10 de ago de 2017

[Falando em]: Meus dias com você — de Clare Swatman

Eu recebi esse livro dias atrás, em parceria com a editora Arqueiro, para resenhar no blog "Uma leitura a mais— e, claro, aqui no meu bloguito também (P.S: Valeu, Arqueiro e Renata!).💘💘💘Trata-se do romance de estreia da autora Clare Swatman. A propósito, tornei-me sua mais nova fã e espero, logo menos, poder conferir outro texto  de sua autoria. Agora confira a sinopse, book trailer e o meu parecer de "Meus dias com você".



Sinopse: Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta? Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho. Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira? Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade. A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento  e, quem sabe, o destino de seu grande amor. 





"Porque há de se viver o agora..." 

Um romance apaixonante!

29 de junho de 2013
Seria um dia qualquer se não fosse por Zoe Morgan e Edward Williams, depois de quinze anos de casados, estarem à mercê de mais uma crise conjugal. Zoe está um tanto mau humorada, e Ed parte para o serviço despedindo-se de forma seca, com sua bicicleta. No entanto, fatalmente, é atropelado e vem a óbito. Eis que inicia o martírio de Zoe, apesar das diferenças e crises por quais todos os casais passam, eles se amavam muito.
 Eu vou levar para sempre o desejo de ter dito a ele algumas coisas que não disse, sempre vou desejar a chance de mudar algumas coisas que fiz no dia em que ele morreu e nos meses e anos antes desse dia. Mas não posso, então tentarei carregar comigo os momentos felizes e esquecer os ruins... (Livro: Meus dias com você, Pág.13)

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Passaram-se dois meses após a morte de Ed, e Zoe encontra-se em estado de choque. Ela resolve ir até o jardim que era o cantinho preferido do falecido marido, e acaba tendo uma vertigem e levando um tombo. Contudo, ao acordar, ela se vê de volta a 18 de setembro de 1993, data que conheceu Edward, ainda na faculdade.
Sozinha por alguns minutos, eu respiro fundo para acalmar os nervos. É maravilhoso ver Ed novamente, mas ele não tem ideia do quanto me deixa feliz. Para ele, sou apenas uma amiga que ele beijou alguns anos, ao passo que para mim ele significa tudo. E tudo o que perdi. (Livro: Meus dias com você, Pág.61)

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Incrédula, Zoe sente-se grata por poder estar ao lado de Ed novamente  e, quem sabe, mudar o destino. Entretanto, a cada anoitecer, ela se desespera, pois sabe que o dia seguinte não será decorrente ao anterior, mas sim uma data importante que mostrará os seus erros, dando a chance de corrigi-los. O que antes eles não queriam passa a ser o maior sonho do casal, ou seja, ter um filho. E isso se agrava quando Becky, a irmã mais nova de Zoe, engravida. Ed e Zoe tentam alguns tratamentos, mas, infelizmente, nada acontece. E isso acaba tornando-se o prelúdio para que fiquem à mercê de uma crise, sempre desentendendo-se.
9 de junho de 2012 
"Dizem que, quando você perde um dos sentidos, os outros trabalham com mais tenecidade para compensar. O que pode explicar por que, antes mesmo de abrir os olhos, eu sei que alguém está olhando pra mim. Não fico com medo, mas meu coração bate forte assim mesmo, na esperança de que seja Ed outra vez, e também por saber da decepção que vai tomar conta de mim caso não seja. Tenho medo de que ontem tenha sido a minha última oportunidade e que eu esteja de volta ao presente." (Livro: Meus dias com você, Pág.225)

Agora cesso os comentários para não soltar spoilers.

Se tem uma coisa que AMO é sentir uma história, e este enredo encaixou-se com perfeição, o que me fez acreditar que a autora não parece uma novata, mas sim uma tarimbada contadora de histórias. O mágico de se ler um romance contemporâneo é a verossimilhança que ele apresenta. E foi o que aconteceu, sem grandes expectativas e esperando o tão sucessivo clichê, algo que amo muito, eu me entorpeci pelo conteúdo. 💘💘💘

Meus dias com você é um drama/romance para pessoas providas de coração. O enredo é tão profundo que me fez sentir os sabores e dissabores dos protagonistas. Aliás, eu fiquei perdidamente apaixonada por Zoe e Ed, ambos dotados de tamanha humanidade, com suas alegrias e tristezas. Trata-se de uma trama que nos mostra o quão mesquinhos somos, principalmente quando nossos anseios não se concretizam, e de uma forma medíocre, amargamos a nós e a todos que estão ao redor. Às vezes um simples e delicado gesto faz toda a diferença, e tanto Ed quanto Zoe me ensinaram muito com essa história. A cada virar de página eu ansiava pelo desfecho final, algo que foi dilacerante e lindo. Os personagens secundários são de suma importância, e me deixaram tão envolvida quanto/com os protagonistas. Agora estou numa baita ressaca literária. 

O enredo é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com fontes e espaçamentos em boa medida, adornada em papel pólen off-white (o amarelo mais claro); e a capa está divina (amo esse estilo de capa), estampando Zoe e Ed. Por fim, para você que curte um lindo drama/romance, eis essa MARAVILHOSA pedida. E pra finalizar: "Eu leio até mesmo a lista de compras da Clare Swatman". o/



Livro: Meus dias com você
Autora: Clare Swatman
Gênero: Drama/Romance
Editora: Arqueiro
Ano:2017
Páginas: 288

7 de ago de 2017

[Tradução]: Purple Rain

Horas atrás resolvi assistir  pela milésima vez , o filme "Purple Rain", um clássico dos anos 80. 💘💘💘E não me contentando apenas com o filme, acabei encontrando essa linda versão acústica da canção, onde Prince faz um dueto com ninguém menos que Beyoncé. Eis que, sem pestanejar, resolvi traduzir essa canção/versão. Vem junto conferir! o/


[Dueto/Acústico]: Prince & Beyoncé
[Canção]: Purple Rain
P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

6 de ago de 2017

[Quote]: Entre o Céu e o Inferno

Notei seu semblante de decepção, seguido de uma fúria contida. Era como se eu estivesse arrancando suas asas, deixando-o sem rumo. Ele colocou sua bermuda, e com as mãos na cabeça, também começou a cuspir as palavras: 

 Você está fazendo isso de novo! Quando vai aprender que o mundo não gira ao seu redor e que as pessoas, no geral, também têm suas dores? Você acha que eu não me recordo do meu pai morto ou de minha mãe, daquela forma assustadora? O que a faz pensar que sua vida foi pior que a minha? 

Fiquei desconcertada ao escutar tamanha verdade, tendo um lapso de realidade, ficando cabisbaixa e escutando o que ele ainda tinha a dizer. 

 Garota mimada e egoísta! Eu sempre sofri ao presenciar seu sofrimento. E vê-la vendendo o corpo foi como a morte pra mim. Sempre lhe desejei como mulher, enquanto você sempre me teve como um suporte. Arrancou minhas asas sem piedade e sequer as colocou no lugar  desabafou segurando o meu braço direito com força. 

Eu notei seu mal-estar ao dizer tais verdades. 

 Aprenda, nós só temos esta vida. Coloca sua cabeça no lugar e pensa, se não fosse por Hugo, aquele maldito do Juan ainda estaria solto, e tanto eu quanto você poderíamos estar mortos. Ele arriscou a vida por você e sonha com o seu perdão. Deixe de ser infantil e vá visitá-lo  cuspiu as palavras sem pudor algum. 

Max notou meu semblante perturbado, e sem pestanejar, continuou: 

 Eu até compreendo sua revolta em não querer vê-lo, pois acho que também me sentiria assim. Mas, ao menos, tente pensar de outra forma. Ele sequer deve estar lúcido naquela UTI. Atenda ao pedido de um homem que está prestes a partir desta vida. Essa será sua última chance  soltou o meu braço e seguiu para outro canto do quarto. 

“Cria ó DEUS em mim um coração puro e renova em mim um espírito reto.” (Apóstolo Paulo  carta aos Filipenses 4.13  Bíblia Sagrada) 

E lembrando-me deste trecho bíblico que não saiu da minha memória, disse: 

 Vamos! Não podemos perder mais tempo.

[Livro: Entre o Céu e o Inferno, Capítulo 24]

2 de ago de 2017

[Lidos]: Julho de 2017

Olá, lovers! 
Como foram de leituras?! Eu, particularmente, segui um ritmo mais lento. E continuarei assim, ou seja, lendo no meu tempo. A propósito, me enveredei em cinco leituras, sendo três de parcerias que AMO, além de um lindo presente e um e-book que baixei gratuitamente. 💘💘💘 Agora convido a todos para conferir as minhas leituras de Julho. Vem junto! \o/\o/\o/



[clique no título abaixo para conferir a resenha]:

[Conto]: Uma vida a dois — de Júlio Damásio

Comprou-lhe uma mala nova para o velho sonho. Uma viagem de dez dias para uma cidadezinha qualquer do interior. O casal esperou a aposentadoria, os filhos crescerem e formarem suas famílias. 

Ele era razão, casamento perfeito, ela era emoção. Um não se via caminhando pela vida sem o outro. Na semana que antecedia o desejado programa, no momento do café da manhã, quando comia a fatia de pão caseiro que a esposa fizera, antes do elogio de sempre, sentiu fortes dores de cabeça, algumas poucas palavras e se foi… 

Depois do tempo da dor aguda do luto, ficou a dor crônica. Mas ela teve que reaprender a andar sem as mãos dadas com seu amado, a sorrir sem achar graça na vida, a se maquiar sem os elogios do companheiro. Aceitou o convite e foi morar com a filha, genro e netos. Com o dia a dia, distraia sua tristeza, encontrando no sorriso das crianças o motivo para os seus. Porém todas as noites, durante anos, depois de passar pelos quartos dos netos e beijá-los, despedia-se, simbolizando sua partida. Arrumava sua mala com algumas roupas, colocava debaixo da cama, pensando que aquela viagem curta das noites em que encontrava seu amor, poderia ser a viagem longa e definitiva ao encontro tão esperado. Rotineiramente pela manhã, ao abrir os olhos e identificar o seu quarto, ainda que desapontada, sorria. Não era atendida ainda daquela vez. Mas tinha como consolo que passara mais um dia que, no seu entender, era mais um passo na caminhada até seu companheiro. Levantava antes dos demais, fazia café, colocava o pão na mesa, acordava os netos, ia até o jardim e molhava as plantas. Duas vezes por semana, visitava um asilo com um livro de contos debaixo do braço, onde ia contar histórias para igualmente distrair a tristeza daqueles que não tinham netinhos para arrancar-lhes o sorriso. 

Em uma noite, fez o de sempre, beijou e se despediu dos netos antes de dormirem. Arrumou sua mala, deitou, sentia dores no peito, dormiu. Pela manhã, abriu os olhos, decepcionada, viu-se no seu quarto, chamou pelos netos, fez o café, colocou o pão na mesa, foi até o jardim, molhou as plantas, viu sua mala no carreirinho entre as flores, estranhou… Foi aí que ele apareceu e lhe falou: “Vamos embora, minha linda!” De mãos dadas, no sentido oposto da solidão, viajaram pelo caminho de luz até o estado da real felicidade. Júlio Damásio e esposa É minha homenagem a você, meu amor, Júlia Lopes. Foi um dos últimos que narrei, não estava rascunhado ainda. Queria escrever uma poesia, mas não sou poeta, amor. Então receba esse continho que você, como sempre, achou lindo. Entenda que de certa forma, sou a velhinha que a cada dia que passa dou um passo ao seu encontro. Não sei a distância, o tempo, mas um dia eu chego aí.


P.S: Conto escrito pelo autor/poeta Júlio Damásio, 
dedicado para sua eterna amada, Júlia Lopez. 


[Texto de]: Júlio Damásio
[Via]: Paraná Imprensa