10 de fev de 2017

[Falando em]: O Alquimista — de Paulo Coelho

Anos atrás, eu li uma obra do escritor Paulo Coelho intitulada “Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei”. Lembro-me de ter gostado muito, porém hoje não me recordo do conteúdo (preciso reler urgente  rs). Eis que trago o meu parecer sobre “O Alquimista”, uma relíquia publicada há quase três décadas e que já teve diversas edições, uma publicação da editora Rocco.


Sinopse: O jovem pastor Santiago tem um sonho que se repete. O sonho fala de um tesouro oculto, guardado perto das Pirâmides do Egito. Decidido a seguir seu sonho, o rapaz se depara com os grandes mistérios que acompanham a raça humana desde a sua criação; o Amor, os sinais de Deus, o sonho que cada um de nós precisa seguir na vida. A peregrinação de Santiago, narrada pelo escritor Paulo Coelho em O alquimista transformou-se num dos maiores fenômenos literários. Caminhando em uma caravana pelo deserto do Saara, ele entra em contato com pessoas e presságios que lhe indicam o caminho a seguir. Entre eles, um misterioso personagem  um Alquimista. É quem irá ensiná-lo a penetrar na Alma do Mundo, e a receber todas as pistas necessárias para chegar até o tesouro.


P.S: Book trailer via editora Sextante




“Maktub, estava escrito” 


Uma viagem pessoal! 

O enredo gira em torno de Santiago, um jovem pastor que vive na cidade de Andaluzia (no Sul da Espanha), sempre caminhando com suas ovelhas, negociando e alimentando-as, além de aprender muito com elas. 
Seus pais queriam que ele fosse padre, e motivo de orgulho para uma simples família camponesa, que trabalha apenas para conseguir comida e água, como suas ovelhas. Estudou latim, espanhol e teologia. Mas desde criança sonhava em conhecer o mundo, e isto era muito mais importante do que conhecer Deus ou os pecados dos homens. Certa tarde, ao visitar a família, havia tomado coragem e dito para seu pai que não queria ser padre. Queria viajar. (Livro: O Alquimista, Páginas 29 e 30) 
O jovem pastor tinha gana em conhecer a vida e seus mistérios, e depois de ter um sonho no qual fora revelado um tesouro destinado a ele, rumou em busca do tesouro, nas Pirâmides do Egito. E ainda no início da caminhada, se deparou com uma cigana, com a qual se consultou e que, por fim, combinou dar uma parte do tesouro, caso viesse a conquistá-lo. Ele conheceu também Melquisedec, um velho e sábio rei que o ensinara que mais importante do que um tesouro, é a busca por sua Lenda Pessoal. 
 Por que você fala estas coisas comigo? 
 Porque você tenta viver sua Lenda Pessoal. E está a ponto de desistir dela. (Livro: O Alquimista, Pág. 49) 

Santiago vende suas ovelhas para o rei e parte em busca do tesouro. E no meio do caminho, acontecem muitas coisas: ele trabalha para um comerciante de cristais; conhece um inglês que está à procura de um Alquimista; além de conhecer Fátima, ou seja, o amor de sua vida. 
O rapaz, porém, pensava em seu tesouro. Quanto mais perto ele ficava de seu sonho, mais as coisas se tornavam difíceis. Não funcionava mais aquilo que o velho rei havia chamado de “sorte de principiante”. O que funcionava, sabia ele, era o teste da persistência e coragem de quem busca sua Lenda Pessoal. Por isso ele não podia se apressar, nem ficar impaciente. Se agisse assim, ia terminar sem ver os sinais que Deus havia posto no seu caminho. (Livro: O Alquimista, Pág.148) 
Agora cesso os meus comentários para não soltar mais spoilers

Eu, particularmente, não curti muito essa leitura. O fato é que gostei da premissa do livro e achei o enredo muito bom. No entanto, algo nele me incomodou. Eu entendi a mensagem que o autor quis passar, e achei bacana, pois o tesouro maior que podemos adquirir é o autoconhecimento, além da paciência e persistência. Porém, a maneira como foi narrado me pareceu superficial. Pode ser que este não era ‘o meu momento’ para essa leitura. Eu esperava uma história com acontecimentos, e de certa forma, eles existem. Mas o conteúdo é embasado em muitas frases de efeito e me deu a impressão de estar lendo um livro de autoajuda. Nada contra textos com frases de efeitos e enredos de autoajuda, mas eu não estava esperando por isso. O final é bonito, porém não deu aquele “boom” que eu tanto ansiava. 

Eu sei que muitos se identificam e gostam, e afirmo que o livro é excelente para quem está à procura de um conteúdo   digamos assim   existencial. Por fim, eu não estava nessa pegada. Mas se você estiver a fim de lê-lo, ARRISQUE-SE! Pois o que não me agradou, pode ser sensacional para você. 

O enredo é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com espaçamentos e fontes em boas medidas, e leva consigo algumas imagens belíssimas, adornada em papel pólen (o amarelinho); e a capa (uma das antigas edições), estampa um rapaz que, a meu ver, é o Santiago, condizendo com a trama. 


Livro: O Alquimista 
Autor: Paulo Coelho 
Gênero: Ficção 
Editora: Rocco 
Ano: 1988 
Páginas: 248

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