5 de abr de 2015

[Falando em]: A Mordida do Vampiro — de Laerte Verrier

Eu recebi este livro dias atrás, do autor Clayton de La Vie, pseudônimo Laerte Verrier   e desde já agradeço pelo maravilhoso presente. Aliás, eu conhecia a obra apenas virtualmente (pelo facebook), e apreciando alguns quotes da mesma, me interessei por demais. Trata-se de um enredo sobre vampiros, porém, com uma abordagem sombria, mais parecida com o que conhecemos no mundo vampirístico. Portanto, confiram a sinopse, book trailer que eu tive o prazer em editar e a resenha do livro "A Mordida do Vampiro", uma publicação independente.



Sinopse: Brian teve seu futuro escrito pelo seu próprio pai. Obrigações com os negócios da família e um casamento com alguma aristocrata qualquer estavam na lista de suas tarefas. Porém, a chegada de uma bela dama muda seu destino. O jovem rapaz deseja conhecer o lado sombrio da existência, e ela lhe mostra o caminho da morte. De repente, seu mundo é tragado, e seus olhos ganham uma nova cor... Vermelho... Sangue! Conheça a trajetória demoníaca do primogênito da família Van Dom, seus amores e temores, contados em diversas versões dos fatos.


P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

Eis que surge mais uma agradabilíssima surpresa da literatura nacional. Desta vez estou falando de um jovem autor independente, Laerte Verrier, que soube construir uma excelente trama e se preocupou em colocar as palavras de forma correta no contexto, acredito que através de talento e pesquisa, tornando-a uma trama rebuscada e que me teletransportou para a época em questão, ou seja, de 1755 à 1912.

Brian Van Dom é o personagem central... Ele é um lindo jovem londrino, herdeiro de minas de diamantes, e que tem o seu futuro determinado pelo pai. Contudo, adverso aos desejos do seu genitor, e atraído pelo lado sombrio da vida, faz um pedido para aquela que lhe trará novos horizontes, sua prima de terceiro grau, recém-chegada à Mansão Van Dom, chamada Josette  que, por fim, o eterniza como um jovem vampiro.
Enfim, eu preferia que a morte me levasse ou que o próprio Belzebu viesse e me arrancasse a alma. E ele veio. Estava na forma de uma linda dama. Seus cabelos longos caíam em círculos pelos seus ombros desnudos. Suas roupas eram de um vermelho intenso e ela segurava graciosamente um pequeno guarda-chuva. Quando descia da diligência, que parou em frente a mansão Van Dom, onde eu vivia, meu pai me informou que ela era a minha prima de terceiro grau, Josette Marie Johnson, que viera passar uns tempos na Inglaterra. (Livro: A Mordida do Vampiro, Pág.6)
Agora Brian enxerga a vida com novos olhos, envolto a regalias e restrições que somente um vampiro pode ter. E sua inclinação para o mal se faz presente, com mais força, tornando-o impiedoso, não se importanto com a humanidade alheia. E desfrutando desta nova vida (ou morte se assim preferir), ele terá ao seu lado Aaron, um servo ganancioso e impulsivo, Francis Paul, um detetive que o caça assim que percebe sua nova condição, e tantos outros personagens de suma importância para/com o enredo.
 Eu sei o que você é.  disse ele por fim. De novo essa frase surgia pelos meus ouvidos. Parecia um bordão: "Eu sei o que você é."
 Se sabe o que sou, deve saber o que irei fazer agora.  nesse momento abri a minha boca e grudei meus dentes no pescoço do homem.  Em seguida, senti a minha garganta queimando. Era uma dor que ainda não tinha sentido. O cheiro do sangue dele emanava forte.  O que você fez?  esbravejei.
 Nossa, isso dói...  disse ele, segurando a ferida.  Sopa de alho. Há meses uso esse condimento para me proteger de criaturas como você.  ele ria. (Livro: A Mordida do Vampiro, Pág.57)

Existe um instigante diferencial na trama, pois ao invés de capítulos, ela é narrada em primeira pessoa, por cartas, sendo essas de Brian Van Dom e tantos outros personagens. 
Querido Henry. Já estou em Londres. Acabei de falar com o primo Brian. Acho que deixarei essa maldição com ele. O garoto me disse que deseja a morte acima de tudo, e, talvez, isso venha a calhar. Nunca me dei bem com a família Van Dom e eles também nunca me suportaram, que tal eu deixar esse presentinho? (Livro: A Mordida do Vampiro, Pág. 145)
De início achei a trama um tanto corrida, depois caí na real, pois trata-se de uma narrativa feita por cartas. Sendo assim, obviamente, teria que ser mais corrida para chegar o mais próximo de uma carta. Porém, mesmo os acontecimentos sendo ligeiros, a trama em si é muito bem amarrada. Eu, particularmente, me apaixonei por Brian, afinal de contas, tenho uma inclinação para o lado oposto, e  diga-se de passagem, que lado oposto delicioso ele é. Agora eu cesso os meus comentários para não soltar spoilers.

Como eu já mencionei, o enredo é narrado em primeira pessoa, todo descrito por cartas, aos olhos de diversos personagens, com uma narrativa deliciosa e de fácil compreensão e diálogos breves e instigantes; eu achei a capa divina, de excelente bom gosto, pois condiz com a trama, ou seja, sombria e instigante; sua diagramação está perfeita, com espaçamentos e fontes no tamanho exato, e ao final de cada página nos deparamos com uma imagem de um tribal, sem contar as gotículas de sangue impressas na ficha técnica, sumários, entre outros.

Quero parabenizar o Clayton/Laerte pelo belíssimo trabalho no conjunto da obra, pois sei muito bem o que é ser um autor independente, e pelo que notei, assim como eu, ele entregou-se por inteiro, para agradar aos olhos dos leitores, que de fato é o mais importante. Agora só mes resta a pergunta:  Quando teremos a continuação? Eu mega necessito! \o Por fim, para apreciadores de um ótimo, instigante e sombrio texto, eis uma excelente pedida.


Livro: A Mordida do Vampiro
Autor: Laerte Verrier
Gênero: Ficção - Fantasia
Publicação - Independente
Ano: 2014
Páginas: 156

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