sobrevive trancado dentro de um quarto. 
 Penso tanto em você...  ele continuou, o que me fez parar e voltar-me em sua direção.  Quando ele está me batendo penso em você. Lembro-me das ameaças e me sinto mais forte, entende? Porque, enquanto eu resistir, estará livre, por isso tenho que suportar, Sarah, por sua causa. (Livro: O Segredo dos Becker, Pág.216)
Benjamin (ou Ben), o pai de Sarah, sofre de psicose maníaco depressiva, o que faz com que tenha uma amizade restrita com apenas dois amigos, companheiros de caça. Por todos esses anos deixara Mike enclausurado, além de torturá-lo. A mãe, Margaret, é cúmplice e submissa ao marido, e ambos conseguem convencer a filha e Mike que o resgataram para que sobrevivesse dos maus-tratos dos pais biológicos. Também deixaram claro de que eles não são irmãos. Sarah confidencia aos amigos o acontecido, além de se dar conta de que ama Mike  e, aos poucos, descobre verdades obscuras. 
Ele mal fechou a boca e ouvimos um assobio. Fizemos silêncio, atentos. Senti um arrepio na nunca quando reconheci a melodia da música que meu pai cantarolava constantemente. Um som familiar que antes para mim indicava a presença de uma pessoa querida, transformada no anúncio de uma sentença de morte. Ele queria que soubéssemos que estava por perto. (Livro: O Segredo dos Becker, Pág.335)
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Agora cesso os comentários para não soltar spoilers.

E, novamente, encantei-me com um texto da Alane. o/ Diferente de "O Trio" e "O que me disseram as flores", a autora deu vida a um suspense enigmático, daqueles que prende o leitor do início ao fim. Trata-se de um enredo envolvente e, ao mesmo tempo, forte. Eu não concordei com a passividade de Sarah, algo que fez com que eu não me apegasse a ela. Sei que a confiança e o medo torna a comodidade aceitável, mas confesso que senti vontade de entrar nas páginas, dar um chacoalhão nela e dizer: "Acorda, garota sonsa! Você precisa fazer algo!!!".

O Segredo dos Becker é uma trama instigante e muito bem amarrada, onde a protagonista relata até onde o ser humano pode ir com uma maldade?! Mike, a vítima, sofre horrores e, ainda assim, não deixa de acreditar em Deus. Ele tenta mostrar isso a Sarah, que é uma garota sem fé. Eu fiquei perdidamente apaixonada por Mike e Noah, que, a meu ver, foram os melhores da história , e acertei (antes da revelação), o motivo que levou os Becker a cometer tal desatino. Mesmo tendo AMADO A TRAMA, acho que ela arrastou-se em alguns momentos, algo que não interfere a leitura. A propósito, que final foi aquele?! Alane Brito, isso não se faz!!! Eu, particularmente, ainda estou angustiada, além de louca para conferir a continuação. o/

O livro é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com espaçamentos na medida certa, porém a fonte para leitura está em tamanho pequeno (algo que dificultou um pouco a leitura), adornado em papel pólen off-white (o amarelo mais claro); e a capa é linda, estampando Sarah  digamos assim  em apuros. Por fim, para quem curte um excelente suspense, eis essa excepcional pedida. 💘💘💘


Livro: O Segredo dos Becker
Autora: Alane Brito
Gênero: Suspense
Editora: Arwen
Ano: 2017
Páginas: 366

15 de jul de 2017

↓↓↓ O LADO RUIM DE GOSTAR DE LER ↓↓↓

Ao me deparar com uma página onde há encartes e animações em vídeo  diga-se de passagem  um tanto divertidos, resolvi compartilhar com vocês. Eu, particularmente, AMEI O CONTEÚDO... E certamente estarei visitando a página outras vezes. Agora apresento-lhes uma animação que mostra o lado ruim de gostar de ler. Vem junto conferir! o/


P.S: Alguém aí se identificou?!
Eu, definitivamente, SIM. o/ rs

[Por]: Pedro Leite
[Via]: Quadrinhos Ácidos

14 de jul de 2017

[Falando em]: O Jardim das Rosas Submersas — de Susy Ramone

Dias atrás recebi essa MARAVILHA, ou seja, o novo lançamento da minha amiga e parceira, Susy Ramone (P.S: Obrigada, Su!). 💘💘💘E, falando nisso, como fã incondicional, passei a leitura na frente. o/ A autora escreve o gênero terror/horror  e, a meu ver, é uma das melhores nessa categoria (para conferir resenhas de outros textos da Susy, clique AQUI, AQUI e AQUI). Agora convido a todos para conferir a sinopse e o meu parecer de "O Jardim das Rosas Submersas", uma publicação da editora Coerência


Sinopse: O Jardim das Rosas Submersas é belo à primeira vista e ao encantar-se com os diferentes tons de vermelho, o retorno à realidade não será tarefa simples. As pétalas luzidias e convidativas o transportarão a um universo repleto de criaturas fantásticas, onde fantasmas, lobisomens, vampiros, bruxas, anjos, demônios e uma infinidade de seres notáveis dividirão espaço com a mais sombria condição humana; a loucura. Este é um Jardim plantado pouco a pouco ao longo dos anos. Prepare-se para um grande passeio! Contemple as Rosas, colha-as se for da sua vontade. Tenha cautela, porém. Não se esqueça dos espinhos.


(clique em cima da imagem para maior resolução)


"Porque o espinho que se colhe, é da árvore que se planta..." 

Uma compilação aterrorizante!
Trata-se de uma coletânea de contos de terror/horror, onde o leitor ficará a mercê do sobrenatural e fantástico. Ao todo são 54 contos escritos entre 2004 e 2016, um registro com narrativas simples e, ao mesmo tempo, sofisticada. Deixarei abaixo cinco quotes de alguns contos que tanto gostei. o/
 Eu o amaldiçoo!  foi gritando enquanto era arrastada pelos soldados  Amaldiçoo tua família, todas as tuas gerações, amaldiçoo este lugar!  a voz foi sumindo conforme se afastavam e o restante da festa foi coberto por um clima nebuloso. (Livro: O Jardim das Rosas Submersas / Conto: O Senhor do Castelo)
De alguma forma, meus olhos foram abertos para enxergar o que realmente acontecia, e quando caiu a máscara da ilusão, vi que não somente Tiffany, mas todos os presentes eram hórridos mortos-vivos que se esfregavam uns aos outros desmanchando-se em carne putrefata. (Livro: O Jardim das Rosas Submersas / Conto: Hotel Califórnia)
Bem, ela não quer abrir os olhos, pois sabe que os verá. Os cadáveres frios e inertes que viola durante o dia ganham vida e perambulam pelo seu apartamento durante a noite. (Livro: O Jardim das Rosas Submersas / Conto: Rosas Rubras)
Lembrou-se da sua visita a Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas. O mesmo ar místico e sobrenatural aguçava a curiosidade do arqueólogo recém-formado. Estava pronto para analisar o minério e o seu arranjo circular. Parecia um cemitério indígena, mas ainda não tinha certeza. (Livro: O Jardim das Rosas Submersas / Conto: O Cemitério Maldito)
Branca de Neve percebeu que aquela inscrição na testa de seu monstro, se lida de trás para frente coincidentemente formava a palavra EVIL e não havia melhor palavra que pudesse expressar tudo o que ela havia se tornado. Nenhum sentimento de bondade restara nela, e a princípio, tudo que queria era se vingar daqueles que a maltrataram. (Livro: O Jardim das Rosas Submersas / Conto: Branca de Neve Evil)

(clique em cima das imagens para maior resolução)
 


Quem bem me conhece sabe que não sou muito fã de coletâneas/antologias, mesmo porque gosto de me envolver com o que estou lendo, o que se torna mais difícil tratando-se de contos. No entanto, com este livro, a autora conseguiu o inimaginável: estou ansiando por um livro de cada conto  rs. E isso já era de se esperar, pois sendo a Susy Ramone a autora, eu leio até mesmo a sua lista de compras. o/

O Jardim das Rosas Submersas é uma viagem obscura, onde o leitor ficará de frente com bruxas, lobos, anjos, demônios, vampiros, fantasmas, criaturas fantásticas, e, principalmente, versões  digamos assim  Dark de histórias infantis e cantigas de rodas. Além disso, há algo que chamou bastante minha atenção: alguns contos foram inspirados em canções e histórias já existentes, onde a autora originou de forma peculiar, isto é, do jeitinho aterrorizante que só ela sabe fazer. Eu, particularmente, me envolvi com todo conteúdo: é claro que alguns contos gostei mais, outros menos. Porém, incontestavelmente, AMEI TUDO QUE LI!!! 💘💘💘

Os contos são narrados em primeira e terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com fontes e espaçamentos em bom tamanho, levando consigo um toque artístico a cada início e final de capítulo, adornada em papel pólen off-white (o amarelinho mais claro); e a capa está linda, condizendo com o conteúdo  diga-se de passagem  um tanto sombria. Por fim, para os fãs do gênero, é um prato cheio. Arrisque-se viajar nesse jardim aterrorizante!!!


Livro: O Jardim das Rosas Submersas
Autora: Susy Ramone
Gênero: Contos de terror
Editora: Coerência
Ano: 2017
Páginas: 328

13 de jul de 2017

O Menestrel — William Shakespeare

"Um dia você aprende... 

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. 

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. 

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la… E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. 

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam… Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. 

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. 

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. 

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens… Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. 

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém… Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. 

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! 
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar." 

♥♥♥ Cartas reais para Deus — Escritas por crianças ♥♥♥

Minha amiga  Thainá Alves , marcou-me numa postagem onde crianças escrevem para Deus (traduzidas do original, em inglês). Não sei a fonte exata, mas não poderia deixar de postar esse misto de ingenuidade e verdade. Vem junto conferir! ♥♥♥

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1. Querido Deus, eu não pensava que laranja combinava com roxo até que eu vi o pôr-do-sol que Você fez terça-feira. Foi demais! (Eugene). 

2. Querido Deus, você queria mesmo que a girafa se parecesse assim ou foi um acidente? (Norma). 

3. Querido Deus, em vez de deixar as pessoas morrerem e ter que fazer outras novas, por que você não mantém aquelas que Você tem agora? (Jane). 

4. Querido Deus, quem desenha as linhas em volta dos países? (Nancy). 

5. Querido Deus, eu fui a um casamento e eles beijaram dentro da igreja. Tem algum problema com isso? (Neil). 

6. Querido Deus, obrigado pelo meu irmãozinho, mas eu orei por um cachorrinho. (Joyce). 

7. Querido Deus, choveu o tempo todo durante as nossas férias e como meu pai ficou zangado! Ele disse algumas coisas sobre você que as pessoas não deveriam dizer, mas eu espero que você não vá machucá-lo. (Seu amigo  mas eu não vou dizer quem eu sou). 

8. Querido Deus, por favor, me mande um Pônei. Eu nunca te pedi nada antes, Você pode checar. (Bruce). 

9. Querido Deus, eu quero ser igualzinho ao meu pai quando eu crescer, mas não com tanto cabelo no meu corpo. (Sam). 

10. Querido Deus, Eu penso em Você de vez em quando, mesmo quando não estou orando. (Elliott). 

11. Querido Deus, eu aposto que é muito difícil para você amar a todas as pessoas no mundo. Na nossa família só tem quatro pessoas e eu nunca consigo… (Nan). 

12. Querido Deus, de todas as pessoas que trabalharam para você, eu gosto mais de Noé e Davi. (Rob). 

13. Querido Deus, meus irmãos me falaram sobre nascer de novo, mas soa muito estranho. Eles estão só brincando, não é? (Marsha). 

14. Querido Deus, se Você olhar para mim na igreja domingo, eu vou te mostrar meus sapatos novos. (Mickey). 

15. Querido Deus, nós lemos que Thomas Edison fez a luz. Mas na escola dominical nós aprendemos que foi Você. Eu acho mesmo que ele roubou sua ideia. Sinceramente. (Donna). 

16. Querido Deus, eu não acho que alguém poderia ser um Deus melhor que Você. Bem, eu só quero que saiba que não estou dizendo isso porque Você já é Deus. (Charles). 

17. Querido Deus, talvez Caim e Abel não matassem tanto um ao outro se eles tivessem seu próprio quarto. Isso funciona com meu irmão. (Eddie).

10 de jul de 2017

↓↓↓ SWEET LITERATORTA ↓↓↓

Conversando via whatsApp com uma amiga, falei o quão abomino gente que me procura apenas quando precisa, e abomino ainda mais quem fica puxando o saco de quem está em evidência. Já deixei de ler, resenhar e até mesmo de seguir autores assim. O cenário literário nacional não mais me surpreende. Já participei de panelinhas e sinto-me envergonhada por isso. Vejo autores se autointitulando "APOIADORES DA LITERATURA NACIONAL", e sentada na minha cadeira, penso: "Quanta mentira! Se quiser algum apoio, terá de ser um bajulador". É claro que há exceções, e destas faço questão de estar por perto e aplaudir. Eventos literários e Bienais? Minha nossa! Tome um bom banho de sal grosso antes de atravessar os portões. Agora eu me pergunto: "Por que estou dizendo isso?". A resposta é simples: "Prefiro o anonimato de quem é de verdade do que a evidência de quem é de mentira."

Abraços literários,
Simone Pesci 

9 de jul de 2017

Vou te contar sobre o meu dia...

Você não perguntou como foi o meu dia, mas eu queria te contar mesmo assim. Não foi tão diferente dos outros dias, é verdade. Sei que não sou uma pessoa muito interessante, que sempre vai ter assunto em cima de assunto. Sou meio rotineiro, sem graça, mal feito. Eu sei. Mas em meio as pessoas vazias que encontrei hoje, percebi que eu, eu estava cheio de você. Não um cheio da forma estúpida da coisa, era um cheio de vontade, desejo, saudade. Umas três vezes eu quis estar com você. Tudo bem, foram umas cinco. Eu disse que não gostava daquele seu cantor favorito, mas me peguei ouvindo uma musica, só para lembrar de você, só para te trazer pra perto. Porque, você sabe, que estava longe. De mim, do meu cheiro, de nós. Segui em frente, continuei meus afazeres diários, minhas sentenças da vida. Vi um casal na rua, enquanto voltava pra casa, um deles falava: Você não tem medo de nada? E o outro respondeu: Tenho, de cobras. Eu não me contive, e respondi também, na minha mente, pensando em você: Tenho, de te perder. Cheguei no meu quarto, e não te vi na minha cama, já era esperado, sonhos são sonhos, que eu sempre tenho esperanças de se realizar. Quis te buscar, quis te ter, quis chorar, quis você. Mas você sabe, era só mais um dia qualquer, como os demais. Você não perguntou como foi o meu dia, mas eu quis te contar mesmo assim.” 

[Texto de]: Allax Garcia

[Falando em]: TALVEZ UM DIA — de Colleen Hoover

Meu coração ainda está batendo descompassado com essa leitura. A propósito, essa escritora consegue me entorpecer de forma inimaginável. Esse é o terceiro livro de sua autoria que leio (para conferir as resenhas de "O Lado Feio do Amor" e "Novembro 9", clique AQUI e AQUI). Eu ganhei essa lindeza da moreca Thainá Alves, do blog "Eu leio, e você?" (P.S: Obrigada, Iná!). 💘💘💘Agora convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e meu parecer sobre TALVEZ UM DIA, obra da autora Colleen Hoover, uma publicação da Galera Record.


Sinopse: Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex-melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.




"Porque, talvez um dia, o amor aconteça..." 

Um enredo maravilhoso! 💘💘💘

Sidney Blake é uma compositora em busca de independência. Ela divide o apartamento com sua amiga, Tori, e namora com Hunter. O que Sidney não contava é que durante dois anos estava sendo traída pela amiga e o namorado. E o mais trágico é que descobre isso no dia que está completando vinte e dois anos.

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Acabei de dar um soco na cara de uma garota. E não foi a de uma garota qualquer. Foi a da minha melhor amiga, com quem divido apartamento. Bem, cinco minutos depois, acho que devo chamá-la de ex-colega de apartamento. (Livro: Talvez Um Dia, Pág.9)
Ridge Lawnson tem vinte e quatro anos: ele é surdo/mudo e toca violão todas as noites. Namora com Maggie há cinco anos (que tem a mesma deficiência, porém não tão intensa), e mora no apartamento de frente com o de Sidney. Ridge está passando por um bloqueio criativo  e ao trocar uma mensagem (via celular) com Sidney, consegue ajuda para a letra de uma canção. É ele quem conta sobre a traição... E também é ele quem dá abrigo a ela, cedendo um quarto em seu apartamento, em troca de ajuda com o bloqueio. Warren (seu melhor amigo), e Bridgette (não tão amiga assim), também moram no apartamento.  
Eu: Só me prometa uma coisa: que nunca vai ser um Hunter e que eu nunca, jamais, serei uma Tori.
Ridge: Prometo. E isso é impossível, porque a gente tem muito mais talento que eles. (Livro: Talvez Um Dia, Pág.125)

O sentimento torna-se vigente, e mesmo comunicando-se apenas via celular e laptop, a conexão entre eles só aumenta, deixando-os numa sinuca de bico, principalmente tratando-se de Maggie. Afinal, como agir quando o coração se parte em dois, permitindo amar duas pessoas ao mesmo tempo?!


(clique em cima das imagens para maior resolução)
  
Ficamos assim por vários minutos, e me perco no modo que Ridge me envolve. Ele está me abraçando de um jeito que me faz vislumbrar como seriam as coisas entre nós. Tento afastar aquelas palavras do meu pensamento, aquelas palavras que sempre surgem na minha mente quando estamos juntos. Talvez um dia. (Livro: Talvez Um Dia, Pág.219)
TALVEZ UM DIA é uma história que aborda "traição e suas consequências", ou seja, o quão difícil é prosseguir e não cometer os mesmos erros. O enredo é uma linda história de entrega, onde os protagonistas descobrem o verdadeiro amor. Contudo, aos olhos de todos (até mesmo de Sidney e Ridge), aquele não era o momento apropriado para se apaixonar. O casal sofre uma metamorfose, onde o sentimento torna-se vigente, preenchendo buracos que  até mesmo Sidney e Ridge  pensavam não existir. Nessa história temos como recheio: amizade e verdade. Não posso dizer muito sobre a trama, pois soltarei spoilers

Colleen Hoover tem o dom de criar histórias divinas, onde transpõe em palavras sentimentos adversos, levando verossimilhança em seus textos, algo que me fez fã de carteirinha. o/ Para alguns pode parecer "o mais do mesmo", mas, para mim, sempre será "o mais do mais". E com esse livro não foi diferente: quando penso que já li o seu texto mais lindo, me deparo com outro conteúdo desenvolvido delicadamente e com coração. Sempre que inicio a leitura de um texto da Colleen, sei que vou transbordar em coração. E, aqui, a avalanche de sentimentos foi com "quase todos" os personagens. Os capítulos finais foram de perder o fôlego, do jeitinho que só a autora saber fazer, levando um desfecho lindo e com uma maravilhosa lição. Se eu gostei?! NÃO, EU NÃO GOSTEI!!! EU HIPER, MEGA, MAX, ULTRA AMEI!!! E leio até mesmo a lista de compras da autora. o/

O enredo é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação é simples, com fontes e espaçamentos em bom tamanho, adornada em papel off white (o amarelo mais claro); e a capa é linda, estampando Sidney e Ridge em um dos momentos que compõe juntos. Por fim, para você que curte um lindo drama/romance, eis essa belíssima pedida. 



Livro: TALVEZ UM DIA
Autora: Colleen Hoover
Gênero: Drama/Romance
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Páginas: 368

7 de jul de 2017

👣 Eu som assim 👣

 
Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade… Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz… Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. 

[Por]: Martha Medeiros

6 de jul de 2017

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✔ Para conferir, dê play no vídeo...

[Via facebook]: TNT Brasil

Você já viveu hoje?

Viver é o maior ato de coragem que pode existir. É um ato insano. 

O que é a vida, caríssimo, senão uma grande expectativa?! Vivemos esperando por um amanhã ilusório que na verdade só existe nos nossos sonhos, mas que pode nem chegar. E o mais louco: Deixamos para este incerto amanhã, coisas que poderíamos ter realizado ontem ou hoje. Vivemos querendo consertar o passado e adotando culpas monstras que nem nos são legítimas. Vivemos a semana inteira tentando acelerar os dias para ser logo sexta feira… 

Passamos horas e horas pensando no que vamos falar e tentando decorar, pra chegar na hora H e ficar mudo. Deixamos de viver o ano todo planejando as férias e esperando o próximo ano para, enfim, “começarmos a sermos felizes”… Mas, eu preciso te lembrar que a vida não é feita só de finais de semana e festas de Réveillon. 

A vida não é feita de magnânimos eventos. A vida não é feita de “e se”. A vida não espera o próximo verão… Ao abrirmos os olhos e nos darmos conta de que chegamos a mais um dia, não nos resta opção, precisamos…VIVER. E eu digo VIVER, e não apenas habitar nesta planeta. Você já viveu hoje?! 

A grande maioria de nós apenas coexiste. Duvida? Vamos responder algumas questões: Quantas vezes, nos últimos 7 dias, você conseguiu ler um artigo todo, até o final, enquanto saboreava uma xícara de café? 

Eu aposto que você comprou um livro esse ano, mas eu duvido que você já tenha conseguido ler… Eu acredito que você vá à academia pelo menos 3 vezes na semana, mas quando não vai, o que você faz com esse tempo “livre”? Você o ocupa, certo? Quanto tempo de sobra para fazer NADA? 

É fazendo ‘nada’ que a gente consegue fazer a catarse necessária, sabia? A higiene mental que precisamos… fazer nada é de extrema importância para o bom funcionamento do nosso cérebro. Quem não tem um tempo para si, não pode se considerar, de fato, vivo. Apenas, respirando. 

Qual foi a última vez que você fez um piquenique ao ar livre? Ou que tirou 1 dia pra si, durante a semana? Qual foi a última vez que você tomou um banho relaxante, sem pressa, ouvindo uma música e dormiu mais de 7 horas? Qual foi a última vez que você passou 1 dia inteiro sem celular?! Nos tornamos escravos da tecnologia, numa desesperada e vã tentativa de preencher nossos gélidos vazios internos… Mas só a sua presença e a sua EXISTÊNCIA podem preencher esse vazio! Fique a sós consigo…se dê o prazer de desfrutar da tua própria companhia. 

Passamos a semana toda tentando acelerar ao máximo o tempo, não nos permitimos sequer desfrutar de uma segunda feira. Porque ansiamos, desesperadamente, pela sexta pois vamos, enfim, sair de um lugar que não nos agrada, com pessoas que não são escolhas nossas, onde desenvolvemos uma atividade que não nos dá PAIXÃO. No fim de semana estamos tão exaustos que não nos sobre tempo e energia para viver…e quando piscamos, segunda de novo. E aquela sensação de frustração e desânimo não nos abandona. 

A vida é mais que isso! 

Não é sobre abandonar o trabalho e as tarefas que dependem de nós, mas sim, criamos um refúgio interior, para onde possamos correr sempre que preciso. É sobre ter um lugar bem escondido, dentro de si mesmo, onde o caos mundano não nos atinja. É sobre sentir o coração acelerado de entusiasmo! Viver é algo parecido com a linda e ingênua euforia pueril. Quem a perdeu de vez não está vivo de verdade, só está no piloto automático fazendo hora nesse plano, até a partida. 

Há quanto tempo você não sente a chuva molhar seu rosto? 
Há quanto tempo você não sente o cheiro de terra molhada? 
Há quanto tempo você não anda descalço e esquece que existe relógio? 
Há quanto você não esquece das pessoas todas e lembra-se de ti? 
Há quanto você não se mima, não se alegra e não ri? 

Você conseguiu ler esse texto até aqui sem interrupções ou sem que outros pensamentos lhe invadissem a mente? Se sim, continue nesse caminho! Tire um tempo, nem que sejam só 5 minutinhos; Desligue-se. Se não…desligue o automático. Mude para: “Vida  Modo manual”. Dá um medo no começo, sabe? Pois precisamos nos libertar de amarras invisíveis que nós mesmos nos colocamos, precisamos quebrar um ciclo vicioso longo; precisamos praticar o poder no “NÃO”; precisamos nos dizer mais “Sim”; precisamos ESCOLHER. E é aí que bicho pega. Quando desligamos o automático, desligamos a apatia…e então não nos resta outra opção, tomamos as rédeas e precisamos DECIDIR. Você tem o poder de escolha, sabia? Não deixe o mundo te soterrar e te convencer do contrário. Sempre é possível mudar, se reinventar. Comece outra vez. A vida precisa de pontos finais firmes e novos capítulos. Não podemos passar toda a existência à base de reticências. 

Reveja a sua história. Analise as vírgulas mal colocadas. Não tenha medo de errar a escrita, tenha medo é de nunca escrever nada e chegar ao fim da jornada com teu livro em branco. Só há uma caneta capaz de escrever no teu livro. Ela chama-se VIDA. Use-a sem moderação. Se ela não permite ser apagada, não te preocupes…há sempre uma nova folha esperando para ser preenchida. Esqueça a rasura. Vire a página! A vida não permite rascunhos. 
Viver  E ESCREVER  é preciso! 
[Por]: Bruna Stamato 

3 de jul de 2017

[Lidos]: Junho de 2017

Olá, lovers!
Como foram de leituras?! Eu, como previsto, me esbaldei. o/ Desfrutei de oito leituras, dentre elas: livros de autores e blogs parceiros, contos baixados gratuitamente em PDF e formato E-book, presente de aniversário que ganhei de uma amiga, além de um capítulo extra de uma nova edição. Portanto, confiram abaixo as minhas leituras de Junho. Bem-vindos! 💘💘💘


(clique em cima da imagem para maior resolução)

[clique em cima do título para conferir a resenha]:

[Tradução]: ♫♪ The Man Who Sold The World ♪♫

Eu encontrei esse vídeo por acaso e enlouqueci. 💘💘💘A propósito, o meu GAME predileto sempre foi o ATARI (para saber do que se trata, clique AQUI). Lembro-me que na infância fazíamos até campeonato, principalmente com o jogo Decathlon. Eu tentei curtir novos games, mas não consegui. Eis que assistindo a versão de "The Man Who Sold The World", com minha banda amada  NIRVANA deparei-me com a tradução da versão original da canção, lançada em 1985 por David Bowie e divinamente editada com cenas de um game new generation. Vem junto conferir! ♫♪ ♫♪ ♫♪


[Cantor]: David Bowie
[Canção]: The Man Who Sold The World 
[Álbum]: The Gift (1985)

[Game]: Metal Gear Solid V: The Phantom Pain